Uma delegação do Hamas chegou ao Cairo, capital do Egito, na manhã deste sábado (4). Segundo a mídia internacional, a ação tem como objetivo avançar nas negociações para um cessar-fogo na guerra de Israel na Faixa de Gaza.
Jornais árabes afirmaram que a liderança do Hamas teria aprovado a implementação da primeira fase do acordo, que tem como plano de fundo a troca de reféns. O veículo Al-Sharq, do Catar, chegou a informar que o anúncio do trato ocorreria dentro de horas.
Contudo, oficialmente, o Hamas afirmou que o foco principal da viagem ao Egito, mediador do conflito junto ao Catar, seria alcançar o consenso nacional e reconstruir a Faixa de Gaza. O porta-voz do grupo, Osama Hamdan, disse que houve “alguns passos em frente” nas negociações.
“Acho que os mediadores, nossos irmãos no Egito e no Catar, estão fazendo um bom trabalho. É por isso que ainda esperamos alcançar o objetivo principal, um cessar-fogo completo e a retirada de Gaza”, declarou ao canal de notícias catarense, Al Jazeera.
Hamdan ressaltou ainda que a guerra poderia terminar imediatamente se os Estados tomassem uma posição nesse sentido. “Se a administração dos Estados Unidos disse claramente a Netanyahu, basta… Garanto-vos que isso vai acontecer”, declarou.
Contudo, mesmo em meio às tratativas, o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, continua avançando com a sua ofensiva militar em Rafah, cidade no sul da Faixa de Gaza, que atualmente abriga 1,5 milhões de palestinos, a maioria deslocados.
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AMBAR
4 de maio de 2024 5:16 pmÈ-me cada vez mais nítida a impressão de que o Hamas trabalha para Israel e que seus “ataques”, quase nenhum visível para a nossa mídia, não passam de uma “cosquinha” , uma justificativa para fundamentar o genocídio que Israel pratica em Gaza.
Willian Camargo
5 de maio de 2024 4:42 pmIsrael não está levando a sério essa negociação.
Nega a paz pois quer que suas forças possam decidir a política no país vizinho. Quer que os reféns israelenses sejam liberados enquanto nega liberação de reféns palestinos. Israel quer privilégios inaceitáveis