Seymour Myron “Cy” Hersh é um jornalista investigativo norte-americano, ganhador do Prêmio Pulitzer de Reportagem Internacional e especializado em geopolítica, atividades dos serviços secretos e assuntos militares dos Estados Unidos.
O renomado jornalista apurou que a cidade de Gaza “está em processo de se tornar uma Hiroshima” sem o uso de armas nucleares.
Num novo artigo publicado nesta quinta-feira (19) no seu blog, o vencedor do Prémio Pulitzer escreveu, citando analistas da área da inteligência, que as autoridades israelitas não planejam dar qualquer hipótese de sobrevivência aos membros do movimento radical Hamas.
“Um funcionário bem informado me disse que ‘a cidade de Gaza está em processo de se tornar uma Hiroshima sem o uso de armas nucleares’”, disse o jornalista.
Neste contexto, indicou que de acordo com os planos de Israel “não haverá necessidade de uma invasão terrestre massiva”, e que os militares israelitas serão encarregados de procurar membros do movimento que decidam render-se. “As ordens”, declarou o oficial, “são para ‘atirar sem aviso’. A rendição não será uma opção”, disse Hersh.
Matar o Hamas
“O plano do [primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”, disse-me um funcionário, “exige que os militares israelenses matem todos os membros do Hamas que encontrarem, destruam o sistema de túneis, talvez usando bombas de fabricação americana, que podem penetrar dezenas de metros no subsolo antes de detonar, a fim de bloquear o que antes era a Cidade de Gaza, no extremo sul”, escreveu o jornalista.
Os militares israelitas iriam então vasculhar “quarteirão a quarteirão” da cidade em busca das pessoas restantes.
Não há sinal de que o Hamas “forneceu inspiração aos inimigos de Israel”, este é outra indicação de cenário apontada pela apuração do jornalista.
Segundo Hersh, os serviços de inteligência dos EUA sustentam que a incursão do Hamas – que estava planeada há dois anos – “fracassou em todos os sentidos”.
Assim, os serviços de análises dos EUA estimam que o movimento queria unir “o mundo árabe” ao seu lado e esperava receber o apoio do grupo xiita Hezbollah e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Mais de 10 dias após o ataque, “disseram-me que não houve nenhum sinal de que a revolta do Hamas tenha servido de inspiração aos inimigos de Israel”, sublinhou Hersh.
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