21 de maio de 2026

AGU aciona influencer por disseminar fake news sobre RS

Base aérea de Brasília recebe doações para os atingidos das chuvas no estado Rio Grande do Sul. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com ação judicial pedindo direito de resposta por conta da disseminação de notícias falsas pelo influenciador Pablo Marçal.

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Em vídeos que viralizaram nas redes sociais Instagram e TikTok, Marçal afirma que as Forças Armadas brasileiras estariam inertes diante da calamidade pública que atinge o Rio Grande do Sul em razão das tempestades registradas no estado.

A AGU destaca que, ao contrário do que Marçal divulga nos vídeos, as Forças Armadas estão atuando desde o dia 1º de maio no resgate de pessoas, além da realização de atendimentos médicos, transporte de equipes e materiais e arrecadação e entrega de donativos para a região.

Entre Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira, a operação de resgate no Rio Grande do Sul conta com um efetivo de quase 12 mil militares, além de 94 embarcações, 348 veículos, quatro aeronaves e 17 helicópteros.

A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), pede que a Justiça determine ao influenciador a publicação, em seus perfis no Instagram, TikTok e Facebook, de resposta da União com informações sobre a atuação dos militares na calamidade.

De acordo com a PNDD, ao descredibilizar a atuação das Forças Armadas na calamidade, a desinformação disseminada por Marçal prejudica o próprio enfrentamento da situação, uma vez que a redução da confiança da sociedade na resposta do Estado brasileiro pode desencorajar a entrega de donativos e prejudicar resgates.

Além disso, a desinformação disseminada intencionalmente pelo influenciador, que chega a afirmar que um único empresário teria disponibilizado mais aeronaves do que a FAB para as ações de resgate e suporte à população do Rio Grande do Sul, é especialmente grave pelo fato de Marçal ser um influenciador digital com grande alcance nas plataformas digitais, contando com 8,4 milhões de seguidores somente no Instagram.

“Não se questiona, portanto, a capilaridade nociva de que se reveste um vídeo com conteúdo de desinformação, especialmente se produzido por alguém a quem a sociedade reputa possuir uma maior confiabilidade, em razão da popularidade que possui”, assinala a AGU em trecho da petição.

A ação foi proposta na Justiça Federal de Barueri (SP), que tem jurisdição sobre o município de Santana de Parnaíba (SP), onde Marçal tem domicílio.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    8 de maio de 2024 7:32 pm

    Finalmente as instituições estão começando a acabar com a farra. Esses bolsonaristas picaretas vagabundos e desunanos estão ganhando dinheiro ao criar e impulsionar mentiras que podem causar mortes.

    1. FABIANO

      9 de maio de 2024 10:37 am

      QDO A CENSURA PEGAR VC, QUERO VER SUA OPINIÃO

  2. FABIANO

    9 de maio de 2024 10:36 am

    cara,,o cara falou a verdade..o sbt ate fez materia relatando o que eles tavam fazendo com os caminhoneiros…GLOBO LIXO MESMO,CREDO

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