5 de junho de 2026

O debate sobre cobrança de mensalidades para tirar a USP do vermelho

Sugerido por hugo1

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Um reitor irresponsável, quebra a universidade. Funcionarios estão sem reajuste. Dinheiro pra pesquisa não há. A solução da jornalista da Folha é: pagar por aulas na universidade pública, bem como pagar pelo estacionamento dos carros dentro do campus (um lugar pequeno e de fácil acesso). Dinheiro público na USP, “não faz sentido” segundo a jornalista (ex-bolsista segundo o seu perfil). Responsbilizar o reitor pelo caos instalado, pelo jeito também não.
 
Da Folha
 
 
POR SABINE Righetti
 
A USP, maior universidade do Brasil, está falida. Só a folha de pagamentos consome 105% do orçamento da universidade. A conta não fecha.
 
A maioria das pessoas com quem converso sobre o problema apresenta a mesma solução: pedir mais dinheiro ao governo.
 
A universidade já recebe 5% do ICMS paulista que, neste ano, deve bater em R$ 6 bilhões. Precisa mesmo pedir mais?
 
Não.
 
A gestão das melhores universidades do mundo mostra que nenhuma sobrevive apenas com dinheiro público.
 
E, em uma situação de crise, a solução de uma universidade pública competitiva jamais seria pedir ainda mais dinheiro público.
 
MENSALIDADES
 
O colunista da Folha Hélio Schwartsman, por exemplo, sugere que a universidade passe a cobrar mensalidades (leia aqui).
 
É assim  que funciona em boa parte das universidades públicas do mundo, incluindo em países como Estados Unidos e Alemanha: todo mundo paga.
 
Na USP, poderia haver um esquema de cobrança proporcional à renda, por exemplo. E algumas bolsas.
 
Mas, ok, deixando a graduação de fora da matemática. Por que não cobrar da pós-graduação?
 
PÓS PAGA
 
Cursos de especialização, por exemplo, podem ser pagos.
 
Boa parte de quem faz especialização latu senso trabalha e pode conseguir subsídios de suas respectivas empresas.
 
Por falar em empresas, por que não captar mais recursos privados?
 
O movimento estudantil torce o nariz para dinheiro privado na universidade pública porque teme interferência nas aulas e nas pesquisas, mas acha justo que a sociedade pague a conta da universidade.
 
Isso faz algum sentido?
 
DINHEIRO PRIVADO
 
A USP hoje nem sequer contabiliza o quanto recebe de empresas ou de doação de ex-alunos, por exemplo. Já escrevi sobre isso (leia aqui). Como pode, então, ter uma estratégia para atrair esses recursos?
 
Há ainda outras formas de arrecadação.
 
Um leitor deste blog já apontou dez soluções para a crise da USP, incluindo cobrança de estacionamento e de espaço para eventos, no seu próprio blog de economia. Veja aqui.
 
Mas pouca gente está pensando em alternativas.
 
Não vejo a comunidade uspiana se esforçando para encontrar soluções para a saúde financeira da universidade. Não há uma comoção de alunos. Tampouco achei páginas no Facebook sobre isso.
 
O que há é uma certeza de que o governo vai abrir a carteira.
 
A questão é que pouca gente está avaliando que a universidade está sob risco de perda de autonomia.
 
Se a USP não mostrar que sabe cuidar das próprias contas, o governo pode dizer “então deixa que eu cuido.” E aí, sem autonomia, a situação da USP vai ficar feia para valer.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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38 Comentários
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  1. Francisco Andrade

    22 de maio de 2014 1:21 pm

    Incompetência, …. e corrupção…

     

    Se o governo de São Paulo tivesse repassado os valores previstos para educação,…  a USP não estaria falida, …. se o reitor tivesse gasto a pouca verba recebida com sabedoria, …  a USP não estaria falida, … Quanto a cobrar pelo ensino, …  a elite conservadora quer mais é restaurar o seu domínio sobre o campus. O filhinhos de papai estão a reclamar que  a universidade esta invadida pela gentalha da periferia…

  2. AlvaroTadeu

    22 de maio de 2014 1:27 pm

    Na universidade pública também há privadas.

    Com os reitores nomeados nos últimos vinte anos, quanto mais reitores, piores reitores. O último solicitou invasão do campus, um local sagrado para a maioria dos estudantes. Mas não vimos o movimento dos coxinhas fechando a Avenida Rebouças ou a Rua Teodoro Sampaio para protestar. Rodas foi o pior atraso da história da USP. Nem os reitores nomeados pela Ditadura foram tão estúpidos, tão reacionários, tão incompetentes. Naquela época,  na porta do meu centro acadêmico, CEPEGE, havia um cartaz escrito em letras góticas: “U$P, pague-a ou deixe-a”.

    Pelo jeito, aquele pesadelo vai tornar-se realidade. E a propósito: Harvard, Stanford, Yale, etc. Nunca foram públicas. Sempre foram universidades privadas. Enquanto nossos empresários roubam do estado, sonegando, fraudando licitações, subornando funcionários públicos, nos Estados Unidos, Bill Gates foi inquirido por um estudante de Harvard de o porquê ele ter doado US$ 20 milhões ao MIT, que fica no mesmo estado (embora não se tenha formado, Gates estudou alguns anos em Harvard). Gates respondeu que tinha mandado construir o mais moderno laboratório de Informática do mundo em Harvard, que aliás, leva seu nome. Esses macacos querem imitar os USA em tudo, mas quando chega nessas partes sensíveis ao bolso, eles fogem como os vampiros do alho, meu Baralho!

    1. Moraes

      22 de maio de 2014 2:05 pm

      É fato, empresários

      É fato, empresários brasileiros nao gostam de pagar impostos e fogem de impostos. Os americanos tambem! Há uma indústria de consultores tributarios orientando fuga aos impostos, para ricos e empresas. Aqui, como lá, quem paga mais imposto, direto ou indireto, é assalariado (incluindo assalariado de renda média).  E a filantropia, no caso americano, é mais lenda do que realidade. Faz tempo, quase um século, que ela nao representa quase nada no custeio das unviersidades ou do ivnestimento. Mesmo escolas privadas como as mencionadas (Stanford, MIT< etc) foram beneficiadas por enorme doação de patrimonio (terras) da lei Morril, século XIX. E foram reconstruidas totalmente pelo dinheiro publico do GI Bill e da pesquisa federal encomendada. Rios de dinheiro publico construiram essas escolas. E ainda hoje uma parcela signifitaiva de seu orçamento corrente é dinheiro público. Mas as universidades públicas cobram anuidades tambem – mais baratas do que as privadas, mas cobram. De qualquer modo, é verdade, certas coisas são imitadas pelos nossos “empresarios” conforme a conveniencia. Lembro-me de um estudo em que se mstrava que varios deles, conhecidos capitaes de industria brasileiros, faziam doacoes volumosas para escolas… americanas. É de doer.

  3. Orlando

    22 de maio de 2014 1:36 pm

    Sempre houve algum tipo de cobrança

    A USP já cobra “mensalidade” há muito tempo. O povão, grosso modo, via impostos, sempre pagou e nunca conseguiu estudar lá.

  4. Iara G

    22 de maio de 2014 1:50 pm

    Este texto é de 12/05. Num de 21/05 (ontem) ela fala do reitor

     

    O fato é que com a crise no abastecimento de água para a sociedade, já que a USP vive de orçamento baseado no ICMS e com o possível decréscimo nesta arrecadação, visto que já há locais e empresas reduzindo sua capacidade produtiva, os problemas não só da USP serão agravados. 

    USP está falida, mas funcionários e docentes querem aumento

    Eu já escrevi isso aqui muitas vezes: a USP está falida. Só a folha de pagamentos da universidade consome 105% do seu orçamento. Não há dinheiro para mais nada.

    Também já escrevi aqui no blog que estranho a pouca mobilização da comunidade uspiana para debater o problema.

    Não vejo alunos funcionários e docentes se esforçando para encontrar soluções para a saúde financeira da universidade. Não há nenhuma comoção, proposta ou debate.

    Mas o que mais me causou estranheza até agora é a informação que acabo de receber: funcionários e docentes da USP acabaram de anunciar uma paralisação (leia aqui).

    O motivo? Congelamento de salários.

    A pauta é válida, é claro. Teve inflação então é preciso ter pelo menos um aumento salarial proporcional.

    Mas, calma, vamos voltar ao lide deste texto: a USP está falida. É hora de pedir aumento? Ou de debater a crise financeira na qual a USP está mergulhada?

    A universidade já recebe 5% do ICMS paulista que, neste ano, deve bater em R$ 6 bilhões. Precisa mesmo pedir mais?

    CULPA DE QUEM?

    Os argumentos que tenho encontrado sobre a atual crise da USP giram em torno de que o antigo reitor, João Grandino Rodas, fez uma péssima administração, saiu gastando dinheiro ao vento e agora todo mundo está pagando a conta (leia sobre isso aqui).

    A culpa seria da gestão.

    Para piorar o cenário, o antigo reitor foi o segundo colocado na eleição da USP em 2009 e, mesmo assim, foi escolhido pelo então governador José Serra (PSDB-SP) para comandar a universidade.

    A culpa seria do governo.

    Rodas se defende. Em artigo na Folha desta quarta-feira ele diz: “Mesmo com todos os investimentos realizados, uma reserva de mais de R$ 1 bilhão ficou disponível nos cofres da universidade para fazer face a eventuais sobressaltos na economia.”

    Não estou dizendo que o governo ou a gestão anterior estavam certos. Tudo indica que não estavam.

    Mas transferir a responsabilidade da crise atual na USP exclusivamente para a gestão e para o governo pode ser uma carta branca para que a comunidade uspiana não participe da solução do problema?

    A resposta me parece um pouco óbvia.

    Sigo sem entender o pouco envolvimento da USP com questões que dizem respeito a ela própria. Assim, a maior universidade vai seguir ladeira abaixo.

    http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2014/05/21/usp-esta-falida-mas-funcionarios-e-docentes-querem-aumento/#comment-15088

  5. Ugo

    22 de maio de 2014 1:57 pm

    pagar conforme renda

    Na velha Europa o estudante paga na universidade publica de acordo com a renda familiar.

  6. Marcos PDLI

    22 de maio de 2014 2:00 pm

    Sobre pos graduacao

    Se nao me engano isto jah eh cobrado, muitos professores da USP se dedicam mais para a pos do que para a graduacao

  7. Alan Souza

    22 de maio de 2014 2:07 pm

    Depois o PT é que está errado…

    O PSDB acusa desde sempre o PT de “inchar” a máquina pública. E a USP dos Tucanos é que está com 105% do orçamento comprometido com folha de pagamentos.

    O PSDB acusa o PT desde sempre de administrar a máquina pública de forma ineficiente. E é a USP Tucana que está falida.

    O PSDB acusa o PT de não ter o que mostrar depois de 12 anos. Dilma/Lula criaram e implantaram 18 universidades e 259 escolas técnicas. Serra e Alckmin faliram a USP.

    E é essa turminha que quer voltar ao Poder…

    1. Monier.,.,.,.

      22 de maio de 2014 2:53 pm

      A USP não é, nem nunca será

      A USP não é, nem nunca será dos tucanos. Eles e alguns outros pensam em privatizar faz tempo, mas vai continuar a ser uma universidade pública.

      1. Sergio SS

        22 de maio de 2014 5:48 pm

        Levando em conta apenas o

        Levando em conta apenas o aspecto de gestão central e de tomada de decisões, é bem tucana sim. O reitor é um incompetente com 100% DNA tucano e foi escolhido a dedo, num processo falsamente democrático.

        Assim como todos os gestores dos institutos de pesquisa (Butantã, Biológico, Agronômico etc.), todos falidos.

         

         

      2. Alan Souza

        22 de maio de 2014 8:53 pm

        Ouvi isso algumas vezes…

        Na época que privatizaram a Vale e as Teles eu ouvi várias vezes exatamente isso…

  8. Moraes

    22 de maio de 2014 2:07 pm

    A discussão sobre cobrar

    A discussão sobre cobrar mensalidade em unviersidade pública é estéril se nao se lembrar que isso implica alterar a constituição, com maioria qualificada. Qualquer cobrança é inconstitucional. O articulista vai propor uma emenda a seu parlamentar preferido?

  9. Ninguém

    22 de maio de 2014 2:10 pm

    Como em tudo que tucano põe a mão…

    A idéia fixa é sempre esta: sucatear, espinafrar e privatizar.

    A USP é apenas mais uma.

  10. DanielQuireza

    22 de maio de 2014 2:13 pm

    Esse modelo USP é falido, não

    Esse modelo USP é falido, não tem como se sustentar. É um ralo sem fundo de gastar dinheiro.

    Quando entrei em 2002, o bandeijão – que é muito bom tanto em São Carlos quanto em Ribeirão Preto – custava 1,90. Advinhem quanto custa hoje, 12 anos depois ? 1,90. É uma piada.

    O modelo precisa ser revisto, precisa ser melhor administrado. Não sei se a cobrança de mensalidade é solução, mas aumentar os 5% do icms também, evidentemente, que não é. Até porque a maioria dos estudantes da Usp poderia sim pagar algo.

    1. Maria Fulô

      22 de maio de 2014 2:26 pm

      Concordo em parte, caro

      Concordo em parte, caro Daniel… Não podemos nos esquecer que Serra, para viabilizar o seu Bolsa Classe Média (Nota Fiscal Paulista), desviou ao redor de R$ 2 bilhões da arrecadação do ICMS (Nassif fez uma extensa matéria sobre isso na época – mostrando que não ajudaria a arrecadar mais…) com a única finalidade de gerar propaganda para a sua candidatura (de Presidente em 2010). A parte que concordo é exatamente essa questão de manter-se em dia com a tecnologia e ter instalações físicas minimamente adequadas (alguns Prédios, como o da Letras, da ECA e alguns outros, não servem sequer de moradia para ratos). Custa muito dinheiro… e não dá para ser bancado apenas com verba pública. Sinceramente, não tenho a fórmula certa. Mas ela deveria ser discutida com seriedade. 

  11. mello

    22 de maio de 2014 2:33 pm

    Os estudantes  chilenos  têm

    Os estudantes  chilenos  têm  experiência  nisso . E parece que  não é boa

  12. Fabio !

    22 de maio de 2014 3:01 pm

    Agumas das faculdades são

    Agumas das faculdades são mais ativas que outras e conseguem fontes de renda aternativa .

    A FEA tem as fundacões FIPE ,  FIA  e FIPECAFI que prestam consultorias e ainda oferecem cursos pagos ao público externo. 

    A POLITÉCNICA também .

    As demais são acomodadas. A turma quer ficar fumando maconha , lendo MArx e discutindo as grandes questões fiosóficas da humanidade , enquanto consomem 5% dos recursos do ICMS arrecadados pelo Estado. 

    Já tava na hora de justificar e reverter à sociedade tudo aquilo que tira dela.

    1. Ricardo Pereira

      22 de maio de 2014 6:24 pm

      Entao o problema é o fflch ?

      Me dá uma preguiça de arguntentar com pessoas como este tal de Fabio!  Se vc entrou numa universidade, é bom lembrar que ela so é UNIVERSIDADE por abranger todos os ramos do conhecimento e por mais que vc despreze, as ciencias humanas sao parte integrante do conhecimento universal e devem ser objeto de estudos academicos, o que acontece em qualquer lugar do mundo.  Portanto, tua acusaçao de que os estudantes estao lendo Marx e discutindo as grandes questoes da humanidades, eles estao somente estao fazendo aquilo que a profissao para o qual estao sendo formados requer.  Teu desprezo por estas disciplinas nao vai mudar a compreensao que o resto do mundo tem sobre isto. Resumindo:  VC é o equivoco!  Ah, e pra nao deixar passar:  a tua acusaçao que os estudantes de filosofia e ciencias humanas é falsa e produto de uma mente puritana e cooptada por estas opus dei da vida.  

      1. Fabio !

        22 de maio de 2014 10:16 pm

        Onde está escrito no texto

        Onde está escrito no texto sobre o desprezo pelas ciências humanas ? 

        Aiás , não sei se você sabe , mas quando citei a FEA , ECONOMIA também é ciência humana.

        Apenas disse que se querem filosofar , que não seja nas costas do erário público. Mas que o sendo , que devolvam algo em troca a ele.

        Aliás , o que já saiu lá da FFLCH que preste ? Talvez FHC ? Chauí ? Gianotti ou Janine ? Não me diga !

        Harvard não pesa nas costas dos contribuintes americanos , mas já produziu John Rawls . 

         

  13. Gilberto .

    22 de maio de 2014 3:28 pm

    Pressuposto errado

    O debate sobre a USP parte de um pressuposto errado. Está bem claro na Constituição a gratuidade do ensino público. Há inúmeros casos em que foi formada jurisprudência pelo STF sobre o assunto (aqui).

    É evidente portanto que a cobrança de mensalidades não é a pauta correta para resolver a crise com brevidade. Acho pouco provável que algum projeto de modificação da Constituição com esta finalidade vingue no curto prazo.

    Vejo simples alegações sobre o comprometimento da folha de pagamento em 105%. Este número tem variado de 93 aos atuais 105%. Os funcionários terceirizados estão incluídos nesta conta, ou não? Falta transparência, aliás sempre faltou. Sabe-se por exemplo dos inúmeros imóveis alugados em pontos nobres pela gestão anterior. Estes aluguéis, podem ser pagos com a reserva da USP sem problema? 

    O Orçamento previsto para este ano é de R$ 5 bilhões. Os últimos dados dão conta que as reservas da USP são de R$ 2,31 bilhões. Serão realmente (e como sempre é alegado) os salários os maiores culpados pela crise?

    Convém lembrar que quando falo em salários, penso no salário da imensa maioria que garante que a USP seja a instituição nacional que mais gerou patentes e é responsável por 23% da pesquisa brasileira. Seria bom tornar público o real gasto com os super salários de alguns integrantes privilegiados que além de não contribuir em igual proporção para o bom desempenho da universidade, em geral são os responsáveis diretos pela “crise” da mesma.

    Há muito para a atual gestão esclarecer e tornar público. Abram a caixa preta.  Apostar na solução mais simples e esperada do congelamento de salários, é somente a garantia da permanência do (mau) status quo administrativo. 

      

     

  14. DanielQuireza

    22 de maio de 2014 3:52 pm

    A USP presica urgentemente

    A USP presica urgentemente definir prioridades e melhorar a gestão. Precisa implementar planos de cortes de custos, por unidade, talvez até fechar algumas. Precisa também tentar aumentar algumas receitas, a do R.U é a óbvia alternativa inicial.

    Essa ações devem ser tomadas antes de se discutir cobranças de mensalidades, que como lembraram é inconstitucional.

  15. ruyacquaviva

    22 de maio de 2014 4:36 pm

    Crise fabricada, privatas à vista…

    O fato é que a USP não tem transparência nem prática democrática.

    É absurdo pedir a participação de alunos e funcionários (e o mesmo vale para a maioria dos professores, em diferentes graus de acordo com seus cargos) na busca de soluções para um problema que não foram eles que criaram e nem tem o direito de verificar como foi criado.

    É uma versão da famosa expressão “privatizar os lucros e socializar os prejuizos”.

    A USP passou por um processo de retrocesso democrático desde a escolha de Rodas para a reitoria pelo Serra.

    Não que fosse democrática antes e não que tenha sido em algum momento. Mas o que houve nos últimos anos foi um sem dúvida um retrocesso. Em 2009 e 2011 houve invasão da tropa de choque na cidade universitária com bombas, gás lacrimogêneo, balas de borracha e tudo mais. Algo impensável nos anos 80, quando eu lá estudava.

    É estranho manter alunos e funcionários fora das decisões na base da pancada e quando parece um rombo provocado por queles que solicitaram a pancadaria, pedir para os funcionários esquedcerem suas justas reivindicações salariais e junto com os alunos procurarem uma solução para a situação.

    Ora, com certeza não foram as aulas nem os salários dos funcionários ou dos professores que deixaram a USP quebrada, por que querer resolver o problema por esse lado?

    A USP tem buracos negros onde enormes quantidades de dinheiro somem sem deixar vestígio. Tem seus marajás. Enquanto a grande maioria dos funcionários e docentes tem baixos salários, alguns poucos altos funcionários e alguns docentes ocupando cargos administrativos ficam ricos sem nenhuma explicação.

    Querer resolver essa sangria amazônica dos recursos da USP reclamando do igarapé do bandejão a R$ 1,99 é ridículo.

    Se a maioria dos alunos podem pagar então a solução é garantir o acesso dos alunos que não podem pagar e não cobrar dos que lá estão. É para isso que serve a universidade pública.

    Para ter a participação dos alunos e funcionários na solução do problema é necessário democratizar a universidade. Não de mentirinha, como foi feito de outras vezes, sem garantias e permitindo que um tirano de aldeia irresponsável como o Rodas, colocado por outro candidato a ditador como o Serra passe por cima de tudo e varra os alunos e funcionários das decisões como se lixo fossem.

    É necessário democratizar no estatuto, por no papel garantias de que a participação de alunos e funcionários e a democratização da universidade seja um fato concreto e inalienável e não uma concessão, uma liberalidade sem garantias que pode ser retirada a qualquer momento.

    É necessário que haja transparência, que os buracos negros onde somem os recursos da universidade sejam identificados e tapados e que as malversações sejam punidas.

    Essa proposta de privatização da USP segue o mesmo modus operandi da privataria tucana, que é3 sucatear e criar uma crise sem precedentes para impor a privatização como solução da crise que eles mesmos criaram, alegando que o modelo não funciona. Ora, não funciona com essa gente no poder. E eles querem privatizar não para salvar a USP, mas para meter a mão na grana, muita grana.

    Se cobrarem pelas aulas e estacionamentos o dinheiro vai sumir e a USP vai continuar na penúria, o passo seguinte vai ser propor a venda para uma empresa privada.

    O modelo que não funciona é o modelo autoritário, obscuro e até mesmo tirânico da administração universitária, não o modelo de universidade pública gratuita.

    E não se enganem, a conversinha de que as cotas e o acesso dos mais pobres á universidade vai destruir a qualidade da universidade é uma grossa mentira. A qualidade do ensino e pesquisa já foi destruida pela falta de transparência, o autoritarismo e o sucateamento privatista. E uma vez privatizada essa qualidade não vai melhorar. Apenas a USP irá se tornar uma imensa fábrica de diplomas com ensino de baixíssima qualidade e virtualmente nenhuma pesquisa. E ainda vai garfar os recursos públicos com a desculpa de subsídios para a pesquisa, que vai ser apenas uma desculpa para continuar metendo a mão nos recursos públicos.

    Esse filme já vimos várias vezes. É o “Privatas do Tucaribe” 1, 2, 3, 4, 5… Em todos nós morremos no final, nenhum acaba bem para nós, mas é um final feliz para aqueles que querem meter a mão no patrimônio público.

    Impressionante que ainda tenha gente que caia nessa esparrela.

    1. André LB

      22 de maio de 2014 10:51 pm

      “Essa proposta de

      “Essa proposta de privatização da USP segue o mesmo modus operandi da privataria tucana, que é sucatear e criar uma crise sem precedentes para impor a privatização como solução da crise que eles mesmos criaram, alegando que o modelo não funciona.”

        Perfeito, é isso mesmo. O PSDB não é um partido, é uma gangue.

  16. alexis

    22 de maio de 2014 4:38 pm

    O “cafofo” do professor

    Até o Gilmar Mendes recebeu grana da UERJ por “aulas” que alega ter dado. Se fuçar um pouco vai aparecer muito graúdo do serviço público que está registrado como professor por aí.

    A relação de aluno/professor na USP é próxima de 13 (foi 10, alguns anos atrás), com meta de 18 fixada no governo Lula. Na Espanha a média é de 12,4, quase o mesmo número da Universidade de Stanford (12 alunos por professor).

  17. André Oliveira

    22 de maio de 2014 4:45 pm

    A USP é a instituição de

    A USP é a instituição de ensino mais rica do país. Essa crise financeira é apenas uma prova de que ela é muito mal administrada. A folha não chegou a 105% em 1 nem em 2 ou 5 anos. O problema da folha deveria ter sido enfrentado há muito tempo. Deixaram a bola de neve rolar metade da montanha até ficar de um tamanho incontrolável. Entretanto é um absurdo a proposta da jornalista de tentar jogar nas costas dos alunos o ônus pela solução do problema. Gostaria que ela informasse quais universidades pública no mundo são pagas pelos alunos, fora dos EUA. As que conheço  na Europa o aluno não paga.

    1. Moraes

      22 de maio de 2014 11:13 pm

      Na Europa, em varios paises,

      Na Europa, em varios paises, são pagas, sim, Em alguns paises, nao, como na França. Mas na França, ensino superior de elite nao está na unviersidade, está nas Grandes EScolas. E nestas so entra gente rica, ou quase isso. Na Espanha, se paga, pouco, comparado com os EUA, mas paga. Na Alemanha, idem. Em varios outros paises se paga. Na Inglaterra se paga – e bastante. REcentemente houve até movimentos estudantis protestando contra o aumento dessas taxas. Mas não é esse o problema. O problema é que no Brasil nao se pode cobrar – a nao ser que se mude a constituição, o que é bem dificil. E nao resolveria muito – porque aqui os 20% superiores seguiriam sendo maioria nas universidades ‘de elite’. Pela capacidade de pagar. E nao adianta utilizar declaracao de renda como controlador da gratutidade. SEria interessante republicar reportagem da Veja, do inicio do governo FHC – Quem paga imposto no Brasil.  Sim, da Veja, ora veja. 

  18. MARCOS I MENDES

    22 de maio de 2014 5:37 pm

    Choque de Gestão do PSDB

    É o choque de jestão na Sabesp, no Metrô, nos presídios, na Usp…

  19. André Oliveira

    22 de maio de 2014 5:54 pm

    Quanto a USP paga de

    Quanto a USP paga de aposentadoria a FHC e quantos anos ele efetivamente deu aulas na instituição?

    1. Moraes

      22 de maio de 2014 11:08 pm

      FHC até que deu aulas alguns

      FHC até que deu aulas alguns anos. Pergunte pra Unicamp sobre o caso do Serra. Se somar, nao vai dar um ano….

    2. Moraes

      22 de maio de 2014 11:08 pm

      FHC até que deu aulas alguns

      FHC até que deu aulas alguns anos. Pergunte pra Unicamp sobre o caso do Serra. Se somar, nao vai dar um ano….

  20. LC

    22 de maio de 2014 6:22 pm

    Claro que quem pode tem que pagar, mas…

    Fiz UERJ nos anos 80 no RJ, meu pai era de classe média, mas não tinha condição de bancar uma universidade particular. Era justo que eu não pagasse? Claro que era.

    Em 95 (próximo aos 30 anos) entrei na turma de Direito da USP, já trabalhando em um cargo federal no topo da escala salarial. Fui aprovado na Fuvest com todos os méritos. Era justo que eu não pagasse? Claro que não.

    Acho que cobrar de quem tem condições de pagar é bem justo. Aliás esses recursos poderiam até financiar as bolsas de quem realmente nao tem como se sustentar ao longo do curso.

    É claro que a contrapartida é a transparência, que simplesmente não existe. Universidade aqui no Brasil é igual a clube de futebol, estão sempre ganhando dinheiro e sempre devendo mais ainda e pedindo socorro ao governo.

    5% do ICMS paulista deve ser uma montanha de dinheiro, tem muita incompetência nesta história…

     

    1. Gão

      22 de maio de 2014 10:19 pm

      Claro que quem pode tem que pagar… IMPOSTO

       pra sustentar a USP e muito mais

  21. Paulo F.

    22 de maio de 2014 10:14 pm

    Perigo a vista

    Balão de ensaio para implantação do projeto neoliberal: privatização completa do ensino do Brasil, começando pelo ensino superior.

    Detentora de uma carência de gestão e de uma herança de uma mentaçidade privatista ( veja os cursos de pós-gradução pagos na FEA e na Poli , por meio de suas fundações) além  do saudosismo de um paternalismo que nunca a abandonou, nem no regime militar, a USP tem que se modificar e tornar-se inclusiva e realmente pública.

    Poderiam começar a buscar o dinheiro que falta nestas fundações que se mantem numa área cinza ( o Estado carece de regular e em última análise extingui-las, pois  em certas ocasiões parecem funcionar como um verdadeiro caixa dois, já funcionando como uma “privatização branca”  do que deveria ser público).

    O modelo de lista tríplice e principalmente da formação do colégio eleitoral (tenho muita saudade e verdadeiro respeito pela proposta do 1/3 , masi isso era quando os estudantes possuiam algum altruismo e não eram essa massa amorfa e manobrável de hoje) necessita ser revisto.

    Para quem lá estudou a impressão que fica  a impressão de que a USP parou no tempo e não soube se adequar ao que dela necessita a sociedade.

  22. Wanderson Brum

    22 de maio de 2014 10:51 pm

    Mamata á vista…ou como

    Mamata á vista…ou como nascem as privatizações!

  23. Cheetos

    22 de maio de 2014 11:10 pm

    Peraí peraí, a arrecadação de

    Peraí peraí, a arrecadação de impostos bate recorde e a palavra oficial da USP (e do ex reitor) é que o repasse de verba caiu este ano, por isso a tal crise. Cadê a coerência ?

    Queria eu estar falido com 2 bilhões nas minhas reservas..

    Ô reportagem mal feita.

    Típica fala de quem não conhece uma vírgula de como as coisas acontecem dentro da USP, e que pelo visto, estudou muito e não aprendeu nada na faculdade.

  24. Antonio C.

    23 de maio de 2014 4:42 am

    Comentário

    Antes fosse apenas a Folha… Até a Carta Capital está remando nesta maré, emitindo “artigos indecentes” com conteúdo similar (sem excluir as eventuais censuras de opinião por parte da “moderação”).

    Haja descaração. Você coloca o problema do dinheiro como emergência número um, como se não fosse necessária uma auditoria e, se for o caso, punir os responsáveis. Mas quem terá coragem de dizer que um catedrático do Conselho Universitário é irresponsável?

    Qualquer solução que sirva para manter a atual estrutura de poder da USP é premiar a arrogância e os excessos. E o índice de evasão da EACH, por causa da irresponsabilidade de alguns catedráticos como diretores de unidade? Tais diretores foram afastados, mas continuam lá na USP, fazendo bobagem e ganhando seu dinheirinho (estou falando do seu dinheiro, caro leitor cidadão).

    É uma alienação enorme. O ICMS é pago por todos (ou quase…), nem sempre o cidadão é beneficiário direto da USP (nem de escola pública decente no nível básico tem) e quem entra muitas vezes olha o mundo “de cima”, como se autarquia fosse um misto de plutocracia e oligarquia (cada chefete institui uma autocracia). Autarquia está relacionada com a capacidade de uma instituição se autogerir. Mas quando se chega ao ponto de alguém cometer erros e querer meter a mão, novamente, no meu bolso, temos que parar com a má-fé e a enganação. A USP deve satisfações para cada um de nós sem servir de divulgações em moldes publicitários e de relações públicas. 

    A USP sofre de uma entropia, em que não se salvam nem as organizações dos docentes, trabalhadores e estudantes. A greve decretada pelos funcionários e professores (estudante não conta, houve uma assembléia dia 21 que culminou numa decisão não somente sem debate e sem pauta, mas, sobretudo, bovina, por parte do DCE), se fosse o caso, deveria ser política e não econômica. Não que o aumento salarial seja secundário, mas é que não adianta se articular em torno de salário quando falta a todos uma profunda autocrítica. Daqui a pouco não tem USP e se agarram a um narcisismo compensatório, uma tentativa enfraquecida de manter a dignidade depois que a máscara caiu.

    Que se faça uma auditoria das contas dos últimos três anos; que seja analisado o nível de responsabilidade da área financeira e do Conselho Universitário da USP; que sejam punidos, se for o caso, os responsáveis pelo rombo financeiro; que sejam apurados todos os casos de violência e assédio moral cometidos nas relações dentro da Universidade; que sejam discutidas as formas de representação das partes interessadas na Universidade. Só depois deste arroz-com-feijão é que poderemos, segundo meu ponto de vista, discutir com o mínimo de dignidade.

    Com tanta gente excelente, como foi que esse desastre aconteceu?

    Ah, é, o Rodas, sozinho. foi responsável. Ele fazia de tudo, inclusive a contabilidade das unidades, dos museus…

    Com licença, quietos. Que vou dormir.

     

  25. Kafka

    21 de julho de 2014 7:34 pm

    Se é pra comparar com Europa…

    Acho estranho como se generaliza fácil.

    Só sabem dizer que a USP só tem aluno rico, vagabundo, maconheiro…

    Estudo na USP e não sou rica, trabalho durante o dia e estudo lá à noite e nunca fumei maconha. Sim, entrei num dos cursos com maior nota de corte (no ano que entrei) e sim, estudei em escola particular.

    Mas era BOLSISTA, ganhei bolsa da 8ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio pois sempre fui boa aluna e por não ser de família abastada, sempre soube que precisaria me esforçar.

    A USP não é elitista, e sim, elitizada por espelhar a realidade do nossso país. Os mais ricos que lá estudam, muitas vezes lá estão por terem tido condições de pagar os melhores colégios, concordo. Mas a culpa não é deles, e sim da falta de interesse dos governos em se investir em ensino básico de boa qualidade.

    Na Europa paga-se por ensino superior, mas por lá há retorno do que se paga de imposto, o que não ocorre aqui!

    Uma das poucas instituições públicas que tem excelência no Brasil são as univerisidades públicas paulistas, convenhamos! E querem que elas deixem de ser públicas? É hilário…

    Está na nossa Constituição que temos direito a ensino público e de QUALIDADE. E vem a tucanada querer inverter a situação, se por de vítima? O PSDB em quase 20 anos de governo conseguiu derrubar e sucatear a USP, coisa que nem os tempos negros de ditadura tiveram tanta habilidade…

    Tanto o Rodas quanto o atual reitor são próximos do nosso governador…

    E acho de uma imbecialidade ímpar quem diz que a USP não dá retorno ao país! Produzimos 25% de toda produção científica do Brasil e não recebemos 25% da verba que é destinada a todas as universidades públicas brasileiras somadas! Ou seja: damos nó em pingo d’água: nós alunos, pesquisadores e professores! Mesmo sem termos uma reitoria longe de ser ao menos razoável!

    E ainda reclamam dos 5% do ICMS de São Paulo que é dirigido a ela?

    A USP é um centro de excelência sem ser valorizada com excelência!

    O momento da greve é altamente oportuno por ser ano de eleição e o poder de negociação dela advindo só irá crescer.

    Não serão revistazinhas de quinta categoria nem jornais imundamente comprometidos que irão nos vencer.

     

  26. Nair Pereira boaventura

    15 de janeiro de 2020 12:36 pm

    Tem é que cobrar de quem vem de escola particular.e deixar a USP para os alunos do estado de São Paulo.

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