10 de junho de 2026

Polícia Federal prende suspeitos de encomendar assassinato de Marielle

Operação Murder Inc. foi deflagrada na manhã deste domingo, em ação com apoio da PGR e do Ministério Público do Rio de Janeiro
A vereadora Marielle Franco Foto: Divulgação Instituto Marielle Franco

A Polícia Federal prendeu neste domingo o deputado federal Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro – e o delegado Rivaldo Barbosa.

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A ação integra a Operação Murder Inc., deflagrada neste domingo no interesse da investigação que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, todos na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Além de atingir os autores intelectuais dos crimes de homicídio, também são apurados os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

A operação policial conta ainda com a participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público do Rio de Janeiro, e o apoio da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Só Deus sabe o quanto sonhamos com esse dia! Hoje é mais um grande passo para conseguirmos as respostas que tanto nos perguntamos nos últimos anos: quem mandou matar a Mari e por quê?”, afirma a ministra Anielle Franco nas redes sociais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Argos

    24 de março de 2024 9:33 am

    Vou falar o que disse desde o início, inclusive aqui:

    Crime dessa natureza requer intenso e prévio planejamento, e camadas de execução sofisticadas.

    Primeira comprovação disso é o quilate dos envolvidos.

    E crime desta natureza só é cometido em nome de interesses econômicos muito mais sofisticados que as versões primitivas (mas não menos letais)conhecidas, como narcomilícias.

    Mariele integrou (ou presidiu) a CPI do transporte coletivo no Rio.

    Ninguém tocou nesse assunto.

    Esse setor tem histórico de controle do Estado (lato sensu) e promiscuidade até com os mais altos escalões da Justiça e da República.

    Aguardemos se irão adiante, e em todas as direções.

    Me parece que a teses do envolvimento da milícia atende bem ao interesse de quem montou a engenharia desse crime.

  2. +almeida

    24 de março de 2024 9:49 am

    O fio da meada foi descoberto e agora basta puxa-lo até o final, para descobrir toda rede entrelaçada ao mesmo.

  3. Vladimir

    24 de março de 2024 11:14 am

    Mais grave do que a prisão desses bandidos foi a omissão(?) completa dos governos anteriores ao presidente Lula,dos golpistas temerosos e milicianos.
    Mais um caso onde os milicos milicianos atuaram, senão na execução, no acobertamento.
    Viver na plenitude da democracia é assim:Bandido e mandantes vão para a cadeia. É só o começo.

  4. Argos

    24 de março de 2024 2:19 pm

    A entrevista de Lewandowski e do delegado chefe da PF é uma vergonha.
    Não sabem o motivo.

    Mariele nunca se envolveu com questões fundiárias, ela foi morta depois da aprovação da lei de Brasão sobre o tema.

    O PSOL não tinha votos para barrar a aprovação, que foi feita sem qualquer debate, como informou a GloboNews….

    Com essa finalização da PF, a defesa desse pessoal vai deitar e rolar.

    Meu Deus.

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