Se essa rua fosse minha…
por Edivaldo Dias de Oliveira
Todo logradouro que não receba o nome de Avenida, Estrada ou Rodovia deveria ter o seu calçamento repensado, notadamente os que não possuem grandes aclives e declives, ladeiras no popular.
Ao tornar tais logradouros impermeáveis com a colocação de asfalto, se contribui e muito para que as águas das chuvas corram diretamente para os córregos, rios e seus afluentes, sem qualquer meio de retenção e retardamento para evitar as grandes enchentes e inundações.
Precisamos voltar a usar paralelepípedos e lajotas de cimento, que são assentados sobre areia e saibro e ajuda na absorção da água das chuvas, direcionando aos lençóis freáticos antes de chegarem ao destino final.
Hoje prefeitos das menores cidades estufam o peito para dizerem que todas as ruas da cidade receberam asfalto, quando na verdade deveriam se envergonhar e voltar a fazer uso de meios que permitam a absorção da água. Nos grandes centros, então, nem se fala.
Portanto, antes de anúncios de projetos mirabolantes como cidades-esponjas, por exemplo, precisamos reverter o processo asfaltamentos indiscriminado de ruas e praças e alamedas, que não são cruciais para o trânsito de veículos.
Principalmente nas grandes cidades, em bairros mais sujeitos a enchentes e alagamentos, é preciso e urgente retirar o asfalto das ruas e substituir por materiais mais permeáveis.
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evandro condé
11 de junho de 2024 2:58 pmSacramento em Minas ainda possui ruas com um calçamento maravilhoso, as pedras são alaranjadas. Mas, claro, sempre há prefeitos que não gostam. E tome asfalto.