As emissões de valores mobiliários chegaram a R$ 175,9 bilhões durante o primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram contabilizados R$ 118,3 bilhões.
O crescimento foi registrado em praticamente todas as categorias de valores mobiliários, com destaque para o aumento na emissão de debêntures: R$ 77,2 bilhões, contra R$ 44,3 bilhões em 2023. Os dados foram divulgados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com os dados divulgados, as emissões cobertas pela Resolução CVM 160 (que regulamentou o mercado de valores mobiliários) correspondem a 94% do valor contabilizado em 2024, conforme o estoque de ofertas referentes ao antigo normativo vão sendo comunicadas como encerradas.
O boletim da CVM também destaca o crescimento no número de regulados pela autarquia federal: aumento de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2023, chegando à marca de 87.155 participantes .
O grupo com maior crescimento anual foi o setor de plataformas eletrônicas de investimento participativo (crowdfunding), com 27% de aumento de regulados. Os números estão em linha com o crescimento no valor emitido via ofertas regidas pela Resolução CVM 88, que de janeiro a março deste ano já alcançou 70% do valor total emitido em 2023.
A estimativa para o valor total do mercado regulado é de R$ 51.67 trilhões, um valor 45% acima do mesmo período do ano anterior.
Quando se excluem derivativos computados pelo estoque nacional, esse valor aumenta em R$ 1,89 trilhão, ou 14.6% – destaca-se o crescimento na indústria de Fundos de Investimento (R$ 1,1 trilhão) e na capitalização de mercado do mercado de ações (R$ 700 bilhões).
Fábio de Oliveira Ribeiro
30 de abril de 2024 7:13 amNada disso se transformará em trabalho e renda para as pessoas comuns.