4 de junho de 2026

Dívida pública federal totaliza R$ 6,64 tri em março

Alta de 0,65% em termos nominais foi influenciada pelo aumento da dívida pública interna; custo médio caiu para 10,40% ao ano
Foto de Eduardo Soares na Unsplash

A Dívida Pública Federal (DPF) terminou o mês de março com um estoque de R$6,64 trilhões, o que representa um aumento de 0,65% (ou R$43,08 bilhões) em termos nominais no comparativo com fevereiro, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.

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O desempenho foi diretamente afetado pelo aumento de 0,67% da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que passou de R$ 6,32 trilhões, em fevereiro, para R$ 6,36 trilhões, em março, por conta da apropriação positiva de juros (R$55,25 bilhões), parcialmente neutralizada pelo resgate líquido, no valor de R$12,28 bilhões. 

Ao longo no mês de março, o governo federal emitiu R$168,72 bilhões em títulos da DPF, e resgatou R$182,09 bilhões, gerando R$13,37 bilhões em resgate líquido no mês (resultado de resgates tanto na DPMFi, de R$ 12,28 bilhões; como na DPFe, em mais R$ 1,09 bilhão).

Já o estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,21% (termos nominais) no período, encerrando março em R$276,73 bilhões (US$55,39 bilhões).

Emissões

Ao longo no mês de março, o governo federal emitiu R$168,72 bilhões em títulos da DPF, e resgatou R$182,09 bilhões, gerando R$13,37 bilhões em resgate líquido no mês (resultado de resgates tanto na DPMFi, de R$ 12,28 bilhões; como na DPFe, em mais R$ 1,09 bilhão).

Do total das emissões da DPMFi em março, parcela de R$ 117,18 bilhões refere-se a títulos flutuantes; R$ 44,32 bilhões a títulos prefixados e R$ 7,18 bilhões a papeis vinculados a índices de preços.

As instituições financeiras permanecem sendo os principais detentores dos títulos da dívida, registrando uma participação de 29,29% na DPMFi, seguidas por Previdência (23,29%), fundos de investimento (22,87%) e não-residentes (10,15%).

Custo médio

De acordo com o boletim divulgado, o custo médio do estoque da DPF acumulado em 12 meses caiu de 10,56% ao ano, em fevereiro, para 10,40% anual, em março. O prazo médio da DPF apresentou elevação de 4,07 para 4,11 anos.

Já o custo médio do estoque da DPMFi acumulado em 12 meses também apresentou retração, saindo de 10,97% ao ano (fevereiro) para 10,69% anual (março). O custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi caiu de 11,51% ao ano, em fevereiro, para 11,32% anual, no mês passado.

Houve alta, entretanto, no custo médio do estoque da DPFe acumulado em 12 meses, que subiu de 1,31% ao ano, em fevereiro, para 3,79% anual, em março. Isso foi devido, principalmente, à apreciação do dólar em relação ao real de 0,26% em março de 2023, contra depreciação de 2,45% verificada em igual período de 2023.

A reserva de liquidez (colchão) apresentou elevação, em termos nominais, de 0,26%, passando de R$885,10 bilhões, em fevereiro, para R$887,41 bilhões, no mês passado. Em relação ao mesmo mês do ano anterior (R$ 973,56 bilhões), houve queda, em termos nominais, de 8,85%.

Segundo o Tesouro Nacional, o CDS Brasil [ Credit Default Swap, indicador que reflete o risco-país] alcançou o valor de 137 pontos-base no dia 31 de março (alta de 9,5% em relação ao mês anterior).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    3 de maio de 2024 8:17 am

    Considerando-se que a dívida é um passivo de toda a nação, encontramos uma situação curiosa, ou seja: Se dividirmos a conta entre os 90% e 10% da população, chegaremos a um resultado terrivelmente cruel para os 90% da população, pois na verdade são os que re4spondem por 100% da dívida. Por quanto, os 10%, são os credores da dívida e ao invés de pagarem alguma coisa, eles são os beneficiários do endividamento. Com este comentário, espero poder contribuir para que as pessoas entendam que a preocupação do famigerado mercado que se opõe despoticamente a qualquer governo que pretenda melhorar a vida dos mais pobres. Para eles, pagamento de juros não é despesa. Para confirmarmos, basta observar que os juros não entram na conta do equilíbrio fiscal.

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