4 de junho de 2026

Moção contra aborto aprovada por vereadores de Serra Negra é cópia de site de ultradireita

Moção é cópia de um "manifesto" de "influenciadores cristãos", como se denominam os autores do documento, publicado no site Brasil Paralelo

Moção contra aborto aprovada por vereadores de Serra Negra copia texto de site de ultradireita

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por Carlos Motta

A Câmara Municipal de Serra Negra, município de 30 mil habitantes que integra a região turística denominada Circuito das Águas Paulista, aprovou por unanimidade uma moção de repúdio contra o “avanço” da ADPF 442 no Supremo Tribunal Federal, que propõe a legalização do aborto até 12 semanas de gestação.

Um dos autores da moção, o vereador Roberto de Almeida (Republicanos) chegou a dizer que gostaria de ter levado um feto à sessão para convencer seus colegas a aprovarem o requerimento. “Todo o país que começa a deixar Deus de lado, o inimigo começa a agir”,  afirmou.

O presidente da mesa diretora da Câmara, Wagner Del Buono, conhecido como “Waguinho do Hospital”, afirmou que gostaria que o texto da moção fosse enviado a outras casas legislativas municipais.

O que os vereadores serranos não disseram é que todo o texto que se segue ao parágrafo inicial da moção, e que aponta nove razões para que a ADPF seja arquivada no STF, é cópia de um “manifesto” de “influenciadores cristãos”, como se denominam os autores do documento, publicado no site Brasil Paralelo, conhecido por suas posições de extrema direita e ligações com o bolsonarismo.

Os atuais vereadores de Serra Negra já viram um projeto de lei, transformado em lei pelo prefeito Elmir Chedid (União Brasil), que dava nome de rua a um ex-prefeito vivo, ser considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Outros dois projetos de lei, também transformados em lei pelo prefeito, que ampliaram o perímetro urbano do município, para a construção de loteamentos, viraram matéria de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Ministério Público, que está para ser julgada.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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