5 de junho de 2026

PT vai evitar críticas “duras” aos tucanos no reduto de Aécio Neves

“Não faremos oposição frontal”, diz Pimentel

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O PT vai evitar críticas mais duras ao PSDB na campanha deste ano ao governo de Minas Gerais. É o que afirma o pré-candidato petista, Fernando Pimentel, que pela primeira vez põe seu partido num cenário em que aparece com chances reais de vitória no Estado.

Minas é governada por tucanos desde 2003 e é a base eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB), principal candidato de oposição na disputa presidencial. Aécio foi eleito e reeleito governador do Estado e fez seu sucessor, Antonio Anastasia (PSDB). Em abril, Anastasia renunciou para poder se candidatar ao Senado. Desde então, o PP, aliado no Estado ao grupo de Aécio, comanda Minas.

“Não vamos fazer críticas, entrar chutando o balde”, disse Pimentel em entrevista ao Valor PRO em um restaurante de Belo Horizonte na tarde da terça-feira. “Não é preciso fazer uma campanha de oposição frontal.”

O petista diz que tentará trazer para seu lado eleitores que hoje aprovam o governo construído pelo PSDB. E diz que não quer passar a imagem de que um eventual governo petista representará uma guinada.

“Não estou preocupado em marcar diferença com ninguém. E não vamos interromper qualquer experiência que tenha sido adotada e que tenha se mostrado vitoriosa, benéfica para o Estado”, disse ele ao ser perguntado se planeja uma inflexão.

É um discurso que deixa o eleitor no Estado à vontade para repetir um comportamento que adotou nas eleições de 2002, 2006 e 2010. Nas duas primeiras, a maioria dos mineiros votou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente e em Aécio para governador; depois a maioria votou em Dilma Rousseff, que tenta a reeleição este ano, e em Anastasia. As combinações ganharam apelidos de chapas “Lulécio” e “Dilmasia”.

Quais as chances de uma chapa “Aementel” ou “Pimentelcio” este ano? Pimentel ri e sinaliza que vê esse cenário como plausível.

“Tem gente que fala isso de vez em quando. Mas isso, se surgir, surgirá do eleitor. Da nossa parte não vai surgir, tampouco da parte dos tucanos. Ninguém vai fazer campanha nessa direção”, diz. Sua tese é que o mineiro é um eleitor arguto. “Ele não abraça a análise que o partido A, B ou C faz para ele. Ele faz a análise dele e isso pode reservar alguma surpresa desse tipo.”

No PT mineiro, críticos mais contundentes do PSDB, chamam Pimentel de o mais tucano dos petistas. Em 2008, ele – então prefeito de Belo Horizonte – e Aécio – então governador de Minas – se alinharam para lançar Marcio Lacerda (PSB) à prefeitura. Lacerda venceu. Em 2012, nas eleições municipais, Pimentel insistiu, contra uma ala numerosa do PT, que o partido devia abrir mão de candidatura e apoiar, ao lado dos tucanos, a candidatura de Lacerda. O PT acabou lançando Patrus Ananias; Pimentel ficou mal visto entre correligionários e Lacerda foi reeleito de mãos dadas com Aécio.

Mas agora Pimentel tem o partido unido em torno de sua campanha. Ele é o favorito segundo todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora em Minas. A última, da MDA, divulgada em outubro, dava a ele de 39,7% a 42,2% (sem considerar o cenário que incluía Lacerda, que, no mês passado, disse que não disputaria o governo). Pesquisas internas continuam mostrando, segundo o PT, resultados bastante positivos.

Pimentel caminha para ter em sua chapa dois peemedebistas: o ex-ministro da Agricultura Antonio Andrade, como vice, e como candidato ao Senado, o empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas, e filho de José Alencar (morto em 2012), que foi vice de Lula. Ontem, Pimentel e Andrade e Josué estiveram num encontro do PCdoB em Belo Horizonte. O PT conta que formará aliança com PMDB, PRB, PCdoB Pros.

O candidato que rivalizará com o petista é Pimenta da Veiga, do PSDB, que, nas pesquisas de outubro, oscilava, dependendo dos cenários, de 11,4% a 12,7%. Os tucanos põem fé que a campanha de Aécio puxe votos para Pimenta. Pimentel relativiza e diz que se o candidato a presidente exercesse mesmo essa influência nos Estados, o PT teria eleito governadores em Minas nas últimas três eleições.

Veiga foi ministro das Comunicações do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002) e desde então estava fora da vida partidária.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Dilma até o início do ano, Pimentel já fez 12 viagens por Minas desde que deixou a Esplanada para, segundo diz, ouvir demandas e sugestões que o ajudarão o programa de governo. Ele afirma já ter pronta a ideia central de sua estratégia de campanha. “Vamos trazer os mineiros para a reflexão com um programa de governo fruto de audiências, caravanas”, diz “A campanha vai ter esse condão: eu não quero que mude nada em Minas Gerais ou será que não está tão bom assim?”

O ex-ministro sobe no muro quando perguntado se o fato de ter sido ministro de Dilma – cuja aprovação está em queda – é vantagem ou desvantagem para ele na disputa em Minas. “Não acho que seja nem uma coisa nem outra. É um dado. Para os que já rejeitam o PT, esse é mais um elemento contra sua campanha. E vice-versa”, diz. E acrescenta: “Mas eu acho não existe essa indução. Não acho que isso pese tanto não.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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9 Comentários
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  1. eduardo souto jorge

    17 de maio de 2014 4:56 pm

    Assim, temos chances reais de

    Assim, temos chances reais de ganhar em SP, RJ e MG. Com a reeleicao da DIlma , seria o fim do PSDB como segunda forca eleitoral no Brasil. 

  2. Bruce Guimarães

    17 de maio de 2014 5:22 pm

    Vai tomar uma surra!!!

     

    Se depender do Pimentel para ganhar eleição em Minas Gerais pode esquecer, ele é muito fraco para o embate político, mais uma vez a turma do Aécio leva essa. O PT mineiro acabou depois daquela bobeira que o Pimentel fez em apoiar o Lacerda junto com Aécio, ali o Aécio saiu atropelando.

  3. Quer perder?

    17 de maio de 2014 5:42 pm

    Em reduto petista nem precisa

    Em reduto petista nem precisa aparecer, já é petista. O caso é  em reduto dos outros, tem que ser duro, só se mostrar coisas escatolóigcas, como FHC ter deixado na pobreza milhões que vivia de alugar telefone, para mudar a cabeça desses.

  4. lenita

    17 de maio de 2014 6:00 pm

    Pois eu critico e critico

    Pois eu critico e critico mesmo ! Aqui na min ha cidade, só ficamos sabendo do que acontece em MG e se acontece mesmo (?) em época de eleição. É uma propaganda atrás da outra em todos os canais de TV e rádio. Até a Assembleia Legislativa está fazendo propaganda !!!! Pode uma coisa dessas? Imagina que cidades pequenas de um pouco mais de 10 mil habitantes tb estão fazendo o mesmo ! É uma senvergonhice total. E a dengue correndo solta (graças a Deus e ao prefeito nossa cidade, não teve casos autóctenes), mas cidades próximas estão tendo muito. E nada de sair o presídio prometido pelo Aécio qdo era governador. E um cadeião para 80 presos tem 300 – diminuiu um pouco pq alguns foram enviados p/ outros municípios.  Os médicos da Máfia dos transplantes foram todos considerados inocentíssimos pelo CRM e CFM de MG, pois são ligados ao partido do governador. Os antigos CORONÉIS nordestinos (não falo mentiras) estão descendo para o Sudeste  Maravilha. Mas o Ney Matogrosso não sabe nada disto.

  5. ROSALVO

    17 de maio de 2014 6:23 pm

    Sou professor da rede

    Sou professor da rede municipal em BH e vejo a dificuldade dos alunos no final do fundamental, especialmente da periferia, encontrarem vagas nas escolas do ensino médio( precisam de duas conduções). Espero que o Pimentel mostre isso na campanha.

  6. Márcio Cubiak

    17 de maio de 2014 6:35 pm

    Difícil

    Escolha entre uma Pimenta ou o Pimentel.

     

  7. renato lopes goulart

    17 de maio de 2014 7:52 pm

    pimentel sempre foi um quinta coluna

    Tem que bater e bater forte no PSDB em Minas e em São Paulo foram governos horriveis, essa conversa de Pimentel é coisa de quinta coluna, de gente que quer estar com um pé em cada lado, lamentavelmente, é um Suplicy mineiro.

  8. Ivan de Union

    17 de maio de 2014 9:46 pm

    “O PT vai evitar críticas

    “O PT vai evitar críticas mais duras ao PSDB na campanha”:

    Criticas duras com bundas moles ate que eh bom.  Nao, digo, ruim.  Nao, digo bom.  Nao, dig…

    Tou confuso!

  9. André LB

    18 de maio de 2014 12:04 am

      Não voto em Minas, mas acho

      Não voto em Minas, mas acho inacreditável que a essa altura do campeonato ainda haja gente dentro do PT defendendo esse (falso) bom-mocismo. Inacreditável.

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