4 de junho de 2026

Ação letal de Israel em festival veio à tona por meio da própria mídia israelense 

Evidências contra Israel, levantadas pelas próprias forças israelense e publicadas pelo GGN, geraram debates nas redes sociais
Festival rave em Israel. | Imagem: Reprodução/Redes sociais

A polêmica investigação das próprias forças de Israel que aponta a responsabilidade de Tel Aviv sobre as mortes no festival Universo Paralello – Supernova, veio a público por meio do periódico independente Haaretz, em circulação desde 1919 e alvo frequente de governos de direita em Israel.

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As evidências contra Israel, publicadas pelo GGN, geraram debates nas redes sociais. Vale ressaltar que vários participantes da festa rave foram de fato mortos pelos radicais do Hamas, em 7 de outubro, de maneira intencional e também no caos do combate.

Contudo, investigações apontam que a maioria dos 364 civis mortos se tornaram vítimas a partir da condução de medidas no fogo cruzado contra o Hamas e omissões das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

As investigações sugerem ainda que a responsabilidade de Tel Aviv vai além do fatídico dia 7. Isso porque o Exército israelense aprovou o acontecimento do festival apesar do oficial de operações da Divisão de Gaza, tenente-coronel Sahar Fogel, ter argumentado que o evento era um “risco desnecessário à segurança”, já que havia alertas sobre possíveis ataques terroristas.

Além disso, na noite anterior ao dia 7 de outubro, foram constatados avisos da inteligência israelense sobre um possível ataque do Hamas, mas ninguém notificou os organizadores do festival ou evacuou o evento.

A partir disso, 42 sobreviventes da rave acionaram a justiça contra as agências de segurança israelenses. No processo, as vítimas afirmam que as Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet e a polícia israelense foram negligentes e poderiam ter evitado o massacre. 

Mesmo depois de terem surgido preocupações sobre uma infiltração terrorista na área, eles não dispersaram a rave… é incompreensível”, afirmou um dos sobreviventes. 

No processo, as vítimas cobram de Israel ao menos 200 milhões de shekels, cerca de 260 bilhões de reais.

Vítimas do fogo cruzado

Em 7 de outubro, às 6h30, os combatentes do Hamas lançaram a sua operação militar, disparando uma barragem de mísseis contra Israel. Segundo as investigações, embora o exército de Israel demorasse horas para responder ao ataque, unidades da Polícia de Fronteira foram rapidamente mobilizadas.

Às 6h42, apenas 12 minutos após o lançamento da operação do Hamas, o comandante do Distrito Sul da Polícia Israelense, Amir Cohen, deu uma ordem com o codinome “Cavaleiro Filisteu”, enviando policiais que estavam em alerta para diversos locais de combate.

De acordo com um alto oficial israelense em conversa com o The New York Times , os primeiros reforços formais ao sul de Israel vieram de comandos que chegaram em helicópteros. Sagi Abitbol, ​​um polícia que trabalhava como segurança no festival, foi um dos primeiros a confrontar os combatentes do Hamas e testemunhou a chegada antecipada destes helicópteros. 

A investigação da polícia israelense indica ainda que o Hamas não tinha conhecimento do festival e que o alvo era  Re’im, a sede da Divisão de Gaza do exército de Israel, localizada na Rota 232, a mesma estrada do local do festival. 

Em meio ao combate em Re’im, o comandante da base militar coordenou ataques aéreos de helicópteros Apache na própria base, para repelir o ataque do Hamas. O Haaretz cita uma fonte policial que afirmou que os helicópteros Apache “dispararam contra os terroristas e aparentemente também atingiram alguns dos foliões que estavam lá”.

Já após o lançamento de mísseis a partir de Gaza, os organizadores do festival Supernova interromperam o evento e emitiram ordem de evacuação do local. Quando as pessoas saíram da festa de carro e seguiram para a Rota 232, a polícia israelense estabeleceu bloqueios na estrada, levando a um engarrafamento que prendeu muitos foliões na área onde o Hamas e a Polícia de Fronteira entraram em conflito. 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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