4 de junho de 2026

Em uma zona desconfortável

Jornal GGN – Sete dos onze países da América Latina tiveram uma piora em suas economias. Foi o que mostrou a sondagem Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE), divulgado semana passada. Brasil, Argentina e Venezuela foram os destaques negativos da pesquisa, que é elaborada em parceria com o instituto alemão Ifo.

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No entanto, para piorar o quadro, o país registrou a maior queda do ICE entre os 11 países: o indicador passou de 89 para 71 pontos, uma redução de 20%. Na série iniciada em 1989, este é o pior índice desde janeiro de 1999.
 
“Em abril, houve uma queda em relação à pesquisa de janeiro, quando houve uma estabilidade dos índices. Agora, consideramos que os números ocupam o que chamamos de zona desfavorável”, afirmou Lia Walls, analista da FGV. Para ela, a piora do momento econômico brasileiro influenciou os resultados para baixo, em toda a região. “Houve uma avaliação pior para o Brasil, em seu momento atual, bem como as perspectivas não são positivas para os próximos seis meses”.
 
No auge de crise de 2008, o indicador mais baixo ocorreu em janeiro de 2009 (78 pontos). O ICE do Brasil é inferior ao da Argentina (75 pontos) e supera apenas o da Venezuela, que se mantém no valor mínimo, de 20 pontos, desde julho de 2013. Bolívia, Peru e Uruguai melhoraram o ICE e já estavam na zona de avaliação favorável ou no limite (caso do Uruguai, em que o ICE em janeiro estava em 100 pontos). Apesar da queda do ICE em relação a janeiro, Colômbia e Paraguai permaneceram na zona favorável. Passaram da zona favorável para desfavorável, Chile, Equador e México.

 
Dificuldades em verde e amarelo
 
O caso do Brasil chama a atenção por conta do pior índice alcançado, desde janeiro de 1999. E por que houve tal piora?
 
“É interessante analisarmos também o que os especialistas consultados consideram os problemas mais graves que o país enfrenta e que precisam ser superados. Olhando a série histórica brasileira nessa mesma medição, alguns itens passaram a fazer parte da discussão, como por exemplo, a falta de competitividade internacional, que é o principal problema”, disse Lia. “Além disso, o país tem sofrido com a falta de confiança das políticas do governo, com a dívida pública, com a inflação e a falta de mão de obra qualificada. A diferença, no caso do Brasil em relação aos demais resultados anteriores, foi a introdução desses temas macroeconômicos”.
 
Economistas consultados pelo Jornal GGN alertaram para os cuidados necessários no momento de análise das expectativas. Para eles, o Brasil atravessa um momento delicado, com uma eleição que se aproxima. E naturalmente, a economia apresenta uma retração, nos períodos que antecedem a sucessão – especialmente a presidencial.
 
Nos países que registraram os maiores ICEs em abril, como Peru e Colômbia, a falta de competitividade, seguida da falta de mão de obra qualificada (Peru) e desemprego (Colômbia) são os únicos problemas citados como muito importantes. Na Bolívia, o maior ICE em abril, apenas falta de confiança nas políticas do governo é considerado um problema muito importante, mas com uma pontuação baixa.
 
Assim como o número de problemas citados, as projeções para a taxa de crescimento econômico do PIB (Produto Interno Bruto) para 2014 também refletem essa avaliação. As menores taxas de crescimento são estimadas, segundo a sondagem, para Venezuela (-1,3%), Argentina (+0,1%) e Brasil (+1,7%) e as maiores taxas para Bolívia (6,0%) Peru (5,1%) Paraguai (4,9%) e Colômbia (4,4%).
 
Já na comparação com o resto do mundo, o ICE da América Latina é menor que o mundial, e mantém-se em zona favorável de avaliação – a taxa de crescimento projetada para o mundo em 2014 é de 2,5%, e para a América Latina, 2,3%. O pior desempenho, porém, refere-se à taxa de inflação esperada de 3,2% para o mundo e de 10,8% para a América Latina em 2014. Na América Latina, Venezuela (55,6%) e Argentina (36,2%) lideram o ranking das maiores taxas de inflação, seguidos do Uruguai (8,4%), Bolívia (6,7%) e Brasil (6,4%).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Anúbis.

    19 de maio de 2014 12:53 pm

    bla, bla, bla, bla…

    E mais bla, bla, bla…Não dá para perder tempo com mais uma tolice destas…

  2. Miguel A. E. Corgosinho

    19 de maio de 2014 1:16 pm

    Os malditos sofrerão o mal que espalham na sua semelhança

    Essas pesquisas estão encarregadas de incutir o veneno mortífero que procede do mal dizer o bem que os outros fazem. Isto torna maldito aqueles que espalham mal feitos à sua semelhança em maldição, porque sabeis por em chamas toda carreira que sucederá o amanhã.

  3. Maria Luisa

    19 de maio de 2014 1:57 pm

    Não adianta chorar, não adianta gritar…

    Esse tipo de analise vinda do GGN ? Vai sobrar para a reporter…  Aposto que o Guido fica até o fim desse governo. Novo ministro da Fazenda so em 2015. 

  4. Marly

    19 de maio de 2014 7:07 pm

    A moda agora é desconstruir a América Latina!

    A que interessa isso?

  5. Ulisses s

    20 de maio de 2014 12:02 pm

    Afinal o que este relatório justificou?

    Só li embromação. Não deu nenhuma justificativa para a queda do Brasil. Verdadeiro engana trouxa!

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