4 de junho de 2026

Blefe de candidatura ao Senado não cola e Serra sai para deputado

 
O ex-governador José Serra (PSDB) decidiu se candidatar a deputado federal por São Paulo. Segundo integrantes da Executiva do PSDB, aliados do tucano formalizaram sua inscrição na chapa neste sábado (28).
 
A decisão ocorre após um impasse interno. Em maio, Serra formalizou em seus canais de internet disposição em disputar o Senado ou uma cadeira na Câmara. Na última semana, no entanto, o governador Geraldo Alckmin ofereceu a vaga de senador ao PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab. Houve reação de líderes do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidenciável da sigla, senador Aécio Neves (MG), que defendiam Serra como o nome para o posto.
 
A desavença interna levou o ex-prefeito a abandonar as negociações com o PSDB e se aliar ao candidato do PMDB, o empresário Paulo Skaf, que hoje aparece como o principal adversário de Alckmin em sua campanha à reeleição. Em retribuição ao convite, Skaf ofereceu a vaga de senador em sua chapa ao ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Ele prometeu responder ao convite na segunda-feira (30), mas o PMDB está confiante de que aceitará a empreitada.
 
O impasse em torno da vaga também levou Serra a optar por disputar uma vaga na Câmara. Dirigentes do PSDB de São Paulo disseram ao ex-governador que não poderiam garantir que ele seria o único candidato a senador da chapa de Alckmin, que conta com o apoio de 14 partidos. Isso reduziria muito o tempo de propaganda na TV a que o tucano teria direito. Os principais aliados de Serra esperam que sua candidatura à Câmara amplie a votação na legenda no Estado e garanta o aumento da bancada de deputados federais alinhados ao PSDB.
 
Serra participará amanhã da convenção que irá sacramentar a candidatura de Alckmin à reeleição. Está previsto um discurso do ex governador. A decisão do PSDB sobre quem será seu candidato ao Senado deve ficar para a segunda-feira (30). Não está descartada que a chapa de Alckmin tenha mais de um candidato ao cargo. Só o PSDB tem dois nomes à disposição: o dos deputados José Aníbal e Mendes Thame. Há ainda interesse de dirigentes do PTB de emplacar uma candidatura ao posto.

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19 Comentários
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  1. Gilberto Cruvinel

    29 de junho de 2014 3:27 pm

    Serra coloca em risco trincheira tucana e some

    A reviravolta na eleição paulista, que ameaça a continuidade do ciclo de 20 anos de poder do PSDB, teve como protagonista o ex-governador José Serra; na noite de ontem, ele foi ao apartamento do ex-prefeito Gilberto Kassab, cobrou lealdade e exigiu para si a vaga de candidato ao Senado na coligação PSDB-PSD que estava sendo articulada pelo governador Geraldo Alckmin; surpreendido, Kassab toureou Serra até as primeiras horas da madrugada; hoje, anunciou a coligação de seu partido com o PMDB; Henrique Meirelles será o candidato a senador; para irritação dos tucanos envolvidos no lançamento das pontes ao PSD, Serra saiu do radar e seu celular passou a dar caixa postal; conheça os bastidores da trama que fortalece Paulo Skaf, dono, agora, do maior tempo de TV em São Paulo

     

    Brasil247 – 27 DE JUNHO DE 2014 ÀS 20:37

     

    247 – Uma conversa dura, que adentou na madrugada de hoje, com cobranças de lealdade e imposições por parte do ex-governador José Serra, ocorreu no apartamento do ex-prefeito Gilberto Kassab, nos Jardins. Presidente do PSD que, àquela altura, ainda vinha mantendo conversas avançadas com o governador Geraldo Alckmin para uma coligação com o PSDB, ele foi posto contra a parede por Serra. O resultado foi uma surpreendente aliança entre PSD e PMDB, que dá ao candidato Paulo Skaf a maior fatia do tempo de televisão em São Paulo – mais de sete minutos, contra cinco do atual governador, que concorre à reeleição.

    Na noite de ontem, Serra exigiu que Kassab levasse o PSD a aliar-se com os tucanos, mas sem ocupar a vaga de candidato a senador oferecida por Alckmin ao próprio Kassab. “A vaga é minha”, teria dito Serra, na versão que corre entre os políticos cientes do quiproquó.

    Na manhã desta sexta-feira 27, ainda com as palavras duras de Serra reverberando em sua memória, Kassab comandou uma articulação relâmpago. Mas completamente diversa da que vinha trilhando.

    Depois de contatos com o vice-presidente Michel Temer, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o presidente licenciado da Fiesp Paulo Skaf, Kassab foi rápido em anunciar que a convenção do PSD, amanhã, vai aclamar a coligação do partido com o PMDB. Num gesto dirigido diretamente contra Serra, nas circunstâncias, sinalizou que o candidato a senador do novo time será Meirelles.

    O governador Geraldo Alckmin, ao saber da ira que Serra havia despertado em Kassab, tentou interferir ao longo de todo o dia. Seu plano contemplava Serra como vice na chapa de Aécio Neves para presidente. O governador paulista estava disposto a insistir com o senador mineiro sobre essa acomodação, mas percebeu na noite da terça-feira 24, quando Aécio deu o bolo na noite de autógrafos de Serra em seu livro “50 Anos Esta Noite”, que a missão seria bem difícil. Ainda assim, continuava disposto a operar politicamente para devolver Serra para a esfera nacional. Alckmin procurou falar com Serra, ao menos para ter a versão dele sobre como fora a conversa com Kassab. O ex-governador, no entanto, não foi localizado por nenhum dos radares dos tucanos, não atendendo telefonemas. O sumiço dele depois da noite tormentosa com Kassab irritou também a Alckmin.

    Todo esforço do governador paulista, como noticiou 247, para atrair o PSD para sua coligação tinha, também, o sentido de não fortalecer o candidato do PMDB. Paulo Skaf é o mais próximo perseguidor de Alckmin nas pesquisas, e o que está em melhores condições, com 21% no Datafolha, de atrapalhar seus planos de vencer em primeiro turno. Agora, além desses percentuais, ele passa a ter o maior tempo de televisão.

    Tudo o que Alckmin não queria era perder a chance de contar com o PSD e ter Kassab em seu campo. Atropelando os fatos, interessado acima de tudo em concorrer ao Senado – privilégio que Alckmin gostaria de ter dado a Kassab -, Serra, ao entrar no apartamento do ex-prefeito, se encarregou de explodir as pontes lançadas por Alckmin. Ele exigiu de seu antigo vice uma fidelidade que, como demonstrou o fundador do PSD, ele não acredita dever.

    Curiosamente, dias atrás, Serra afirmou que iria se dedicar a “não atrapalhar o PSDB”. Atrapalhou, e muito.

     

    1. Maria Luisa

      29 de junho de 2014 7:20 pm

      50 anos de engodo…

      O estilo Serra de ser. Acho até que faz de proposito para dificultar a vida do Alckmin, pois ele sabe que não sera vice do Aécio. Espero que não deixe de lado os anos de privataria no livro…

  2. Ivan de Union

    29 de junho de 2014 3:34 pm

    Serra de novo?  Suponho que

    Serra de novo?  Suponho que os paulistas o merecem!  Que nao tentem enfiar lo goela abaixo do resto do Brasil.

  3. silvio de sousa

    29 de junho de 2014 3:38 pm

    Puro cagaço!

    Quer dizer que Serra vai sair pra deputado por falta de tempo na TV? Realmente ele é desconhecido dos eleitores e o PSDB tem pouco tempo. Mas a razão não é essa, nem a possibilidade de ampliar na bancada na Câmara. Apenas uma: cagaço de nova derrota ao enfrentar nas urnas o Eduardo Suplicy.

  4. El Cid

    29 de junho de 2014 3:43 pm

    é por aí…

  5. Avelino de Oliveira

    29 de junho de 2014 5:48 pm

    Caro Nassif e demais
    Para

    Caro Nassif e demais

    Para presidente, não deu

    Para vice presidente, não deu

    Para senador, não deu

    Para governador (ele tentou?) …

    Para deputado federal, mais uma tentativa…

    Tudo isso em busca de im(p)unidade parlamentar?!

    Saudações

  6. Gilson AS

    29 de junho de 2014 6:54 pm

    O governo não precisa se

    O governo não precisa se preocupar em desfazer o Aécio/PSDB.

    O Serra vai se encarregar de fazer isso, e com muito mais competência que o governo.

    Se estava ruim para o Aécio, com o Serra ao “lado” será muito pior.

    1. Ivan de Union

      29 de junho de 2014 7:00 pm

      “O governo não precisa se

      “O governo não precisa se preocupar em desfazer o Aécio/PSDB.

      O Serra vai se encarregar de fazer isso”:

      Serra:  o Joaquim Barbosa da politica paulista.

  7. sergio luis brito

    29 de junho de 2014 7:05 pm

    Serra foi escanteado, simples

    Serra foi escanteado, simples assim.

  8. Cristiana Castro

    29 de junho de 2014 7:38 pm

    E o vice? Aécim já descolou

    E o vice? Aécim já descolou um? Tem até amanhã, né?

    1. EduardoR

      29 de junho de 2014 7:57 pm

      Cristiane, o vice já foi

      Cristiane, o vice já foi escolhido,  é o ADÃO!

  9. Hendrix

    29 de junho de 2014 8:08 pm

    Serra, síndico do condominio

    Serra, síndico do condominio 2015!! Eu ACREDITO!!!!!!!!!!!111!!!!!!!ONZE!!!!!!!!

  10. PauloBR

    29 de junho de 2014 8:44 pm

    O motivo real

    A verdadeira razão de Serra estar diminuindo suas pretensões é o recado que recebeu de Aécio: `”Lembra da bolinha de papel? Pois então olha quantos bonecos de papelão eu fiz! Vai encarar?”

  11. alfredo machado

    29 de junho de 2014 9:01 pm

    Mentecapto no CN

    Nassif,

    Senti muito, quando ficou confitmado que o mentecapto não sairia como vice -presidente do mineirim. 

    Tal escolha seria uma honra para o partido tucano, pois o mentecapto nasceu para ser presidente, não conseguiu, então que dessem a ele a oportunidade  de tentar uma vice-presidência.

    Pelo lado do bloco de situação, a indicação do nosso Privataria Tucana  seria motivo de uma grande festa. Zezinho da Mooca, que de traíra tem muito e de burro não tem nada, preferiu fugir de uma disputa que provavelmente perderia, a de uma vaga para o Senado, onde poderia vir a ser parceirão de Romário, e tentar páreo bem mais favorável, para a Câmara Federal. 

  12. José Abrantes Gonçalves

    29 de junho de 2014 9:25 pm

    Isto me trouxe uma lembrança:

    “Não se abandona um companheiro ferido na estrada.”
    Paulo Preto

  13. jura

    29 de junho de 2014 10:23 pm

    Dois coelhos com uma cajadada só

    Serra conseguiu implodir a possível aliança entre Alckmin e Kassab. Ambos saem perdendo e ele mantém seu domínio sobre os escombros do PSDB. Jogou Kassab no colo de Skaf, fortalecendo o candidato do PMDB. Deixou o PSDB sem o apoio do PSD, importante interlocutor do setor imobiliário e do capital financeiro, com Henrique Meirelles candidato ao Senado. O raciocínio dele, como sempre é “se não tem pra mim não tem pra ninguém”.

    E não vai ter mesmo. Alckmin está cercado por todos os lados, sobretudo o de Serra. Na última eleição escapou do segundo turno por 0,61% dos votos, com água e sem corrupção no metrô. Agora, se for para o segundo turno, vai secar como a propina do metrô e a água da Cantareira…

    Serra, o maior trunfo do PT

    29 de junho de 2014 | 04:57 Autor: Miguel do Rosário

    Serra parece uma daquelas figuras sobre as quais a gente fala: se não existisse, a gente tinha que inventar. Depois de explodir a aliança do PSD com o PSDB paulista, aliança esta que deixaria Alckmin numa situação altamente confortável, Serra desiste de disputar uma vaga ao senado e vai tentar a eleição para deputado federal.

     

    Tudo relacionado à Serra a gente sabe através de colunas políticas, que recebem, sabe-se lá como, informações sobre os pensamentos do próprio. Sempre fonte em off, porque Serra e seus assessores gostam de agir no escuro, na calada da noite.

    Segundo essas fontes, Serra bateu pé para ser ele o indicado na chapa de Alckmin para o Senado, apesar do governador já ter prometido a cadeira para o PSD.

    A desarmonia acabou irritando Kassab e o afastando de uma aliança com Alckmin, candidato à reeleição no governo de São Paulo, e o levando a fechar acordo com Skaf, adversário do PSDB na eleição estadual.

    Por isso eu falo que Serra é o maior trunfo do PT.

    Ele arruma tanta kizumba no seio do próprio partido, que beneficia os adversários.

    Este é o sentido do título deste post.

  14. moraes

    29 de junho de 2014 11:20 pm

    Deve ter sido uma decisão
    Deve ter sido uma decisão dolorosa… Sabem qual a diferença entre Deus e Serra? É que Deus não pensa que é Serra.

  15. Gardenal

    30 de junho de 2014 11:11 am

    Esse é o Serra que eu gosto.

    Esse é o Serra que eu gosto. Espalhando, em doses industriais, peçonha e enxofre. E, com o Aócio se definindo pelo Aloísio como seu vice, vai ficar mais fácil ainda. Afinal, os demotucanos estão há anos acusando a Dilma de ter sido guerrilheira,terrorista e assaltante de banco. O terrosita “cheiroso” não  é aquele sujeito do VAI PRA PONTE QUE CAIU?

  16. Calvin

    1 de julho de 2014 2:48 pm

    Blefe que lidera pesquisas?

    Ora…

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