10 de junho de 2026

Rússia acusa EUA de “ameaçar a segurança energética global”

Rússia acusa EUA de "perseguir seus próprios interesses" enquanto destrói a segurança energética de países concorrentes
Arctic LNG 2 é um projeto de produção de GNL (gás natural liquefeito) da NOVATEK, a maior maior produtora independente de gás natural da Rússia. Foto: Divulgação/Novatek
Arctic LNG 2 é um projeto de produção de GNL (gás natural liquefeito) da NOVATEK, a maior maior produtora independente de gás natural da Rússia. Foto: Divulgação/Novatek

De Al Jazeera

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A Rússia alegou que as sanções dos EUA impostas contra o projeto Arctic LNG 2 prejudicam a segurança energética global.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo criticou nesta quarta-feira (27) a medida “inaceitável” de Washington para reprimir o enorme projeto Arctic LNG 2 [gás natural]. As sanções são apenas a mais recente medida implementada enquanto o Ocidente procura limitar a capacidade financeira de Moscou para travar a guerra na Ucrânia.

Os comentários foram feitos depois que Washington anunciou sanções contra a nova usina de gás natural liquefeito (GNL) que está em desenvolvimento na Península de Gydan, no Ártico, no mês passado.

“Consideramos tais ações inaceitáveis, especialmente em relação a grandes projetos comerciais internacionais como o Arctic LNG 2, que afetam o equilíbrio energético de muitos estados”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

“A situação em torno do Arctic LNG 2 confirma mais uma vez o papel destrutivo para a segurança econômica global desempenhado por Washington, que fala da necessidade de manter esta segurança, mas na verdade, ao perseguir os seus próprios interesses egoístas, tenta expulsar concorrentes e destruir a segurança energética global.”

A Rússia é o quarto maior produtor de GNL marítimo, atrás dos Estados Unidos, Catar e Austrália.

O projecto Arctic LNG 2 é um elemento-chave nos esforços da Rússia para aumentar a sua quota do mercado global para um quinto até 2030-2035, dos actuais 8 por cento.

No entanto, as sanções fizeram com que parceiros da China, Japão e França, que detêm 40% do projeto, suspendessem a participação na semana passada. O desenvolvedor do projeto Novatek também foi forçado a declarar força maior sobre o fornecimento de GNL do projeto, que estava programado para iniciar a produção no início de 2024.

Redação

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