O sul do Líbano sofreu um ataque neste domingo (5) das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), no qual foram mortos quatro civis. O primeiro-ministro do país árabe, Najib Mikati, declarou que se trata de “um crime hediondo” que “não ficará impune”.
Por sua vez, os militares israelenses declararam à imprensa de seu país que “atacamos com base em informações de inteligência e continuaremos a atacar”. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acredita que o Líbano oferece apoio, recursos e treinamento ao Hamas.
Anteriormente, foi anunciado que dois carros particulares, nos quais viajavam membros da mesma família no distrito de Bint Jbeil, na província de Nabatiye, foram atingidos por um ataque aéreo israelense. Um dos carros foi atingido diretamente, informou Mikati.
Como resultado do ataque a civis, uma mulher e três crianças de 10, 12 e 14 anos morreram e duas pessoas ficaram feridas.
“O fato de o inimigo israelense atacar civis na sua agressão contra o Líbano […] é um crime hediondo que se soma à história dos crimes da ocupação (a territórios palestinos e árabes)”, disse Mikati.
Ele acrescentou que este caso representa “uma nova mancha na consciência do mundo que aprova o que a ocupação israelense está fazendo no sul do Líbano e em Gaza”.
“Não ficará impune”
O primeiro-ministro sublinhou que o ataque israelense “não ficará impune e o governo libanês irá acompanhá-lo de perto através das comunicações internacionais”, e anunciou que apresentará uma queixa urgente contra Israel perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Conforme Mikati, os Estados membros da organização “são obrigados a aplicar a Carta das Nações Unidas e a tomar medidas para deter os ataques e salvar o que resta de humanidade e de justiça”.
O que disse Israel
Israel respondeu que examina “todos os desenvolvimentos que ocorrem no Líbano”, mas não forneceu mais detalhes, sublinhando que os seus ataques são baseados em informações de inteligência.
“Em relação ao Líbano, atacamos com base em informações de inteligência e continuaremos a atacar. Essa é a nossa missão. Atacaremos qualquer um que nos ameace”, disseram representantes das IDF para jornais israelenses.
Líder do Hezbollah fala
O líder do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, concedeu nesta sexta-feira (3) o seu primeiro discurso após quase um mês do início dos bombardeios, cerco e invasão da Faixa de Gaza e Cisjordânia, na Palestina, por Israel, ato contínuo e em resposta ao ataque terrorista do grupo Hamas, no último dia 7 de outubro.
Milhares de pessoas reuniram-se na capital do Líbano, Beirute, para ouvir o discurso bastante aguardado. Nasrallah exigiu “isolar Israel de tudo”, ao mesmo tempo que apelou aos árabes para pararem de fornecer petróleo ao país.
Indicou ainda que o ataque que o Hamas realizou em 7 de outubro contra o território israelense “foi 100% palestino na sua implementação, e a decisão foi 100% palestina”, negando a participação do Hezbollah na ação do movimento composto por palestinos.
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