Enviado por Pedro Penido dos Anjos
Da Folha
Banco brasileiro é o terceiro do mundo em lucro e lidera ineficiência
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Reconhecidos pela solidez e pela lucratividade, os bancos brasileiros também aparecem no topo do ranking das instituições financeiras mais ineficientes e com o maior custo do mundo, segundo relatório do BIS (banco central dos bancos centrais).
Por eficiência, o BIS entende o elevado custo administrativo (processos, instalações, tecnologia) e de pessoal pela quantidade relativamente baixa de negócios e de ativos (financiamentos, caixa, títulos) gerados.
“Os bancos brasileiros não são tão eficientes e não têm escala adequada para diluir o peso dos custos fixos. Falta compartilhar caixas eletrônicos, serviços comuns de transporte de dinheiro, tecnologia etc.”, diz Erivelto Martins, especialista da Austin Ratings.
No ranking da ineficiência, o Brasil é seguido por EUA, Rússia e Índia, países que, como o Brasil, se esforçam para elevar os negócios sem ter de expandir os gastos.
Por outro lado, o Brasil é terceiro colocado no ranking dos bancos mais lucrativos do mundo. Só perde para Rússia e China (veja quadro).
O principal motivo é o ganho com os chamados spreads, a diferença entre os juros que o banco paga ao investidor e o quanto cobra para emprestar a outro cliente, que viraram bandeira da presidente Dilma Rousseff contra o setor bancário em 2012.
O ranking de lucratividade desconsidera o pagamento de impostos e mede a lucratividade pelo tamanho dos chamados ativos, uma medida do risco assumido na atividade bancária. Segundo Martins, após descontar os impostos, o Brasil deve perder alguns postos no ranking.
O Brasil só perde para a Itália nas provisões para eventuais calotes. Isso demonstra o risco elevado de emprestar.
No ranking da ineficiência, o Brasil é seguido por EUA, Rússia e Índia, países que, como o Brasil, se esforçam para elevar os negócios sem ter de expandir os gastos.
rita scaramuzzi
2 de julho de 2014 3:47 pmo texto tá confuso. elevado
o texto tá confuso. elevado custo administrativo e poucos negocios quer dizer eficiencia ou não?
os banqueiros estão no paraíso!
Snaporaz
2 de julho de 2014 4:14 pm” Foi uma socialite de nome
” Foi uma socialite de nome Maria Imaculada da Penha que se assina, elegantemente, Lalá Trussardi Rouge e é filha do vice-presidente do Banco Itaú, José Rudge, fez questão de mostrar, no Instagram, que foi mesmo da área VIP – onde, claro, uma VIP como ela estava – que se originou o corinho-baixaria da abertura da Copa.”extraído do TIjolaço.
Então, já temos a rima perfeita para encantar a torcida ariana: ” Ei, Itaú….”
Marcos Antônio
2 de julho de 2014 4:54 pmEles são bons memo é de
Eles são bons memo é de ALMOÇO-GRÁTIS…
André Oliveira
2 de julho de 2014 5:04 pmCusto de pessoal elevado??
Custo de pessoal elevado?? Onde? Essa é a piada do ano. Os bancos privados brasileiros quase não têm mais funcionários e os poucos que restam são pessimamente remunerados.
Ruy P F Neto
2 de julho de 2014 5:06 pmEssa ineficiência
Essa “ineficiência” lucrativa vem da escala dos seus negócios, do medo da inadimplência, da reserva de mercado, do mercado cativo de títulos públicos, da baixa taxação de lucros, da política benevolente de diferimento de lucros, da política benevolente de baixa de ativos com 3 meses de atraso, do excesso de pessoal, da falta de integração, do reflexo da produtividade geral do trabalho num país excessivamente burocratizado e com relações trabalhistas engessadas por uma legislação do tempo de Mussolini e do excesso de judicialização e normatização da sociedade brasileira. Quem é produtivo no Brasil? Quem?
Leandro_O
2 de julho de 2014 5:10 pmUé, tem alguma coisa errada
Ué, tem alguma coisa errada com a meritocracia deles então, não deveriam ser os mais lucrativos do mundo (hó-hó-hó)
Jorge Luis
2 de julho de 2014 5:38 pmEntão, se a “eficiência”
Então, se a “eficiência” aumentasse, poderiam reduzir as tarifas aos correntistas e também o spread bancá… KKKKKKKK. Desculpem. Não consegui terminar.
Motta Araujo
2 de julho de 2014 11:05 pmOS SERVIÇOS DE BANCOS NO
OS SERVIÇOS DE BANCOS NO BRASIL NÃO SÃO REGULADOS – Há um grande equivoco no campo da proteção ao cliente de bancos no Brasil. O BANCO CENTRAL não é o orgão regulador dos serviços prestados ao cliente, porque esta não é sua função, não é em nenhum Pais. O Banco Central cuida do macro sistema da moeda e credito, não cuida dos serviços que os bancos prestam ao cliente, eles não tem nem vocação e nem estrutura para isso.
http://www.occ.gov/
Quem tem essa função reguladora em outros grandes paises é um ORGANISMO REGULADOR ESPECIFICO, não é o Banco Central e no Brasil nós não temos esse organismo.
Nos EUA é o ESCRITORIO DO CONTROLADOR DA MOEDA, que faz o papel de DEFESA DO CONSUMIDOR DOS SERVIÇOS BANCARIOS. O Federal Reserve System, o BC dos EUA, não tem absolutamente nada com o consumidor.
O Banco Central lá como aqui é PROTETOR DO SISTEMA BANCARIO, da higidez do sistema, sua liquidez adequada, de controle do volume do credito, do cambio, das reservas internacionais, do sistema monetario como um rodo, protegendo os bancos do risco sistemico e controlando os riscos do passivo domestico e internacional do sistema.
O BANCO CENTRAL não tem nenhum interesse em proteger quem está do outro lado do guichê, nem tem gente ou tempo para isso, não tem diretoria, olhar, carater ou cultura para proteção de consumidor. Ao mesmo tempo a legislação sobre o setor, EXCLUI os orgãos de proteção de consumidor de fiscalizar bancos, porque isso é função do Banco Central, que por sua vez não faz cois alguma no setor, então na pratica o cliente é INDEFESO.
Está mais do que na hora do Brasil criar uma AGENCIA REGULADORA DOS SERVIÇOS BANCARIOS, que estão ao Deus dár,a, o cliente bancario no Brasil NÃO TEM PROTEÇÃO ALGUMA porque o Banco Central por sua propria natureza está sempre AO LADO DO BANCOS, visando manter o sistema íntegro e saudavel, com reservas suficientes e baixos riscos de credito, o BC quer saber se os bancos estão bem, lucrativos e saudaveis.
Nos EUA, alem do Escritorio do Controlador, que é uma divisão do Departamento do Tesouro, tem em cada Estado um COMISSARIO DE BANCOS, um organismo estadual para defender o cliente de serviços bancarios.
No caso dos SEGUROS, o Brasil adotou o sistema correto. Há uma SEGURADORA CENTRAL do Estado, que assume os riscos sistemicos, o Instituto de Resseguros do Brasil e há um OUTRO organismo, a SUSEP – Superiendencia de Seguros Privados, para a defesa do consumidor. Alem da SUSEP existe a Agencia Nacional de Seguro de Saude, para proteger o cliente desse tipo de seguro.
No caso dos bancos, o CLIENTE NÃO TEM NENHUMA PROTEÇÃO sistemica, tente alguem reclamar no Banco Central sobre mau serviço bancario e verá o que acontece: NADA. O Banco Central é o guarda chuva dos Bancos, não dos clientes dos bancos, ele quer que os bancos SEJAM SOLIDOS, quanto mais tarifas eles extorquirem do cliente mais sólidos eles serão, portanto o BANCO CENTRAL é por sua natureza ADVERSARIO DO CLIENTE.
Esta é uma tese antiga, tratei dela no meu livro Moeda e Prosperidade, há quinze anos. O fato de não ter havido um milimetro de avanço mostra o COMPLETO DOMINIO que o sistema bancario tm sobre o Banco Central.