5 de junho de 2026

O direito de anular o voto e de votar em branco, por Aldo Fornazieri

Não bastasse a polêmica acerca da obrigatoriedade do voto, agora o ministro Marco Aurélio Mello criou mais uma. Em sua despedida à frente do Tribunal Superior Eleitoral atacou aqueles que votam branco e nulo, sustentando que esses votos inutilizam parte do processo eleitoral. Declarou que “o local de protesto é na urna, fazendo uma triagem dos candidatos que se apresentam. O objetivo maior desse direito inerente ao cidadão é o ato de escolha e não o ato negativo, omissivo”. Há um duplo equívoco na declaração do ministro. Em primeiro lugar, a história mostra que o principal lugar de protesto é nas ruas e não nas urnas. Em segundo lugar, o protesto nas urnas, de modo geral, se traduziu, nos vários processos eleitorais, em número elevados de votos brancos, nulos e abstenções ou na consignação do voto em agrupamentos políticos mais radicais, contrários aos governos vigentes.

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Os votos brancos e nulos, em regra, são frutos de duas posturas: dos que não se interessam por política e dos que julgam que é necessário protestar contra o sistema político, seja lá por que motivo for. Saber qual a proporão de uma ou de outra dessas posturas só através de aferições por meio de pesquisas. De qualquer forma, votar branco ou nulo, além de ser um direito, é tão legítimo quanto votar em alguém. Afigura-se temerário, assim, que um magistrado da mais alta Corte de Justiça do Brasil se pronuncie contra um direito dos cidadãos e procure induzir um posicionamento dos eleitores.

Isto posto, a opção de votar branco ou nulo nas eleições deste ano como forma de protesto – para alguns cargos ou para todos os cargos – é algo que precisa ser encarado com seriedade sob a luz da atual conjuntura política do país. É verdade que muitos eleitores definem seu critério de voto a partir da tese do “menos pior”. Maquiavel foi o primeiro a chamar a atenção para o fato de que, em política, como regra, a opção do bom ou o ótimo praticamente não existe e que a escolha recai no “menos pior”. Na escolha dos cargos executivos no segundo turno a incidência da escolha do “menos pior” aumenta, principalmente para aqueles que não têm a alternativa de votar no candidato sufragado no primeiro turno.

Se a tese da escolha do “menos pior” é justificável, o fato é que a teoria republicana clássica abriga também a ideia da necessidade do povo punir os políticos ou o sistema político como um todo, de tempos em tempos. A punição dos políticos e do sistema se torna necessária ou se legitima quando se apresenta um quadro de corrupção generalizada, quando o interesse geral e o bem comum passam para um segundo plano em relação aos interesses particulares, quando os políticos estão mais interessados em negociatas para salvaguardar suas posições de poder do que de governar em benefício do povo e quando as instituições não funcionam de acordo com os fins para os quais foram criadas. A tese clássica da punição, que significava também um retorno aos princípios (ridure ai princippii), sustentava que função punitiva seria a de restaurar a moralidade pública, as virtudes dos governantes e do povo, o valor da lei e a primazia do bem público. A punição poderia se expressar de várias formas: através de um líder reformador com grande legitimidade moral para fazer mudanças, pelo afastamento dos governantes (através das eleições ou pela armas) etc. Uma avalanche de votos brancos e nulos, evidentemente, teria a significação de mostrar aos políticos a desconformidade do povo em relação às suas condutas e ações.

A Punição dos Políticos se Justifica

A questão então é: a atual conjuntura do Brasil se caracteriza por um quadro em que se apresenta a necessidade de punir os políticos e o sistema? A resposta parece ser positiva. Desde os protestos de 2013, os governantes e as instituições vêm apresentando um enorme déficit de legitimidade. Cresceu muito o número de pessoas que não acredita na capacidade do vereador, do prefeito, dos governadores, dos deputados, dos senadores e da presidência da república de resolver problemas. Evidente que há exceções positivas nisso. As instituições policiais e judiciárias sofrem um igual descrédito. Os índices de resolução de crimes e de julgamentos apresentam resultados tão precários que chegam a ser assustadores, fator que viabiliza a impunidade e dissemina a ideia de que o crime compensa. As instituições dos serviços públicos de saúde, educação, transporte e segurança pública, apresentam como regra, baixos índices de avaliação. A descrença nos políticos, nas instituições e nos serviços públicos faz crescer as tensões e o esgarçamento social a ponto de vários grupos querem fazer justiça com as próprias mãos, buscar soluções próprias mesmo que ilegais ou agir e se fazer ouvir através da violência e do fogo.

É verdade, como poderia argumentar alguém, que nem todos os políticos são iguais, que existem políticos honestos e competentes. Mas é verdade também que são poucos os políticos  corretos e competentes que ousam se pronunciar publicamente contra o atual estado de coisas e sobre os riscos e advertências que a presente situação emite. Mesmo dentre os honestos, muitos estão calados, seja por falta de coragem, seja por conveniência – condutas que também caracterizam formas de corrupção. O fato é que para os olhos das pessoas menos atentas, para os olhos do povo em geral, na noite da política brasileira todos os gatos parecem cada vez mais pardos.

Assim, o mimetismo dos políticos, a indiferenciação geral, a transformação da atividade política em negócio e em meio de vida, a perda da dignidade da política, a incapacidade de produzir resultados satisfatórios para os governados, são elementos de uma conjuntura que colocam, com seriedade, a avaliação da necessidade de substituir a escolha do “menos pior” pela a opção do voto branco e nulo. Para aqueles que acreditam que é necessário advertir e punir o atual sistema político e os que dele fazem parte não se trataria de uma inconsequência, mas de um ato legítimo de protesto em face da crise atual. Também não se traria de uma recusa da política, mas de um apelo à restauração de sua dignidade. Isto, porém, seria insuficiente, pois os maus políticos pouco se importam com o eleitor e sempre buscarão meios para dominar. O protesto nas urnas deveria continuar sendo acompanhado pelo protesto nas ruas.

Aldo Fornazieri – Cientista Político e Professor da Escola de Sociologia e Política.

 

Aldo Fornazieri

Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política.

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34 Comentários
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  1. alfredo machado

    19 de maio de 2014 11:53 am

    Voto em branco

    Aldo,

    O ministro Marco Aurélio Mello tem a razão dele, pois não consigo acreditar que ele já tenha participado de um protesto pelas ruas, ele não tem a menor idéia sobre o que isto significa. Ele respira  um outro mundo, completamtente diferente daquele ao qual a maioria das pessoas está habituado.

    Se alguém resolvesse descrever a rotina desta pessoa, quem a lesse tomaria um susto diante da extravagância que existe por trás daquele discurso. 

  2. marcos nunes

    19 de maio de 2014 11:59 am

    Sempre mais do mesmo

    Nas eleições, se formos votar com convicção absoluta, nunca votaremos em ninguém, sempre no menos pior. Às vezes, porém, isso não funciona, daí porque, nas duas últimas eleições para governador do Estado do Rio, anulei o voto. Isso é legítimo, porém triste, lamentável até.Porém, reflete em que medida a democracia pode oferecer ao cidadão algo além do mais do mesmo: geralmente nunca pode.

  3. Assis Ribeiro

    19 de maio de 2014 11:59 am

    Putz, mais uma vez o ministro

    Putz, mais uma vez o ministro Marco Aurélio Mello.

    Se na própria urna está lá a possibilidade de se anular ou votar em branco é porque se reconhece que esses tipos de votos são inerentes de uma democracia.

  4. rita

    19 de maio de 2014 12:01 pm

    pois eu quero dizer que eu

    pois eu quero dizer que eu não sou obrigada a votar.

    1. rita

      20 de maio de 2014 12:58 am

      senhoor ministro por favor

      senhoor ministro por favor vote por mim. lá naquele ambiente bonito vote facultativo!

  5. marcelo

    19 de maio de 2014 12:12 pm

    Bom, o ministro sabe que,

    Bom, o ministro sabe que, quanto mais voto branco e nulo, maiores as chances de se elegerem no primeiro turno. E de acordo com as pesquisas, isto favoreceria a Dilma.

  6. Chris

    19 de maio de 2014 12:15 pm

    Muito mais temerário…

    É sermos obrigados à usar uma urna eletrônica que não oferece meios “físicos” para conferência da lisura do processo eleitoral.  Temos aos abaixar a cabeça e confiar no santo Tribunal eleitoral, acima de qualquer suspeita e sem possibilidade de questionamento, controle externo e averiguação 

  7. Anúbis.

    19 de maio de 2014 12:20 pm

    “Estado da arte” da ciência (política).

    Este é o cientista político defendido pelo comentarista-residente JB com unhas e dentes. Com todas as suas credenciais!

    A tese da punição aos políticos não é apenas sofrível do ponto de vista intelectual, ela é cretina do ponto de vista moral.

    Como punir alguém que elegemos? Ou seja: se os políticos são a representação da sociedade na qual se inserem, como cortar a cabeça (eles) e esperar que o corpo ande por si (nós)? 

    O fascio o o nacional socialismo têm a receita.

    A Democracia é, antes de um direito, um dever de quem dela se aproveita.

    Claro que há posições legítimas naqueles que se ausentam das urnas, mas institucionalizar e defender esta posição como alternativa aos problemas gerados no processo democrático é estultice, com várias credenciais: Desde a Academia até o Olimpo do STF.

    Eu faço uma proposta: Dar a cada eleitor que se anulou nas urnas a chance de devolver cada benefício conseguido com a nossa esfarrapada e precária Democracia, ou se pretende ficar exilado na Antártica até que haja uma opção que lhe agrade.

    Um tipo de ame-o ou deixe-o democrático.

    Nada de segurança, saúde, educação, universidade para os filhos, transportes, descontão no IRPF (bolsa classe média), etc.

    Afinal, não vivem dizendo que nada disso funciona ou existe a contento?

    Nada de voto ou preocupação com a corrupção (dos outros, é claro)!!!

    Então…é a hora…não precisam mais pagar o famigerado imposto nem votar a cada dois anos, mas sumam daqui!!!!

    (.)

    Estes caras são mais ou menos como os fura-greves que a gente combatia nos anos 80.

    Gritavam o direito de ir e vir, blá, blá, blá. Um belo dia apareceu um gaiato com um formulário que dizia que o fura-greve abria mão de todos os aumentos que pudessem ser conseguidos pelo movimento, revertendo para os sindicatos.

    Pois é…ninguém assinou, mesmo que aquele documento não tivesse qualquer valor jurídico.

    Por que será?

    O Aldo e o JB assinariam?

  8. emerson57

    19 de maio de 2014 12:22 pm

    niilismo

    a meu ver quem vota em branco, anula ou ainda não vota,

    cede a outrem o seu direito de influir no seu próprio destino.

  9. BRAGA-BH

    19 de maio de 2014 12:51 pm

    Utopia

    O voto branco e nulo são uma forma sim de protesto. Uma anarquia séria pois, de acordo com as leis que regem o processo de eleição, 50% dos votos mais 1 é o suficiente para decidir o pleito e se este percentual for de indignados, a eleiçaõ será considerada nula e o processo deverá ser reaberto com a escolha de novos participantes ao pleito. É uma utopia mas que seria bacana ver acontecer isso seria!!

    1. Diogo Costa

      19 de maio de 2014 1:26 pm

      Lenda Urbana

      É absolutamente falsa, fantasiosa e fictícia esta tese que defende que se numa eleição houver um percentual de 50% + 1 de votos brancos e nulos, esta mesma eleição teria que ser anulada e outra teria que ser convocada.

       

      O que vale no Brasil, para efeitos eleitorais, é o número de VOTOS VÁLIDOS. Ou seja, o que vale é o número de votos DESCONTADOS os votos em branco ou nulos.

       

      Se numa eleição qualquer o percentual de votos brancos e nulos atingir 90% do total, simplesmente estes votos NÃO SERÃO COMPUTADOS. O que valerá, neste exemplo, é o número de VOTOS VÁLIDOS restantes auferidos pelas diversas candidaturas.

       

      Votar em branco e nulo é uma senhora perda de tempo, nada mais do que isto.

    2. Helio J. Rocha-Pinto

      19 de maio de 2014 2:57 pm

      Voto nulo/branco

      Voto nulo não anula eleição, não importa qual o percentual de votos nulos. Isso já foi esclarecido inúmeras vezes pelo TSE. Ainda que apenas 1 voto fosse válido, seria este que elegeria o candidato.

      Voto nulo ou em branco é voto invalidado que apenas auxilia a diminuir o quociente eleitoral para a eleição de deputados e diminui as chances de haver segundo turno nas majoritárias.

    3. Alessandre de Argolo

      19 de maio de 2014 5:14 pm

      BRAGA-BH está certo

      Concordo com o Braga-BH. Esse sempre foi o entendimento da justiça eleitoral. Isso vem mudando de 2006 para cá, principalmente, justamente na época em que Marco Aurélio Mello foi presidente do TSE. Eu me lembro inclusive que o TSE retirou da página do site uma explicação que era dada neste sentido, o que aconteceu na época da eleição de 2006.

      O fato é que se os votos nulos ou brancos forem a maioria, a eleição não pode ser legitimada ou validada. Vale aqui o princípio da soberania popular, que nos informa que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Logo, se todo poder emana do povo, um candidato não pode ser considerado vencedor da eleição se a maioria dos eleitores votou branco ou nulo, caracterizando a não aprovação do seu nome para o cargo. Aliás, não só o dele, mas dos demais candidatos. O governo não tem maioria do apoio popular, carece de representatividade. Está no poder à revelia da vontade popular.

      Muito menos pode se aceitar a ideia de que um único voto é suficiente para eleger validamente um candidato. Isso não pode ser admitido e claramente confronta o princípio da soberania popular. Seria admitir a hipótese de que alguém vença a eleição com o seu único voto, desprezando a votação da maioria que repugnou a candidatura.

      Portanto, quando isso acontece (maioria vota nulo ou branco), o recado do povo é claro, qual seja, nenhum dos candidatos serve e a eleição não pode ser validada. Uma outra rodada deverá ser realizada, inclusive abrindo espaço para outras candidaturas, até que a maioria dos votos seja de votos dados aos candidatos que concorrem nas eleições. Isso deve ser repetido tantas quantas forem as vezes necessárias para se formar a maioria.

      Esse sempre foi o entendimento majoritário da justiça eleitoral, que vem se modificando nos últimos anos para admitir que apenas nos casos de votos nulos em decorrência de fraudes é que a eleição poderá ser anulada.

      Portanto, antes de qualquer coisa, não é em toda e qualquer hipótese que, observada a maioria de votos nulos ou anulados, a eleição mesmo assim será validada, isso pela atual orientação da jurisprudência. Se os votos forem anulados por questão de fraude, a eleição terá que ser refeita, isso pelo atual entendimento majoritário da jurisprudência.

      É uma discussão complexa, que começa logo na tentativa de diferenciar voto nulo de voto anulável. Mas eu discordo dessa diferenciação no que diz respeito aos efeitos sobre a validade da eleição.

      Para mim, é suficiente o princípio da soberania popular. Ele é quem deve balizar essa discussão. Os votos nulos ou brancos têm o sentido de repúdio aos nomes em disputa e a eleição, quando eles formarem a maioria absoluta do universo de eleitores, não pode ser validada, sob pena de se formar um Governo chancelado pela minoria em detrimento da vontade eleitoral da maioria.

      Não adianta muito argumentar que, se isso for assim, corremos o risco de nunca sair do lugar. Mas é isso mesmo. O que vale é a vontade da maioria do povo. Se o povo está dizendo isso, não existe o que questionar. Vale o que o povo quiser. Os candidatos precisam convencer a maioria do povo a votar neles. Se a maioria do povo se recusar, paciência. A eleição tem mesmo que ser anulada ou declarada nula.

       

      1. Diogo Costa

        19 de maio de 2014 5:38 pm

        Somente são computados os votos válidos

        “(…) Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições.”

         

        http://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-4-ano-3/voto-nulo-e-novas-eleicoes

        1. Alessandre de Argolo

          19 de maio de 2014 6:26 pm

          Pois é, mas esse entendimento é inconstitucional

          Ele viola o princípio da soberania popular. Por ele, as pessoas são obrigadas a aceitar os candidatos disponíveis, quando não há essa obrigação. Você pode até ser obrigado a comparecer no dia e votar, mas não a concordar com um dos candidatos.

          Ao dizerem que nada resulta do voto nulo ou branco, quando forma a maioria dentre o universo dos votos dos eleitores alistados, automaticamente se está dizendo que o povo é obrigado aceitar que a pessoa que ele não quis assuma o poder. Isso é anti-democrático, ofende a soberania popular. A vontade do povo vira mero detalhe, quando não é isso o que diz a Constituição. A vontade do povo é soberana e ela se manifesta também por meio do voto nulo ou branco. Portanto, se eles foram a maioria dos votos, a eleição é absolutamente nula, inválida.

          1. Marcus Vini

            26 de maio de 2014 4:24 pm

            Acho que vc argumenta bem e

            Acho que vc argumenta bem e talvez, não tenhamos bons representantes na política. Mas na prática, esse seu entendimento favorece quem voce não votaria. Abrir mão de votar não é protesto, é ajudar a quem vc não quer votar.

  10. Mário Mendonça

    19 de maio de 2014 12:57 pm

    Prezado Prof.

    Prezado Prof. Aldo

    Primeiramente é absurdo o pronunciamento do ministro do stf, mas como não existe corregedoria para eles, somos obrigado a engoli-las, (deveria ser o Senado, mas a omissão impera)

    Segundo, enquanto a mãe de todas as reformas (política) não sair da gaveta, é com isso que temos que conviver, lamentavelmente, culpa dos neoliberais que compraram a reeleição, no qual jamais concordei.

    Pessoalmente sou contra o voto obrigatório e não tenho nenhuma vontade de votar, apesar de apoiar o atual governo de inclusão social, me absterei de ir as urnas (prefiro pagar R$ 3 de multa), por descrença no atual modelo político em que o Executivo fica refem de Legislativo que esta lá para defender interesses Corporativos e não públicos.

    Abração

  11. Conde de Rochester

    19 de maio de 2014 1:01 pm

    70% DE VOTOS NULOS

    Que credibilidade teria uma eleição se 70% dos votantes anulasse os votos?

    Qual a situação politica diante se um cenario deste?

    No minimo os dignissimos politicos teriam que iniciar a discussão de um sistema politico eleitoral que os legitimasse realmente, e não este arremedo de eleição de como é hoje em dia. Não existe representação legitima como consequencia da forma enviesada e preconcebida pela legislação eleitoral.

    Brasil, triste Brasil, tanta coisa para se fazer e tão pouca disposição em realiza-las… 

  12. drigoeira

    19 de maio de 2014 1:37 pm

    outra opção

    É só viajar e justificar o voto.

    Se vc não vota, deixa que eu voto por vc.

    O Brasil não vai mudar com o voto. A democracia aqui ainda é jovem, o país não sofreu nenhuma crise séria…

    E pensar que um salvador da pátria vai mudar a política, da água para o vinho, é pura utopia.

  13. Alexandre Tambelli

    19 de maio de 2014 3:01 pm

    Algumas considerações.

    1) O Ministro Marco Aurélio sabe que o voto mais convicto é na DILMA. Na oposição o voto branco ou nulo poderá ser prejudicial até para existir um eventual segundo turno. A fala é Política. 

    2) A visão da Política é distorcida. Com velha mídia “todos os gatos são pardos” e os políticos honestos são colocados na mesma vala comum dos corruptos. O PT e as esquerdas têm alguma chance de ser elogiado, de não ser diretamente ligados à má-administração pública e à corrupção no noticiário viciado e violento da velha mídia, hoje mais do que nunca? 

    3) O povo sabe distinguir as diferentes atribuições de um Prefeito, de um Vereador, de uma Presidenta, de um Juiz? Sabe distinguir as diferentes atribuições do Executivo, Legislativo e do Judiciário? Tem consciência de onde/com quem reclamar seus direitos?

    4) A situação de “caos” atual do Brasil não é mais midiática do que real? Nada mudou no Brasil nos últimos 12 anos?

    5) PSDB e mídia – PT e mídia, o tratamento é igual? No governo FHC tinham notícias diárias e negativas, onde tudo parece uma enorme bagunça e uma corrupção deslavada? 

    6) Voto nulo e voto branco é resultado da realidade ou da realidade fabricada pela mídia?

    Eu volto a frisar que parte da intelectualidade brasileira se basta em gabinetes e livros de ciências sociais de outros intelectuais. O mundo real é apreendido na leitura de jornais da velha mídia, preferencialmente, a Folha de São Paulo, e telejornais da Globo News. Acabam reforçando muito mais os clichês da velha mídia nas análises da realidade brasileira do que se possa imaginar. 

    Não tem diversidade de leitura da realidade só pode lê-la a partir de um ponto de vista. Tantos blogs bons que fazem o contraponto e muitos intelectuais, infelizmente, não chegam neles, esta é a verdade.

    Estamos melhorando em muitos aspectos nos últimos 12 anos e temos uma Justiça, órgãos independentes de fiscalização e investigação do Governo Federal em pleno funcionamento. Que bom que assim seja. 

    Diga se nos tempos de FHC as denúncias de corrupção contra o Governo eram investigadas? Diga se a mídia fazia o barulho que faz contra o Governante principal do país?

    Hoje, a corrupção é mais visível porque não se enterra ela. Fique claro isto!

    Hoje, as decepções maiores com a Política, os partidos políticos e os políticos existem porque a velha mídia, aliada do Sistema, quer. A notícia diária detonando a Política é um nascedouro de votos brancos e nulos. É intencional, não é só culpa dos políticos. 

    A Direita se está no poder elogia a Democracia, enaltece os partidos políticos, a legitimidade das eleições e a soberania popular e sua mídia elogia os seus governantes. Estando longe do poder ai vale tudo, até pregar algum golpe ou dizer, como diariamente faz, que todo político do partido do Governo é  sinônimo de corrupção, basta ele se candidatar ou estar em algum cargo público importante. 

    O voto branco e nulo é mais fabricado do que se imagina. São multidões de pessoas desinformadas que se baseiam única e exclusivamente no noticiário da velha mídia que seguem esta bandeira. 

    A criminalização diária da Política, acentuada nestes 12 anos de PT no poder fez um efeito contrário, talvez, ao esperado pela Direita. Quem mais teve desencanto com ela foram seus eleitores. Ai reside, relembrando, a fala do Ministro. Ele calcula suas falas e quem as repercute, também. 

  14. +almeida

    19 de maio de 2014 3:25 pm

    Descontaminação já!

    O que está ocorrendo com os ministros de tribunais superiores? Será que existe alguma doença do peru louco, que desanda a dar peruadas onde não deve e onde não é chamado? Sugiro a campanha “Descontaminação Já” em todos os tribunais superiores e, de quebra, também, nos inferiores.

  15. Zanchetta

    19 de maio de 2014 5:47 pm

    Rapaz, até nos tempos da

    Rapaz, até nos tempos da ditadura os TSE´s viviam fazendo propaganda para as pessoas votarem em seus candidatos. Eles sempre fazem isso. 

    Agora, como voto nulo e branco favorece a Dilma, então… a patrulha já está em cima…

  16. Cristiana Castro

    19 de maio de 2014 5:52 pm

    MAM, tá nervoso com a

    MAM, tá nervoso com a campanha que fizeram pelo voto nulo. Cansei de receber no twitter e no FB, mensagens de gente que se acha super articulada, dizendo que voto nulo, anulava as eleições. Não adiantava nada explicar que isso não existia pq, lá vinha a acusação de receber dinheiro do PT para fazer campanha. MAM, sabe que se forem 50 eleitores, o candidato metade mais um leva e sabe que petista não deixa de votar nem que a mãe morra no dia da eleição. Já morreu mesmo, paciência, nada mais há que se possa fazer… não votar, não vai trazer a mãe de volta e ainda prejudica o partido… A campanha pelo voto nulo foi a maior burrice que eu já vi na minha vida; agora, pelo que eu vi na página do FB dos coxinhas, estão alterando a proposta; tem até filminho explicando quais as consequências desse tipo de ” protesto” e pedindo voto no candidato que se oponha ao desafeto. Aliás, tá faltando liderança pesada nesses grupos; ontem eu vi no FB, o limite da coxinice; uma proposta para que na hora dos hinos Brasil X Coreia, todos liguem os chuveiros elétricos, ferros de passar roupa, ar condicionados, etc… para promover um apagão no país!!!! É sério isso; juro que não é zoeira… Dá pra imaginar uma casa com todos (??? ) os chuveiros elétricos ligados ( em SP, tudo bem pq não tem água mesmo ); todos (??? ) os ferros de passar roupa e todos (??? ) ar condicionados ligados, ao mesmo tempo e direto… O cara tem que ser milionário para pagar a conta de luz que esse protesto geraria… Além disso, em SP, não funcionaria pq não tem água; no RJ é gás e as casas que tem chuveiro elétrico, se ligar os dois e o ferro, queima só a casa e a vítima não vai ver o jogo, ou pior, a apaga o prédio, e o otário, ainda vai levar uma surra dos vizinhos que estão com a cerveja na geladeira… Tb não sei de nenhuma casa que tenha tenha tantos ferros de passar roupa…Mas o duro mesmo é que o sujeito que tem uma ideia dessas não pensa nas consequências de um blackout, caso isso fosse plausível… De onde é que esse pessoal tira essas ideias?

    1. Pachecão

      19 de maio de 2014 9:54 pm

      Querida, vou te explicar de

      Querida, vou te explicar de novo porque o voto nulo é voto, continua sendo voto, é o voto daqueles que não se sentem confortáveis para votar em qualquer um dos candidatos que se apresentam no pleito, é voto de protesto e voto contra o sistema político-eleitoral.

      Primeiro, você e mais alguns milhões de brasileiros precisam tirar da cabeça essa idéia velha e ultrapassada do voto obritgatório. De que ele é obrigado a escolher entre os candidatos que lhes são postos.  O voto obrigatório é uma excrecência democrática. Voto obrigatório é arma usada por ditaduras para se auto-legitimar. A ditadura escolhe os candidatos e obriga o povo a sufragá-los nas urnas sob pena de multa. Voto obrigatório não é voto democrático. O cidadão tem o direito de votar, se houver candidatos que lhes satisfaçam e de não votar se não houver. 

      A abstensão é um direito, uma forma de protesto NEGADA ao cidadão brasileiro sob pena de multa ou perda de alguns de seus direitos como cidadão. ISSO É UM ABSURDO.

      Esse argumento muito usado e que você também usa de que se meia-dúzia votarem está feita a eleição, é mentira ! O candidato mais votado pode até se eleger, mas não governa. Não terá legitimidade para tal. Quanto menos votos válidos houverem, menos legítimo será o governo eleito. A Bélgica em 2010/2011 ficou 541 dias sem governante porque ninguém conseguiu LEGITIMIDADE POPULAR para governar. Tudo bem, lá o sistema é outro e tals, mas só quem governa sem legitimidade popular é ditador fazendo uso da força e de eleições mandrakes.

      Quem quer realmente reforma política vota NULO.

      1. Marcus Vini

        26 de maio de 2014 3:40 pm

        Vai protestar de outra

        Vai protestar de outra maneira. Nunca anulando sua chance de escolher. Até para presidente vc terá opções. Abster-se de sua opção, nesse caso(protesto), nunca significou nada para quem ganhou as eleições (na fina diferença).  Nem para quem perdeu. Nada significa. 20% que fazem isso, abrindo mão de votar certo, é histórico e na verdade, dá 20% de chance a mais para quem vc julga ruim como candidato.

  17. ricardo_almeida

    19 de maio de 2014 10:25 pm

    As primeiras revoltas contra o Capital foram destruições

    As primeiras revoltas contra o Capital foram destruições de equipamentos de fábricas , claro que não eram o caminho mais racional, e aparentemente até burro (pra usar uma fácil expressão usada por aqui), mas eram uma forma de protesto, sim.

    Desclassificar o voto nulo como alienante é não parar pra refletir sobre argumento contrário. Claro que é diferente de uma campanha pelo voto nulo, mas que não pode ser julgda como de maior burrice. Claro que as circunstâncias podem trazer casuísmos, mas não levam a fatalidades (favorecem ou não a Dilma, PT e afins, p.ex.)

    Agora, há quem defenda, com bons argumentos, o voto obrigatório porque seria um imposto de cidadania, o faria se sentir mais responsável pela governança ou pela má governança (o doutor pelo IUPERJ Giusti Tavares-UFRGS é uma das vozes e que nunca estão na mídia, muito menos em blogs).

    O autor do Post poderia ser mais sucinto. Me parece vaidade ou vício acadêmico arcaico se alongar pra dizer um “sim” ou um “não”, com respectivas e sucintas e claras argumentações.

    Sejam votos nulos, sejam votos em branco, sejam rebeldias de roqueiros, isso são contestações ao que quer que seja uma realidade dada (a não ser uma realidade perfeita…). É um não conformismo, mesmo que muito enviesado (e aparentemente estúpido). Fora disso, cairemos num simplismo e no superficialismo de necessariamente julgar que sejam alienação, coisas de cozinhas e de filhinhos de papai.

    Desculpem se não sou sucinto, que é uma crítica que faço a Aldo Fornazieri, autor do post.

  18. Nilva de Souza

    20 de maio de 2014 6:16 am

    Em 1978 votei nulo para

    Em 1978 votei nulo para senador. Só votei em deputados federais e estaduais. Acho que se existe esta opção, quem não se sente representado pelos candidatos, devem usá-la.

    Mas o que a Cristiana diz é outra coisa. O pessoal despolitizado entrou nesta vibe de bobeira, nem sabe porque votará nulo ou em branco, é só modinha. Garotos que participarão pela primeira vez de uma eleição a cargos majoritários, votarem nulo, acho muito estranho. O que eles pretendem pôr no lugar? É só deslegitimar a política, os políticos e aí, o que sobra? Rave-arrastão, como disse o Gil?

    Gosto muito do que o Lula falou para os jovens, mais ou menos isso: “se vocês acham que os políticos que estão aí não prestam, tornem-se vocês políticos e tentem melhorar a política”

    Ou seja, assuma alguma coisa, chega de mimimi, de eu não quero eles, eu não gosto disso, mas o que vocês querem, do quê vocês gostam? Cresçam !

     

    Mário Mendonça! Vamos lá, vote bem pro Legislativo, vamos tentar eleger uma boa bancada de progressistas e pressionar o parlamento pra fazer a reforma política, senão este sistema jamais mudará e qualquer Presidente continuará refém de tudo.

    Abs. procê.

  19. Clovis de Oliveira

    20 de maio de 2014 2:40 pm

    ele tem razão

    Imagina só se cada vez mais pessoas resolverem protestar nas urnas!  Lá se vai a boquinha dele e de seus colegas. Certamente não passarão fome, pois para eles sempre haverá uma nova “possibilidade”. Indecente é continuar dizendo que é necessário votar “em alguém”, com se votar não fosse passar uma procuração em branco e que não pode se revogá-la em tempo de diminuir os danos ao erário. Basta fazer uma continhas: R$ 10 milhões para se eleger um deputado, R$ 2,5 milhões por ano de mandato, R$ 200 mil arredondado por mês. Como fazer para melhorar o padrão de vida do nobre “eleito”?

  20. Jan Nazorek

    21 de maio de 2014 1:15 am

    Votar na marra é uma violência…

    A obrigatoriedade do voto já demontra a fragilidade da ”democracia” tão falada, esses políticos corruptos montam o esquema eleitoreiro de tal forma que o eleitor não tem uma escolha razoavel…

    1. Marcus Vini

      26 de maio de 2014 4:04 pm

      … tem que ser no chicote

      … tem que ser no chicote até aprender a votar e fazer valer esse direito, que muitos não dão o devido valor.

      Proteste de outra forma. Nessa democracia, vence o maior número de votos e só haverá outra eleição se ultrapassar 50% de votos (brancos e nulos). Mas haverá outra eleição da mesma forma.

      Numa dessa, seu protesto, na realidade dá mais chance a quem vc não ecolheria. Político algum abre mão do cargo se teve 1 voto de diferença. Não discutem porque 20% historicamente abrem mão do voto certo. Não estão nem aí.

  21. Ricardo Vilas Boas

    21 de maio de 2014 2:16 pm

    Voto Nulo…

    Não se Enganem, nem enganem uns aos outros…Partidos Políticos , Politicagem ou Politicalha ? Na republica dos canalhas estes reproduzem o mesmo velho e retrogrado formato de exploração democrática, vestindo se como partidos políticos, visando sua emancipação financeira. Esta uma forma de escravidão social de explorar o cidadão que trabalha pra sustentar essa corja de bandidos, corruptos e ladroes, troca de favores, corrupção ativa, desrespeito com o pais, e total falta de compromisso com a sociedade, com os valores públicos, sem projeto de nação apenas, servem para usufruir das beneficies do estado. Afirmo, e sei bem do que falo, sem retorica ou pragmatismo politico sem mascaras apenas repudio, vergonha e honestidade, são tudo farinha do mesmo saco. Quando a exceção se torna regra, a generalização e valida, No Brasil não existem Partidos políticos e sim verdadeiras Quadrilhas organizadas com o intuito bem claro e evidente, roubar o erário publico, enganando o povo com siglas que hoje ideologicamente nao significam mais nada, todas as cores se misturam formando um arco iris de desgraça, crimes e mentiras…Por isso todo o sistema doente desta sociedade hipócrita e imunda esta se deteriorando tão rápido que e preciso repensar filosoficamente sobre as reais demandas, condições e vontades em que o povo como nação e nao como legendas, precisam para sobreviver e restruturar a sociedade, pois se isso nao ocorrer logo, veremos infelizmente num futuro próximo, uma revolução sangrenta , ou guerra civil sem precedentes no Brasil, pois ja vivemos isso, mas nao declaradamente, A celebre frase O governo rouba A policia mata, A imprensa mente se apresenta de forma clara hoje mais que nunca, o pais precisa que seus cidadãos todos, nao apenas a elite ou os pensadores, que participem, discutam e fomente mudanças, baseadas em opnioes concretas para a reconstrução do pais, este perdido e totalmente a mercê das corporações. financeiras, ao descaso do estado, e ao convívio truculento das policias que controlam as legitimas manifestações populares com braço forte desrespeitando a própria constituição. Este não e o pais que sonhei, nao e o pais que ajudo a construir, nao e nem de longe o pais, que meu partido um dia ousou sonhar, e infelizmente este se tornou ocasião querendo apenas, se perpetuar no poder, esqueceu suas raízes, seus propósitos ja nao são os mesmos, já nao se encantarão, com os valores intrínsecos da nação, e sim com os valores pagos no mensalão, ate rimou,… tragicamente seria cômico, mas não temos hoje motivos para colocar sorrisos nos lábios, que outrora eram movidos por gritos de ordem, por vontades de luta e desejos de esperança e vida, Hoje precisamos de um novo rumo, de novos sonhos, de vontades atrozes, de sangue novo de força pra lutar e voltar a creditar uma nova esperança e um novo porvir,,, talvez. de um novo sistema, de coisas, e politicamente falando de um pouco de Anarquia, de revolta de insatisfação, reproduzida em Luta Social, em Paz e Amor, em Respeito pelo povo e Ordem e Progresso Politico ! Como dizia o Pensador e Filosofo Mikail Bakunin… “Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”

  22. Marcus Vini

    26 de maio de 2014 1:58 pm

    Não, não… ninguém deve

    Não, não… ninguém deve protestar desse modo se há outros modos. Aldo Fornazieri só pode estar de brincadeira. Protestar com voto em branco ou nulo? 

    Imaginem que um candidato RUIM receba seu votos como de costume(eleitor tb ruim não protesta).

    Anulando ou Branqueando, o voto estará fora, AUMENTANDO a chance do RUIM GANHAR, que com certeza, não perderá os votos dos eleitores ruins.

    O cientista está errado em incentivar esse direito acima da LÓGICA bem clara e de alto risco. Seria necessário metade da população ANULAR TAMBÉM, o que é IMPOSSÍVEL.

  23. JOAO HENRIQUE MEYER

    15 de outubro de 2014 5:34 pm

    O direito de anular o voto

    EXATAMENTE, O MEU VOTO SERÁ NULO. É O MEU PROTESTO AOS POSTULANTES A CARGOS PÚBLICOS E QUE SÃO ESCOLHIDOS POR CRITÉRIOS DÚVIDOSOS. O QUE ME PERMITE A OPÇÃO PELO VOTO NULO  E POSTEIOR CRITICA AOS GOVERNANTES É O IMPOSTO QUE PAGO , COMPULSORIAMENTE, TODOS OS MESES E ANOS DE TRABALHO E NÃO TER A CONTRA PARTIDA NOS MEUS DIREITOS MAIS PRIMARIOS QUE A NOSSA CONTITUIÇÃO OUTORGA A TODOS OS BRASILEIROS.

  24. Vrenna

    18 de setembro de 2018 10:34 am

    Eu sempre voto branco, mas não por protesto ou abstenção

    Eu voto branco para dar uma mensagem à política brasileira de que, no momento da votação, não houveram candidatos que representem meus valores e as políticas públicas de meu interesse. Voto branco esperando que as novas gerações de políticos  olhem para esse número de pessoas que não escolheram candidatos e busque as conhecer para obter votos e sanar suas necessidades por representatividade.

    Tenho uma professora que muito critica o voto nulo e branco, e diz que é uma irresponsabilidade do cidadão não escolher um dos candidatos, sinto pela ignorância dela que ao criticar e humilhar os alunos em sua sala, pisoteia sobre o direito e escolha de outros adultos que tem tanta importância e tanta voz quanto ela, ainda que menos em seu ambiente de aprendizado, ou doutrina política. É graças ao voto branco que eu posso não só não contribuir para a eleição de candidatos corruptos, passo uma mensagem que a hora ainda não chegou para eu colocar minha fé e esperanças em alguma bandeira.

    O público que vota branco não é irresponsável, é um público dizendo que a era mudou e que os partidos políticos e candidatos precisam se reciclar, a política precisa se reciclar, e quem souber ouvir estas pessoas e aproveitar deste número enorme, e crescente do eleitorado, certamente será eleito. Somos uma força em potencial e cidadãos que votam com perfeita consciencia, tamanha consciencia que, com tantas escolhas, ainda sabemos perfeitamente que o que nós de fato queremos não apareceu.  Não somos irresponsáveis, não somos covardes nem vagabundos, muito pelo contrário, porque tenho que aturar gente autoritária e ignorante, e ainda assim manter-me de pé e continuar com minha decisão.

    Voto branco é legítimo e tem seu valor, um valor que qualquer outro voto não tem, o de instigar a mudança, a inovação política. Eu só espero, sinceramente, que o povo brasileiro abandone a ignorancia e aprenda a valorizar este tipo de voto e trabalhar com ele, mas é esperar muito do brasileiro.

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