O ultraliberal Javier Milei toma posse neste domingo (10/12) como novo presidente da Argentina, em cerimônia que deve transcorrer por todo o dia.
Ao assinar o livro de honra do Congresso Nacional, no Salão dos Passos Perdidos, Milei usou a frase que marcou sua campanha: “Viva la Libertad, carajo”. A vice-presidente Victoria Villaruel, escreveu no outro livro: “Tudo pela Argentina, Victoria”.
Milei e sua vice-presidente, Victoria Villaruel, prestaram juramento perante a Assembleia Legislativa do Congresso Nacional e receberam os cargos de seus antecessores, Alberto Fernández e Cristina Kirchner. Fernández também realizou a passagem da faixa e do bastão presidencial a Milei.
Sem falar à assembleia legislativa, Milei recebeu os atributos de Fernández e foi à esplanada falar para sua militância que se reuniu em frente ao Congresso.
Entre as autoridades que acompanham a cerimônia, estão os ex-presidentes argentinos Eduardo Duhalde e Adolfo Rodríguez Saá, além do presidente ucraniano Volodimyr Zelensky e do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, cuja família se declarou apoiadora de Milei.
Da Assembleia, o novo presidente segue em translado em carro conversível para a Casa Rosada, onde cumprimentará autoridades e líderes internacionais.
Está programada para a parte da tarde uma cerimônia no Tedeum da Catedral de Buenos Aires, enquanto o evento formal terá continuidade com a posse do novo gabinete ministerial na Sala Branca da Casa Rosada.
Primeiras medidas
Segundo o porta-voz da presidência, Manuel Adorni, o governo Milei irá realizar uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, quando serão anunciadas as primeiras medidas da nova gestão.
Acredita-se que a entrevista coletiva será conduzida por Luis Caputo, o ministro da Economia que será responsável pela execução do plano de ajustes e desregulamentação econômica proposto por Milei.
Contudo, o presidente da extrema-direita já sinalizou que irá conduzir uma política de choque com grandes cortes, admitiu que haverá estagflação e que o novo mantra será “não há dinheiro”
“Hoje começa uma nova era na Argentina, hoje termina uma longa era de declínio e começamos a reconstrução do país. Os argentinos expressaram com força uma vontade de mudança que não tem retorno. Não há como voltar atrás”, afirmou Milei em seu discurso inicial.
De acordo com o novo presidente, “nenhum governo recebeu uma herança pior do que a que estamos recebendo”, ressaltando que o kirchnerismo deixou o país com déficits gêmeos de 17% do PIB (Produto Interno Bruto) e que “não existe alternativa ao ajuste”.
AMBAR
10 de dezembro de 2023 1:34 pm“Sigam-me os bons” . Milei, Bolsonaro e Zelensky, a nata de nulidades triunfantes cuidadosamente escolhidas pelo capital para arruinar países, fizeram, fazem e farão governos temáticos, com ações da cintura pra baixo e entre ” Viva la liberdad, carajo” e “Acabou, porra!”, ambos os países poderão sonhar com a arte de tocar piano com o pênis, tal qual Zelensky o fazia em seus espetáculos humorísticos. São os 3 Patetas da hora. Sob Caputo, a Casa Rosada continuará rosada, de vergonha, sob Lula, Bolsonaro será preso e ficará ainda mais puto, e Zelensky, após a ruína total de seu país terá o destino de todo mortal (que é a morte). O poder nunca muda. Mudam as pessoas sob sua influência.
Paulo Dantas
10 de dezembro de 2023 1:40 pmDia 11/12/23 acabam os programas de tv e começa a realidade.
Quero ver o anarco-capitalismo (uma contradição de termos) funcionar.
Resta saber se o cachorro morto terá boas ideias.
Mas Milei já avisou que vai demorar.