Terminou ontem, 23/05/2014, no Rio, a “Conferência BRICS no Século XXI – Novos Paradigmas da Economia e da Sociedade no Novo Século”. O encontro, teve a presença de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e considerou novos paradigmas em substituição aos correspondentes neoliberais colapsados. Contou com o apoio da Coppe, Intersul, Prefeitura do Rio, BNDES etc. Foram abordadas megatendências nas áreas de energia, ciência e tecnologia, segurança alimentar, agricultura, bioética. Além disto, iniciativas como o Banco dos BRICS e o Fundo dos BRICS foram descritas e debatidas.
O debruçar crítico das academias e governos dos BRICS sobre paradigmas neoliberais buscando substituir tais paradigmas, ao menos no âmbito dos BRICS, por outros mais condizentes com as circunstâncias destes países é providência potencialmente revolucionária que merece toda a atenção. A revisão dos fundamentos neoliberais e das distribuições de poder nas instituições internacionais (FMI, Conselho de Segurança da ONU etc.) sob a perspectiva dos BRICS é medida que se impõe, afinal estes atores estão a emergir e a produzir novo cenário geopolítico incompatível com unilateralismo neoliberal americano (defendido em parte com o argumento de que o multilateralismo do começo do século XX foi incapaz de impedir que o mundo descambasse para uma guerra total). A questão é excitante.
Informações sobre o que tratado nesse importante encontro podem ser obtidas em brics21.com.br.
Miguel A. E. Corgosinho
24 de maio de 2014 10:30 pmVirá o Mundo Real.
Virá o Mundo Real.
Enviei minha contribuição tanto para embaixada Russa como para o governo brasileiro.
Tô achando que, pelo acordo do bem social, o povo assuma o poder de provar o meio de circulação da economia …
Deixo pra quem pode fazer as condições de existência, herdadas das gerações passadas.
Jurandir Paulo
25 de maio de 2014 12:43 amPouca informação
A mídia dita técnica achou desimportante a cobertura do evento. Uma omissão no mínimo suspeita. Discutiram lá as bases para as decisões que tomarão em julho, em Fortaleza, provavelmente com a presença dos chefes de estado de cada país. Entre outras, criarão um novo FMI para o grupo, em novas bases. Talvez segurem a cobertura para quando o Brasil confirmar que colocará neste banco US$ 18bi, que irão se transformar, especula-se, em outra moeda. Coisa pouca em termos de informação. Dilma ganha ou perde votos com a notícia? É o que devem pensar nas redações.
Ah, quem disse que serão US$ 18bi foi o Estadão, no ano passado:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,brasil-vai-contribuir-com-us-18-bilhoes-para-fundo-dos-brics,163903,0.htm
marcio gaucho
25 de maio de 2014 1:39 amA HORA É AGORA…
Está caindo de madura a hora de se tomar providencias para garantir o valor das moedas dos paises, exceto dolares e euros. Criar um fundo financeiro internacional com uma nova moeda será garantia de valor. E deve ser instituido logo, pois a hegemonia do dolar americano está acabando e, brevemente, experimentaremos uma desvalorização sem igual do dolar, o que implicará numa crise financeira mundial sem precedentes na história. Por isso, a urgencia!