19 de junho de 2026

Indústrias de pequeno porte mostram menos confiança com economia

Indicador de confiança medido pela CNI fica abaixo dos 50 pontos; perspectiva para os próximos seis meses são mais favoráveis
Foto de Alev Takil na Unsplash

As indústrias de pequeno porte mostram uma menor confiança tanto com a economia como com o próprio setor, segundo o índice de confiança do empresário industrial elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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O indicador apurado caiu de 49,7 pontos em junho para 49,3 pontos em julho, mantendo seu patamar abaixo dos 50 pontos desde o mês de abril, quando passou do estado de confiança para falta de confiança.

Embora não tenha cruzado os prognósticos dos 50 pontos, as perspectivas para os próximos seis meses apresentaram melhora: o dado indicador aumentou de 48,4 pontos para 49,5 pontos em julho e é o maior resultado do ano até o momento.

Dados de desempenho estáveis

No geral, o índice de desempenho das pequenas indústrias manteve sua estabilidade em 45,3 pontos no comparativo com maio: enquanto a indústria extrativa avançou 1,3 ponto, a indústria de transformação cresceu 0,3 ponto – o que pode ser considerado estabilidade – e a indústria da construção, queda de 1,8 ponto.

Já o índice de situação financeira das pequenas indústrias passou de 40,5 pontos para 41,1 pontos, puxado pela indústria de transformação, que registrou alta de 1,1 ponto no trimestre.

Segundo a CNI, o resultado foi favorecido pela redução da insatisfação tanto com a margem de lucro operacional quanto com a situação financeira, mas a dificuldade de acesso ao crédito ainda é alta para todos os setores.

No segundo trimestre, as empresas de pequeno porte indicaram que a elevada carga tributária é um dos principais problemas enfrentados tanto pela indústria de transformação, com 43,5% de assinalações, como também pela indústria da construção, com 33,3% de assinalações.

Outros problemas apontados pelos entrevistados são a demanda interna insuficiente; taxas de juros elevadas; falta ou alto custo de trabalhador qualificado e não qualificado; e competição desleal (informalidade, contrabando, pirataria).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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