O governo federal terá um espaço na cidade de Porto Alegre onde irá concentrar as informações a respeito das ações de apoio ao Rio Grande do Sul por conta dos danos gerados pelas fortes chuvas. As atividades terão início na segunda-feira (06/05).
A decisão foi tomada durante a segunda reunião da Sala de Situação, instalada nesta quinta-feira (2) em Brasília, após o retorno da comitiva presidencial que visitou a cidade de Santa Maria (RS) para reuniões com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além de prefeitos do estado.
A terceira reunião da equipe federal na capital está marcada para este sábado (4) às 14h. Os ministros Paulo Pimenta (Secom) e Waldez Góes (Integração) embarcam neste sábado (4) para o estado gaúcho.
“Uma das decisões é a ida do ministro Waldez, da integração, do ministro Pimenta (Secom) e de alguns outros órgãos para instalar, já amanhã, um escritório presencial lá no Rio Grande do Sul. A gente vai começar a organizar uma ação que, esperamos, entre numa nova fase, com a diminuição das chuvas e o recuo das águas, o que deve ocorrer a partir de segunda-feira”, afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.
Segundo o ministro, durante a reunião desta sexta-feira em Brasília, a equipe ouviu o relato de todos os ministérios e outros órgãos do governo, relativos à questão das estradas, da energia elétrica, ações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), bem como da saúde e da infraestrutura, entre outros. “Todos os órgãos federais estão mobilizados e atuando”, garantiu Costa.
A força-tarefa federal de socorro ao Rio Grande do Sul conta com a participação de 17 ministérios, além de órgãos como Polícia Rodoviária Federal (PRF), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Forças Armadas.
Segundo o governo federal, a Sala de Situação em Brasília estará mobilizada durante os próximos dias para seguir com o avanço dos trabalhos e traçar novas estratégias de apoio ao estado, com foco em salvar vidas.
Aumento do efetivo em ação
Ao mesmo tempo, o efetivo das Forças Armadas trabalhando na região aumentou, e chega a 936 militares divididos em 25 municípios, onde estão sendo empregadas nove aeronaves, 98 embarcações e 70 viaturas.
O trabalho das Forças Armadas começou na última terça-feira (30/04), e as ações ocorrem em apoio à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros. As atividades desempenhadas incluem resgate de pessoas ilhadas, evacuações aeromédicas, distribuição de água, alimentos e donativos e auxílio na recuperação da infraestrutura danificada.
Para auxiliar no socorro às vítimas, será instalado um hospital de campanha em Lajeado (RS) com enfermaria, 40 leitos, dois consultórios para atendimento e um para triagem. A previsão é de que outra unidade seja montada no município de Estrela.
Ações de Saúde e Balanço
De acordo com o governo federal, o Ministério da Saúde confirmou a mobilização de 60 profissionais do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do Grupo Hospitalar Conceição (GhC) para assistir a população.
Além de enviar equipes da Força Nacional do SUS, a pasta enviará 20 kits emergência, compostos por 32 tipos de medicamentos e 16 tipos de insumos cada – luvas, seringas, ataduras e outros – suficientes para atender, no total, 30 mil pessoas durante um mês.
O Ministério da Saúde também instalará um Centro de Operações de Emergência (COE) para a análise de dados e informações para subsidiar a tomada de decisão dos gestores e técnicos, na definição de estratégias e ações para o enfrentamento de emergências em saúde pública.
A pasta também determinou o envio de informações epidemiológicas e de impactos nos territórios indígenas localizadas nos estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e o estabelecimento de fluxo de comunicação rápida entre Polos Base, Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul (DSEI ISUL) e Ministério da Saúde, bem com a Defesa Civil dos municípios de referência e com os dois estados.
O governador do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública nesta quarta-feira (1). As aulas na rede estadual estão suspensas até este domingo. De acordo com a última atualização do governo do estado (disponibilizada às 12h desta sexta-feira), os números indicavam 235 municípios atingidos e 351.639 pessoas afetadas. O estado contabiliza 23.598 desalojados e outras 7.949 pessoas em abrigos, com 37 mortes, 74 feridos e 74 desaparecidos.
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