O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento nesta quinta-feira (19) em que defende a necessidade de apoiar, financeiramente, Israel e Ucrânia, pois o sucesso de ambos os países em seus respectivos conflitos “é vital para a segurança nacional” do próprio país.
Segundo Biden, Hamas e Putin são diferentes, mas querem aniquilar democracias vizinhas. Por isso, o presidente pedirá ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (20), a aprovação do envio de US$ 60 bilhões (R$ 303 bilhões) para a Ucrânia e de US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões) para Israel.
O democrata pedirá ainda a aprovação de US$ 10 bilhões para ajuda humanitária, US$ 14 bilhões para segurança de fronteira e US$ 7 bilhões para países do Indo-Pacífico.
“Os Estados Unidos ainda são um farol para o mundo”, concluiu Biden.
Veto
Vale ressaltar que, nesta quarta-feira (18), os Estados Unidos vetaram a proposta do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que defendia o cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Joe Biden, porém, visitou Israel e conseguiu negociar a permissão dos israelenses para que o Egito abrisse a Fronteira de Rafah para a entrega de ajuda humanitária para os palestinos. Desde 7 de outubro, data do ataque ao Estado israelense, os palestinos foram privados do abastecimento de água, comida e energia elétrica e corriam o risco de morrer devido ao cerco imposto pelo governo de Netanyahu.
LEIA TAMBÉM:
Rui Ribeiro
23 de outubro de 2023 1:34 pmO massacre perpetrado contra pessoas que se encontravam em um hospital na Faixa de Gaza sobrou pro Putin, ou melhor, prá Rússia. Na realidade, o que o Ocidente culpa não é o Putin, mas a Nação Russa. Mas como não podem admitir culpar uma Nação, eles culpam o seu comandante supremo, no caso o Putin. Se o Putin fosse substituído por outro Líder, certamente, o Ocidente o acusaria de qualquer forma pelo massacre feito na Faixa de Gaza. Ou seja, o problema dos sanguessugas americanos não é com o Putin, é com a Rússia.