Israel bombardeou, neste sábado (20), instalações petrolíferas no porto de Hodeidah, no Iêmen, em resposta ao ataque de drone de longo alcance que matou uma pessoa na capital Tel Aviv na sexta-feira (19), lançado pelo movimento Houthi.
Nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, garantiu que o país retribuirá qualquer ataque e associou o atentado ao Irã. “Foi um duro golpe na organização terrorista apoiada pelo Irã no Iêmen”.
Em resposta, o Conselho Político Supremo Houthi afirma que haverá uma “resposta eficaz” aos ataques aéreos de Israel em Hodeidah.
“A nossa posição de apoio e vitória do povo palestino decorre dos nossos princípios, crenças e religião. Não vacilaremos nem recuaremos. Continuaremos este apoio, se Deus quiser, e haverá ataques mais significativos ao nosso inimigo”, disse o conselho em comunicado.
Para o analista militar e político Elijah Magnier, em entrevista à Al Jazeera, o novo conflito marca o início de uma nova etapa no Médio Oriente, que além de sair do controle, pode se expandir para ainda mais países. “Eles receberam um motivo perfeito para aumentar os ataques.”
Magnier afirmou ainda que o fato de o drone ter passado despercebido seria um indício de que o Irã está fornecendo armas mais sofisticadas aos aliados. Assim, o conflito está, na opinião dele, longe do fim.
Repercussão
Neste sábado, o Paquistão informou que está criando um comitê para boicotar empresas que apoiam Israel, devido aos crimes cometidos contra os palestinos.
Em entrevista ao Wafa, Rana Sanaullah, conselheira para assuntos políticos do primeiro-ministro, ressaltou que o país “usará todos os meios possíveis para ajudar os palestinos e condenar Israel como um país terrorista”.
Já os Estados Unidos responderam à colocação do Tribunal Internacional de Justiça (CIJ, na sigla em inglês) de que a ocupação da Palestina é ilegal e deve terminar “o mais rapidamente possível”, defendida pelo o presidente do CIJ em Haia, Nawaf Salam, na última sexta-feira (19).
Os Estados Unidos criticaram “a amplitude” da opinião do principal tribunal da ONU, pois a opinião poderia complicar “os esforços para resolver o conflito e trazer uma paz justa e duradoura, urgentemente necessária, com dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança”, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA num e-mail à Reuters.
Nascimento
Em meio a tanto horror vivido pelos palestinos desde 7 de outubro, inclusive mais um bombardeio inraelense que atingiu a população de Gaza na madrugada de sábado (20), um hospital anunciou que conseguiu salvar um bebê na barriga da mãe, morta em um ataque das tropas de Benjamin Netanyahu.
Ola Adnan Harb al Kurd estava grávida de nove meses e estava entre as 24 vítimas atingidas por bombardeios israelenses. Gravemente ferida, ela foi encaminhada ao hospital Al Awda.
A equipe médica não conseguiu salvá-la, mas detectou os batimentos cardíacos do bebê e fizeram uma cesariana de emergência.
O pai da criança também se feriu no ataque e está internado.
Israel admitiu, em comunicado, que as tropas estavam “conduzindo bombardeios direcionados a infraestruturas terroristas” no centro de Gaza.
*Com informações da Al Jazeera.
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