Desafios a serem superados “O tamanho da melhora não é suficiente para o tamanho das dificuldades que temos de enfrentar”, avalia a economista Tânia Bacelar.
“O governo, quando entra na economia, não gera renda; ele apropria a renda que a economia gera. Quando dizemos que o governo paga, alguém está pagando pelo governo, e geralmente são os que têm menos poder de pressão no governo que pagam”. A ponderação é da economista Tânia Bacelar de Araújo, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, na última quinta-feira, quando esteve na Unisinos, participando do XV Simpósio Internacional IHU. Alimento e Nutrição no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Interferências como essa, acompanhadas de complicadores externos e internos, geraram a “espiral em que estamos há duas décadas”, com uma elevada dívida pública, pontua. A solução para resolver essa questão, contudo, não consiste na manutenção de um estado mínimo, mas, sim, em “reequilibrar a conta do governo. E isso deve ser feito a médio prazo, porque não dá para fazer isso no curto prazo”, assegura. Apesar de a resposta parecer simples, “esse é um grande problema”, diz Tânia Bacelar de Araújo, na entrevista a seguir.
Na avaliação da economista, os impactos da dívida pública são sentidos em todas as áreas sociais, “porque o governo fecha no vermelho e precisa se financiar. Para isso, ele emite títulos para quem tem dinheiro financiá-lo e paga uma taxa de juros muito alta a essas pessoas”. Por isso, acentua, há cortes na saúde, na educação, nos investimentos, “porque não dá para cortar a parte do investidor, já que o governo depende dele para continuar se financiando”.
Apesar das conquistas sociais dos últimos anos, Tânia também identifica um mal-estar na sociedade brasileira, o qual emergiu nas manifestações de junho do ano passado. Essa insatisfação está relacionada com a “herança de desigualdades” do país e com o fato de o Brasil não ter superado esse passado. “Quando as pessoas melhoram de condição de vida, elas querem mais. É uma condição da natureza humana querer melhorar. E como se teve uma melhora, se viu que é possível melhorar, e isso estimula cobrar mais”, assinala.
Tânia Bacelar possui graduação em Ciências Sociais pela Faculdade Frassinetti do Recife, graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Pernambuco, diploma de Estudos Aprofundados – D.E.A. pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne e doutorado em Economia Pública, Planejamento e Organização do Espaço pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne. Exerceu vários cargos públicos e atualmente é professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco, sendo também sócia da Consultoria Econômica e Planejamento – CEPLAN.
Que momento o Brasil vive em relação à economia? Qual seu diagnóstico de como o governo Dilma tem conduzido a economia do país?
Tânia Bacelar de Araújo – O Brasil vive um momento de dificuldades. O contexto em que a presidente Dilma assumiu a presidência é diferente do contexto em que o presidente Lula governou. É o mesmo partido que domina o governo, é a mesma coligação política, mas o contexto em que eles assumiram é muito diferente. Foi muito mais favorável no governo Lula e menos favorável no governo Dilma. O elemento de definição disso é a crise de 2008, que foi se aprofundando e a partir de 2010 a economia brasileira sentiu mais os impactos da crise mundial. A presidente também cometeu alguns equívocos e estamos pagando um preço por isso.
Quais equívocos?
Tânia Bacelar – Por exemplo, ter baixado a taxa de juros, que é uma coisa que Lula não fez, mas ela fez. O caso é que ela fez sozinha.
Ela não teve apoio? Não deveria ter baixado a taxa de juros?
Tânia Bacelar de Araújo – Poderia, mas a conjuntura em que isso aconteceu era mais adversa e ela preparou pouco, politicamente, essa atitude para o tamanho da ousadia que iria patrocinar.
Aí ela teve de recuar e perdeu a batalha, tendo que voltar as taxas de juros a um patamar muito elevado, e esse é um dos problemas da economia brasileira. Como o governo brasileiro é deficitário, ele depende de financiamento, através da emissão de títulos, para poder fechar as suas contas. O tamanho da dívida pública brasileira é muito alto, e como a taxa de juro também é muito alta, quanto mais se eleva a taxa de juros, mais o governo paga de rendimentos a quem empresta dinheiro a ele. Então, é bom para quem tem excedente financeiro e péssimo para a maioria da população e para o país no seu conjunto. O Brasil não conseguiu sair dessa situação.
Nesse sentido, são mais os fatores externos ou internos que determinam a situação econômica do Brasil atualmente? À época do governo Lula havia bastante expectativa de crescimento no longo prazo por conta do crescimento do PIB de 7%, mas, por outro lado, havia algumas críticas no sentido de que esse crescimento era causado por conta da situação externa e não interna. Além da crise internacional e da dívida pública brasileira, quais são os outros fatores que fazem com que o Brasil se encontre nessa situação econômica?
Tânia Bacelar de Araújo – O contexto externo teve uma força grande, mas a presidente Dilma entrou no governo em 2011 com o “freio na mão”, pressionada por fazer o ajuste das contas públicas. Teve, portanto, nesse sentido, problemas internos, e não somente problemas externos.
Também tem a força de alguns setores dentro do país; não é só o governo. A força da indústria automobilística, por exemplo, tem um peso muito grande na economia, então, tanto Lula quanto Dilma deram subsídio para as pessoas comprarem mais carros. Essa medida é boa no curto prazo, porque gera emprego, mas é ruim no longo prazo, porque vai na contramão das tendências do século XXI e está criando um problema de mobilidade.
A senhora também identifica um cenário de desindustrialização?
Tânia Bacelar de Araújo – Identifico uma situação de crise, mas não diria que é desindustrialização. Há um problema de competitividade industrial brasileira, que foi onde o Estado fez a principal aposta no século XX, mas não localizo esse problema no período recente. Essa dificuldade se coloca com muita força na década de 1990, quando o governo Collor iniciou uma abertura comercial muito rápida. A indústria brasileira era protegida e ele quis desprotegê-la e fez isso muito depressa ao baixar as taxas de importação rapidamente. Isso gerou um choque interno negativo, porque várias das cadeias produtivas industriais brasileiras perderam a competição para outros países, ou seja, o Brasil perdeu mercado interno pelos competidores externos. Esse processo veio se aprofundando na década inicial do século XXI.
Trata-se, portanto, de um processo que já tem duas décadas. Hoje o Brasil perde espaço para a China, por exemplo, com muita força, em vários segmentos em que a indústria brasileira já ocupou esse mercado.
A renda melhorou, o consumo por bens industriais aumentou e o Brasil cedeu seu mercado à produção externa, perdendo imposto, emprego e mercado externo também. Então, o Brasil tem, sim, um problema a enfrentar na indústria. A discussão é como se enfrenta esse problema. Há um choque de produtividade que precisa ser dado. A indústria brasileira precisa investir mais em inovação, porque os mercados que estão ganhando do mercado brasileiro fizeram isso.
Então, o baixo índice de expressividade da indústria, indicado este ano, é consequência de políticas dos anos 1990?
Tânia Bacelar de Araújo – É o desdobramento do que vivemos nos anos 1990, mas com problemas adicionais: a crise reduziu o mercado mundial. E aí os competidores vieram para o Brasil, porque enquanto havia crise no exterior, o país estava crescendo. O Brasil se tornou atrativo para os países mais competidores que tinham como vir para cá; com isso nós perdemos espaço.
Em relação à política de crédito para movimentar o consumo interno brasileiro, o governo apostou demais nessa medida ou esteve atento à hora de reduzi-la?
Tânia Bacelar de Araújo – Não, porque o Brasil tem uma renda média muito baixa. O que Lula fez foi aumentá-la um pouquinho. Para ampliar o consumo, tem de juntar renda com crédito, e foi isso que Lula fez. Os limites de endividamento não são tão altos no Brasil e, portanto, ainda há limite de endividamento. A taxa de inadimplência também não é absurda, o que significa que as pessoas tiveram juízo e não comprometeram totalmente a sua renda. A ampliação do crédito em tão curto prazo deu chance para as pessoas adquirirem bens aos quais elas não teriam acesso se não fosse o sistema de crédito. Isso melhorou as condições de vida de muita gente. Nós que somos mulheres sabemos qual é a diferença entre ter e não ter uma máquina de lavar roupa.
Em que áreas é possível sentir as implicações da dívida pública?
Tânia Bacelar de Araújo – Em todas as áreas, porque o governo fecha no vermelho e precisa se financiar. Para isso, ele emite títulos para quem tem dinheiro financiá-lo e paga uma taxa de juros muito alta a essas pessoas. Então, isso gera uma renda adicional para os que são superavitários e podem emprestar ao governo. Essa situação, hoje — e desde os anos 1980 —, leva à maior parte do gasto do governo. Aí, o que o governo faz? Corta na outra parte.Então, cada vez que o pessoal que aplica cobra ajuste do governo, está cobrando que ele corte gastos na saúde, na educação, nos investimentos, porque não dá para cortar a parte do investidor, já que o governo depende dele para continuar se financiando.Todos os segmentos sofrem com isso, porque a sociedade carrega essa dívida. O governo é um ente que, quando entra na economia, não gera renda; ele apropria a renda que a economia gera. Quando dizemos que o governo paga, alguém está pagando pelo governo, e geralmente são os que têm menos poder de pressão no governo que pagam.
A alternativa é Estado mínimo na economia, como propõem os neoliberais? Ou o Estado deve atuar de que forma?
Tânia Bacelar de Araújo – Não. Proponho reequilibrar as contas do governo. E isso deve ser feito a médio prazo, pois não dá para fazer isso no curto prazo. Esse é um grande problema, porque, por exemplo, em relação à dívida externa, os mais radicais propõem moratória, mas quando se faz moratória da dívida externa, estoura lá fora. Quando se propõe moratória da dívida interna, estoura na nossa “cabeça”. Então, nenhuma solução radical pode ser dada.
Tem de ter uma solução construída ao longo do tempo. E uma peça chave nesse processo é a taxa de juro mais baixa, porque a taxa de juro muito alta recria a dívida só para pagar os juros, e ficamos nessa espiral em que estamos há duas décadas. Isso precisa ter um escalonamento no tempo. Já melhorou, porque a dívida já foi muito mais alta do que é hoje, mas ainda é muito pesada. Tanto que, quando olhamos o orçamento da União, percebemos que o seu principal gasto continua sendo de despesas com o pagamento da dívida pública. Aí o país precisa de recursos para investir na agricultura familiar, na educação, na saúde, e esse dinheiro disputa com o outro, porque é o mesmo caixa.
E como a senhora vê, diante desse quadro, a nova estratégia do governo Dilma, de liberar a entrada de mais capital financeiro no país com a justificativa de investir no desenvolvimento?
Tânia Bacelar de Araújo – O dinheiro externo não resolve isso, porque ele se alimenta desses títulos. Então, além de pagar os ricos do Brasil, ainda pagamos os ricos do exterior, e transfere-se mais renda para o exterior. Há dois tipos de dinheiro externo que entram no Brasil: o de curto prazo, que vai para os títulos do governo, e os que entram para investir na economia e ficar no país. O Brasil tem atraído bastante capital externo, mas isso não resolve o problema dele no sentido das contas a serem pagas pelo governo. Resolve no sentido de ampliar e melhorar a economia, gerando emprego, mas, também, por outro lado, desnacionalizando as empresas, que é outro problema.
É possível conciliar desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e sustentabilidade? Como avalia, nesse sentido, as ações do governo brasileiro, levando em conta essas três questões?
Tânia Bacelar de Araújo – É mais fácil trabalhar só com um lado da questão e dizer, por exemplo, que se a economia cresce, se resolve o problema social. O Brasil já foi um exemplo de economia crescendo muito, com cada vez mais agravamento do problema social. Com isso, aprendemos que essa proposta não era viável, que deveríamos cuidar também da questão social e ter políticas públicas para investir também no social. Essa medida ajudou a melhorar o quadro social brasileiro. Por outro lado, combinar a economia com o ambiental é uma tarefa importante, porque precisamos utilizar a natureza, mas depende da forma como a utilizamos.
Como a sociedade precisa sanar as suas necessidades, ela precisa utilizar a natureza, mas a questão é como se utiliza a natureza. Uma variável estratégica é o padrão tecnológico. Então, pode-se precisar explorar uma floresta e passar uma motosserra embaixo e cortar todas as árvores de uma vez só: as maduras e as que estão ainda se desenvolvendo. Mas pode-se aproveitar a mesma floresta com corte seletivo, identificando quais são as árvores maduras, tendo mais trabalho para cortar somente essas.
Mas na visão de médio e longo prazo há um ganho com isso, porque não se destruíram as árvores que estavam nascendo, as quais serão usadas quando estiverem maduras. Então, a tecnologia do corte seletivo resolveu o seu problema.
Chico Pedro
17 de maio de 2014 5:47 pmEla vale uns quinze Delfins
Ela vale uns quinze Delfins facilmente. Isso é economista com e maiúsculo, que explica, insere o fator tempo e o conjuntural, tem proposta clara.
Enfim, tão boa que não serve. Ainda por cima mora distante demais de São Paulo e do Rio.
Detalhe: o Wilson Cano – outro que é ótimo e também não serve – já havia dito na época do ufanismo alucinado: enquanto a cigarrinha tola canta e dança as formiguinhas asiáticas trabalham.
O inverno chegou…
Tolinho
18 de maio de 2014 8:53 amDelfim e turma não apenas fez
Delfim e turma não apenas fez o bolo crescer como jamais de viu neste país, como ainda ajudaram no florescimento da nova esquerda, menos corrupta e mais amante do povo, que iria dividir socialmente isso. Quem você acha que ajudou Lula a fazer com que a maior crise da história da humanidade chegasse só uma marolinha no Brasil?
Nem nem
17 de maio de 2014 6:20 pmLula já pagou todas nossas
Lula já pagou todas nossas dívidas, E o bom depois que se livra de dívida e puder fazer mais
valter r vidal
17 de maio de 2014 9:14 pmadorador de partido
mais um adorador de partido politico, meu caro nem nem, politico não produz nada, pelo contrario, quem paga conta é produz alguma coisa, va se informar , so assim essa país vai mudar, quando acabar os desinformados ou fanaticos como vc!!!!!
Alexandre Weber - Santos -SP
17 de maio de 2014 6:36 pmEstrangeiros não sabem nem metade da missa
Economista dinamarquês ‘detona’ o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos
Publicado por Goias Renováveis – 1 dia atrás
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SÃO PAULO – O economista-chefe e CIO (Chief Investment Officer) do Saxo Bank na Dinamarca, Steen Jakobsen, afirmou que o Brasil vive uma das piores situações políticas possíveis e que o cenário macroeconômico do país está preocupante. “A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei. E eu visito 35 países por ano”, disse durante o evento ‘Criando Sucesso Operando em Mercados Globais’, na última terça-feira (06).
Segundo ele, essa atual situação é culpa do governo Dilma, que resolveu adotar um modelo experimental que “é uma verdadeira festa” e, desde o começo, estava fadado ao fracasso. “O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês, brasileiros, que votam errado e colocam eles lá. A atual presidente, por exemplo, não sabe o que quer e está completamente perdida” , disse Jakobsen. “Além disso, o Banco Central também está perdido e os conflitos aumentam a cada dia. A falta de reformas e as decisões políticas fora do tom deixaram a situação insustentável”, completou.
Para o especialista, se as pessoas votarem certo, as coisas irão melhorar em 2015, mas 2014 será mais um ano difícil, afinal, o governo não irá conseguir segurar a inflação, que irá ultrapassar o teto da meta, e nem fazer o país crescer. “O PIB brasileiro crescerá menos que 1% em 2014”, afirmou.
Só uma crise de verdade pode nos salvar
Se a atual presidente não for reeleita, vai ser bom para a economia, mas, de acordo com Jakobsen, talvez uma vitória da Dilma seja até positivo, pois “o Brasil precisa de uma crise de verdade, com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito. E com ela isso irá ocorrer” . “A ruptura irá ocorrer nas eleições e essa será a oportunidade de o país mudar”, disse.
No entanto, o especialista ainda ponderou que talvez nem essa seja a solução, afinal, segundo ele, apesar de a única forma de conseguir mudanças seja por meio do fracasso, “o Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
Onde investir em meio ao caos?
Assim, em meio a todo o caos que o Brasil está vivendo, com intensa volatilidade, crescimento baixo, inflação nas alturas e uma das maiores taxas de juros do mundo, é importante saber onde investir seu dinheiro, afinal, a aversão a risco tomou conta dos mercados brasileiros há muito tempo, visto que a bolsa de valores só anda de lado.
O economista-chefe indicou aos brasileiros, como melhor opção de investimento no momento, a renda fixa, em especial, os títulos públicos do Tesouro Direto. “O brasileiro precisa aproveitar essa taxa de juros altíssima, afinal, pelo menos para alguma coisa ela tem que servir. Por isso, os investidores devem entrar forte em renda fixa e, ao mesmo tempo, ficar bem longe do mercado de equities, afinal, na atual conjuntura ele está muito perigoso” , alertou. “Depois das eleições, se tudo der certo, os brasileiros podem voltar a pensar em bolsa de valores”, completou.
Copa do Mundo
Por fim, Jakobsen afirmou que sediar a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 foi a pior coisa que o Brasil poderia ter decidido (ou se proposto a) fazer. “O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes, está indo para coisas inúteis. O Brasil só estará pronto para receber uma Copa do Mundo em 20 ou 30 anos”, finalizou o dinamarquês.
Fonte: Uol Economia
Link: http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2014/05/07/economista-dinamarques-detonaobrasilein…
Vitor Carvalho
17 de maio de 2014 7:57 pmBom esta a economia da Uniao
Bom esta a economia da Uniao Europeia…. Abaixo do PIB q atingiu em 5% em 2007 com Alemanha e tudo. Resumindo: uma belezura q da inveja ao tiozinho do filme Saw, afinal de contas nao e todo dia q vc pode estourar um sistema (como o pessoal banqueiro do tiozinho ai), atolar o estado de divida pra pagar a conta deste tipo pra sair bem na foto, criar a contradicao economica maxima chamada austeridade progressiva, deturpar o papel soberano dos estados europeus, colocar milhoes na miseria e destruir o futuro de milhoes de jovens preparadissimos para produzir, e ainda aparecer para um monte de idiota reproduzir a sua pregacao ao sofrimento alheio. Como disse o economista Australiano Steve Keen: o vaticano e o que sobrou de governo progressivo economicamente na Europa.
valter r vidal
17 de maio de 2014 7:30 pmbrasil…….
O estado brasileiro é um monstrengo preguiçoso,corrupto e incompetente, um fardo pesado que carregamos nas costas sem que nos traga nenhum beneficio, apenas os adoradores de siglas politicas (PT, PSDB…….) não querem enxergar a triste realidade deste país, desejo que Dilma ou Lula ganhem esta eleição para que eles colham o resultado de toda a incompetencia, cinismo, falta de coragem e corrupção que grassa neste país, corrupção essa que não começou com eles, mas esses dois não moveram uma palha de forma efetiva para mudar essa prática no país. No próximo mandato presidencial vai começar chegar a conta e desejo que quem assinou os cheques nos 12 anos anteriores receba a fatura e assumam o que fizeram.
DUDE
17 de maio de 2014 8:59 pmNão, sim, muito pelo contrário. Pode ser, não pode. Talvez….
Tentei entender, mas resumindo achei u m não! E ainda muito pelo contrário. Pode ser, não pode não. Talvez….
Resumindo: disse, mas não mostrou, porque a dívida líquida brasileira interna em relação ao PIB é uma das menores que já tivemos em toda a nossa história, por volta de 25%.
E a dívida externa pública é de 80 bilhões de dólares ( União) e 20 bilhões de dólares para os estados e municípios. Pífia, em relação às nossas reservas no valor de 370 bilhões de dólares.
O crédito brasileiro está muito bem conduzido pelo Banco Central, pois se pode atestar com a baixa inadimplência, o que demonstra o excelente controle da dívida interna.
As contas não fecham porque estamos atravessando um período muito difícil no mundo todo. Os mercados externos estão em liquidação e vendem por preço baixo, para manter o que resta da economia em baixa que lhe resta, desde a crise de 2008. Pelo mesmo fato, deixamos de vender ao exterior, embora ainda os países europeus, asiáticos e os EEUU ainda dependem de nossoas produtos primários, náxime alimentos. Com o declinar da crise no exterior, iremos novamente surfar, pois nosso País é rico. Veja a projeção extraordinária que daqui a alguns anos a Petrobrás terá. Sou otimista neste particular. Não podemos ver o agora, mas há um futuro maravilhoso que nos descortina, queiram ou não os analistas.
A única censura é o aumento dos juros exageradamente, fruto da pressão dos rentistas. Na verdade, a dívida externa das empresas brasileiras é muito grande: 200 bilhões de dólares e é o que está influindo, bastante, na manutenção do valor do dólar. Se ele subir muito, não me assusta a inflação, assusta-me, com certeza, uma eventual quebradeira destas empresas, inclusive bancos que emprestaram no exterior a juros baixíssimos. A fora isto, pode ver no site do BC, há também dívidas de filiais de multinacionais com suas sedes no estrangeiro, no valor de 100 bilhões de dólares. Todas estão dependentes do valor do dólar. Se este subir demais, sai debaixo….
Só no espaço de tempo de seis a oito meses, o dólar valorizou 10% a 12%, o que equivale a 20 a 24 bilhões de dólares, ou 42 ou 50 bilhões de reais aproximadamente, de prejuízos para as empresas que devem para o exterior. O mesmo se diga para as filiais das multinacionais, com cerca de 10 bilhões de dólares. Os juros buscam segurar o valor do dólar, com a desculpa da inflação, mas com certeza tem em mira evitar uma grave crise nas empresas privadas brasileiras e as filiais das multis em nosso País.
valter r vidal
18 de maio de 2014 11:04 ammentira
Vamos ser mais honestos nas colocações que são postadas aqui dude, vc disse que:
“A única censura é o aumento dos juros exageradamente, fruto da pressão dos rentistas. Na verdade, a dívida externa das empresas brasileiras é muito grande: 200 bilhões de dólares e é o que está influindo, bastante, na manutenção do valor do dólar. Se ele subir muito, não me assusta a inflação, assusta-me, com certeza, uma eventual quebradeira destas empresas, inclusive bancos que emprestaram no exterior a juros baixíssimos. A fora isto, pode ver no site do BC, há também dívidas de filiais de multinacionais com suas sedes no estrangeiro, no valor de 100 bilhões de dólares. Todas estão dependentes do valor do dólar. Se este subir demais, sai debaixo….”
Eu discordo totalmente de vc dude pois as empresas ja estavam adaptadas a um cambio anterior de 2.40 e vc vem dizer que o governo esta deixando o real apreciar de novo por preocupação com nossoas empresas? rsrs Deixe de cinismo caro dude, esse governo quer continuar segurando a inflação com o real apreciando como vem fazendo nos ultimos 20 anos(fhc, lula e dilma), esse governo não tem nem nunca teve um plano de futuro de país, esse governo so faz remendos de ultima hora, esse governo vai continuar deixando nosso cambio apreciado pois não tem coragem de fazer o que precisa ser feito, este governo continua vendendo nosso futuro muito barato para alongar um pouco mais este teatro que ai está. Somente os ingenuos ou os de ma fé continuam insistindo neste teatro com final melancolico para nosso país, não sei em qual destas duas opções vc se enquadra.
valter r vidal
18 de maio de 2014 11:15 ammentira 2
vc disse dude que :
“”A única censura é o aumento dos juros exageradamente, fruto da pressão dos rentistas”
A verdade é que os juros aumentam porque o governo gasta muito mais de que arrecada, o juros aumentam porque o governo se ve desmoralizado e nu aos olhos do mercado com tanta corrupção e incompetencia, então o governo precisa oferecer mais ao mercado financeiro para o show não parar tão cedo, o teatro precisa continuar, um país que tem um governo que não proteje e motiva quem produz neste país nunca vai ser grande , o todos os governos deste país somente espoliam a quem trabalha serio.
A verdade os juros aumentam por unica e exclusivamente culpa da incompetençia e falta de coragem deste governo e anteriores tbm, pare de colocar nos outros a culpa da incompetencia da sua adora sigla politica. PT saudações
Genaro
17 de maio de 2014 10:15 pmPura falácia Neoliberal,
Pura falácia Neoliberal, Nassif
Temos a infelicidade de termos passado por uma experiência neoliberal nos anos fhc. Sobrava dinheiro vindo das “privatizações” e o governo, que deu ilimitado poder para o mercado, não reduziu a dívida pública, muito pelo contrário. E os índicativos sociais caiam a padrão baixíssimos, piorando ano a ano.
Penso que autora deve ter vivido aquele triste momento de governo não intervencionista,da história do Brasi. Será que ela se lembra ainda?
Nos últimos 13 anos com os governos “intervencionistas” os índices sociais nunca cresceram tanto e de forma contínua, a dívida pública está sob controle. e não cheira e nem fede.
Penso que a autora ainda vive hoje no Brasil, será que honestamente ela não reconhece a diferença brutal entre as duas épocas?, se não reconhece é má fé.
Viva nossos governos “intervencionistas”, Continuem assim até que está elite safada e inconformada enfiem a viola no saco.
Pela minha avaliação isto vai demorár´no mínimo mais 12 anos. Mais quatro anos da Dilma e depois mais 8 do Lula.
sds
Genaro
drigoeira
18 de maio de 2014 12:42 amO governo é gordo porque???
Porque possui 1/5 de servidores que não fazem nada, são oriundos da época da ditadura militar e do governo Collor e FHC que usando o trenzinho da alegria efetivou vários servidores sem concurso público. E que agora as prefeituras, governos e união não conseguem fazer que trabalhem nem consegue demitir porque o MP não deixa. E se demitir servidor que não faz nada é acusado de improbidade administrativa.
No governo de minas existem 100.000 servidores nesta situação que o governo neoliberal insiste em efetivar bor baixo da porta.