4 de junho de 2026

Os que desmoralizam o Congresso, a mídia, a OAB e a PM, por Luís Nassif

Celso Russomano e uma cópia mal formada, chamada Ben Mendes, invadem comércios, humilham funcionários, dão carteirada e envergonham o país

Não existe nada mais vergonhoso nos Reels de redes sociais – tipo TikTok, Instagram – do que o papel exercido por pretensos defensores dos direitos do consumidor. Especialmente o pai de todos, Celso Russomano e uma cópia mal formada, chamada Ben Mendes.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O script é um só. Levam um consumidor, que se diz prejudicado, à loja, e vão entrando dando carteirada e filmando. Invariavelmente  humilham os proprietários, ou donos de pequenas lojas ou gerentes de redes.

Invadem o ambiente ostensivamente, com seus câmeras, dirigem-se agressivamente ao gerente. Se há reclamação contra seus modos, apelam para o carteiraço.

Russomano se apresenta como “autoridade”, sacando sua carteira de deputado federal. Autoridade de merda, com o perdão da expressão. Ben Mendes apresenta sua carteira da OAB. E ambos se apresentam como “jornalistas”.

No final do show, quase invariavelmente sacam do celular e chamam uma viatura da PM. Desviam a PM de seu trabalho para poder enriquecer o show de brutalidade filmada.

Envergonham todas as classes que dizem representar – o Congresso, a imprensa, a OAB. Envergonham a PM, colocada como coadjuvante. E envergonham qualquer espectador que tenha um mínimo de bom senso.

Seria conveniente que as organizações afetadas colocassem um fim a esse circo de horrores.

Leia também:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

11 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Naldo

    27 de julho de 2024 4:16 am

    Sinceramente sr. Nassif, bem que eu gostaria de chamar um desses quando há quatro anos paguei três mil e quinhentos reais por um portão que nunca foi feito, o proprietário da empresa? Enganou muita gente, mudou o nome e deu uma banana para todos, Procon? Não resolveu nada…. tive que gastar outros sete mil e quinhentos pra encomendar um novo portão urgente…tem comerciantes que merecem… poucos respeitam o consumidor..
    Não censurem esse comentário…

    1. Josinaldo Gomes de souza

      27 de julho de 2024 9:31 am

      Nassif, o consumidor humilhado, roubado, investe seu mísero dinheiro e acaba lesado, estorquido..
      Isso não é mais grave? São pessoas simples que não o amparo das instituições pra sua defesa. Isso é muito, muito, muito pior

    2. Josinaldo Gomes de souza

      27 de julho de 2024 9:33 am

      O consumidor simples não tem amparo das intenções. Tem leis, porém, nesse país para os “simples” terem seus direitos é uma odisseia.

  2. Paulo Dantas

    27 de julho de 2024 10:47 am

    Faz isto desde a tv aberta, umas poucas vezes vi comercientes que não π€1}a®@∆∆, ele afinava.

    Um palmo do fascismo diria eu.

    Só mudou o palco, mas a comêrcio em geral no Brasil alimenta isto.

  3. Denis

    27 de julho de 2024 4:57 pm

    Você descreveu muito bem o show de horrores que estes auto-denominados “xerifes do consumidor” protagonizam na TV, via de regra invadem pequenos comércios, investidos da valentia intimidatoria para angariar votos, oportunistas baratos, que acaba por iludir a massa ignora. Como jornalistas,políticos ou advogados, são figuras a mim, abjetos, que mereciam desaparecer das nossas TVs. Parabéns Nassif.

  4. evandro condé

    28 de julho de 2024 7:51 pm

    Nem tanto ao mar. No final esses “jornalistas” se aproveitam dos programas policialescos para se elegerem. Já vimos e estamos vendo novamente (Mais um aqui em BH). E, como já comentado, o consumidor se sente vingado, esperar pela justiça é um processo longo, quando não tenebroso. E falo pro experiência própria.

  5. Luis C. Perez

    29 de julho de 2024 6:26 pm

    Nassif, desculpe, considero você uma das maiores vozes do cenário jornalistico do país, porém gostaria que você fornecesse mais argumentos para justificar este seu artigo. Considero esses “justiceiros” gente muito importantes para diminuir o descaso com o pequeno consumidor, existente neste país. O Procon é uma figura quase decorativa, a justiça é morosa e, muitas vezes enviezada, e por aí vai. Assisto o Ben Mendes com frequência e considero sua açäo bastante justa e necessária. Ele e sua equipe só atuam após análise bem minunciosa do caso e com bastante material de comprovaçäo sobre o ocorrido. Portanto, seria bom você argumentar mais sobre a atuaçäo destes “justiceiros”, de forma que mostre o que eles trazem de mal para a sociedade.

  6. José de Almeida Bispo

    30 de julho de 2024 7:42 am

    Como se diz no meu Nordeste: AH LAMPIÃO VIVO. Resolveria num piscar de olhos a voracidade idiota desses machões ‘resolvedores’. Palhaços! Para dizer o mínimo.

    1. Anônimo

      18 de novembro de 2024 12:35 pm

      Empresa caloteira tem que se ferrar mesmo

  7. Pedro Rodrigues R.

    25 de setembro de 2024 5:31 pm

    O texto apresentado baseia-se predominantemente em opiniões, deixando de lado o mais importante: os fatos. Reconheço que há situações documentadas em vídeo que merecem concordância, especialmente no que diz respeito ao trabalho do repórter Celso. No entanto, o trabalho de Ben Mendes e outros jornalistas é algo notável. Eles exercem inúmeros direitos com respaldo legal, e há provas em vídeo de que empresas multinacionais acataram suas reportagens e solucionaram problemas apontados.

    Se esse trabalho é tão criticado como retratado no artigo, por que repórteres com audiências significativamente menores não são presos? Qual seria a ilegalidade envolvida nesse tipo de trabalho jornalístico? Seria importante abordar esses pontos para oferecer uma compreensão mais completa ao leitor.

  8. Lucas

    3 de novembro de 2024 11:13 pm

    Esse é o país da vergonha, se o ladrão é preso, o culpado é a policia. Se o consumidor é lesado, o culpado é quem tenta ajudar.

Recomendados para você

Recomendados