4 de junho de 2026

EUA: Kamala Harris cresce na disputa presidencial contra Trump

Enquanto doações alavancaram, pesquisas mostram potencial de Kamala e outros candidatos democratas saem da disputa
Foto: Reprodução The Hills

A vice-presidente Kamala Harris avança na consolidação de seu nome para disputar a Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, um dia após Joe Biden abandonar a disputa e anunciar que apoiaria a vice para enfrentar o ex-presidente Donald Trump.

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Assim, esta segunda-feira foi marcada pelo primeiro dia de campanha de Harris à disputa presidencial, já movimentando mais de US$ 45 milhões de doações de empresários em menos de 24 horas do anúncio de saída de Biden.

Os números são da arrecadação do Partido Democrata ainda na noite deste domingo (21), somente horas depois do anúncio do atual presidente de desistir da reeleição e endossar a candidatura de sua vice, Kamala Harris.

Segundo a plataforma ActBlue, foi “o maior dia de captação de recursos do ciclo de 2024”, com o recorde de US$ 46,7 milhões no único dia. E os valores continuam crescendo.

De perfil moderado, mais caracterizada como “centro-esquerda” para os padrões da Califórnia, seu estado natal, Harris é uma promotora de Justiça formada pelos valores mais convencionais das políticas de Estado contra o crime dos anos 90, ao mesmo tempo que defende as medidas progressistas democratas.

Por seu perfil, pesquisas que sondaram opções quando a imagem de Biden começou a ruir, após o enfático debate junho, já indicavam que Harris estaria empatada com Trump em uma hipotética disputa.

A pesquisa New York Times/Siena College, que sondou os estados de Pensilvânia e Virgínia, indicavam maiores chances de Kamala do que Biden contra Trump, com 47% das intenções contra 48% de Trump no primeiro estado e 49% contra 44% de Trump, derrotando o ex-presidente em Virgínia.

Dados da CNN/SSRS mostravam também que Kamala estava empatada tecnicamente com Trump, com 45% contra 47% das intenções, quando sequer se mostrava candidata ou iniciava campanha própria.

Agora, além de Biden, Harris conta com a apoio de correligionários Bill e Hillary Clinton, dos quais já publicaram uma carta para “apoiar Kamala Harris e lutar com tudo o que temos para elegê-la”. Ainda que não confirmado o seu nome, a disputa parece estar garantida para ela.

Isso porque outros potenciais candidatos democratas, como é o caso do governador da Califórnia, Gavin Newsom, nome forte do partido e visto como opção de sucessão a Biden, também já afirmaram apoiar Harris.

“Com a nossa democracia e futuro por um fio, não há ninguém melhor para levar adiante [a disputa] contra a visão sombria de Donald Trump e guiar nosso país a um caminho mais saudável do que a vice-presidente dos Estados Unidos da América, @KamalaHarris”, disse Newson, nas redes sociais.

Fizeram o mesmo os governadores JB Pritzker de Illinois, Gretchen Whitmer de Michigan, Andy Beshear de Kentucky, Wes Moore de Maryland, Tim Walz de Minnesota e Tony Evers de Wisconsin – vários apontados como possibilidades para uma chapa presidencial.

Assim, em poucas horas, a vice-presidente se estabeleceu como a favorita do Partido Democrata para enfrentar Trump, o que virou de cabeça para baixo a disputa presidencial do país, diminuída em pouco mais de 100 dias.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de julho de 2024 1:46 pm

    Kamala ou Trump, não faz diferença. Os EUA é governado por quem controla mais de 60% orçamento do país: Forças Armadas e CIA. Os americanos escolherão apenas quem vai morar na Casa Branca, agir como se fosse um imperador e deixar os negócios do White Ass Apes Empire seguir em frente sem ser atrapalhados.

  2. +almeida

    22 de julho de 2024 5:32 pm

    Enquanto a grande mídia, e outras menores, se curvam sobre a eleição de quem será o/a Xerife do mundo que vencerá as eleições nos EUA, parece que com a mesma intensidade relegaram a nossa política interna e a importância da Sabesp.
    Incompreensívelmente, o escândalo da entrega da Sabesp, a preço entreguista, e típico de quem é visto com vendilhão da pátria. Ainda assim, o assunto Sabesp e nossos assuntos internos ficaram reféns das boiadas que passam, por aqui, por conta da porteira aberta pela eleição norte-americana.

  3. José Fernando Costa Froes

    23 de julho de 2024 6:52 pm

    Tou torcendo pra ela ganhar

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