5 de junho de 2026

Vítimas de acidente em Vinhedo morreram de politraumatismo, conclui IML

Aeronave despencou de 4 mil metros, e a violência do choque foi fatal; corpos também apresentaram queimaduras e carbonização
Crédito: SSP-SP

A Polícia-Técnico Científica de São Paulo informou, nesta segunda-feira (12), que as 62 vítimas da queda do avião em Vinhedo, em São Paulo, morreram de politraumatismo em decorrência da queda. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Vladimir Alves dos Reis, existe uma certeza científica sobre a causa da morte, uma vez que a aeronave despencou de uma altura de 4 mil metros. As vítimas morreram, então, devido ao impacto da queda.

Algumas vítimas sofreram queimaduras e até carbonização, porém, ambas foram secundárias ao politraumatismo. 

Até o momento, 27 dos 62 corpos já foram identificados. Doze deles já foram liberados para a família, entre eles o do piloto Danilo Santos Romano, enterrado nesta segunda, na Zona Leste de São Paulo. 

Identificação

Também nesta segunda, o trabalho de remoção dos itens pessoais das vítimas no local do acidente teve de ser interrompido. Novos restos mortais foram encontrados em meio aos destroços e os peritos da Polícia Científica terão de voltar ao local para removê-los. 

Entre as prováveis causas do acidente estaria o acúmulo de gelo na estrutura do avião ATR-72, que aumenta o atrito da aeronave com o ar, altera a direção e a velocidade com que o ar passa e faz com que a aeronave perca velocidade e sustentação. 

Assim, os modelos ATR-72 precisam de uma  resposta rápida. Além da redução na altitude, a aeronave precisa ter um sistema anticongelamento. 

Nesta segunda-feira, o comandante Ruy Guardiola, ex-funcionário da VoePass, revelou que a equipe de manutenção da companhia usou um palito de fósforo para consertar o botão que aciona o sistema antigelo de uma das aeronaves.

Foi revelado ainda que o avião que caiu em Vinhedo teve um dano estrutural em março deste ano, de acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira. 

A aeronave chegou a ficar alguns meses parada e foi colocada novamente em atividade no início de julho. 

Este é o maior acidente aéreo desde 2007, quando 187 pessoas morreram depois que uma aeronave da TAM colidiu com o prédio da empresa, em São Paulo. 

A Força Aérea Brasileira (FAB) colocou à disposição a aeronave KC-390, um cargueiro, para levar os corpos das vítimas de São Paulo para o Paraná.

Lista de passageiros

Adriana Santos

Adriano Daluca Bueno

Adrielle Costa

Alipio Santos Neto

Ana Caroline Redivo

Andre Michel

Antonio Deoclides Zini Junior

Arianne Risso

Constantino Thé Maia

Daniela Schulz Fodra

Denilda Acordi

Deonir Secco

Diogo Avila

Edilson Hobold

Eliane Andrade Freire

Gracinda Marina Castelo da Silva

Hadassa Maria da Silva

Hiales Carpine Fodra

Isabella Santana Pozzuoli

Jose Carlos Copetti

José Cloves Arruda

José Roberto Leonel Ferreira

Josgleidys Gonzalez

Joslan Perez

Kharine Gavlik Pessoa Zini

Laiana Vasatta

Leonardo Henrique da Silva

Liz Ibba Do Santos

Lucas Felipe Costa Camargo

Luciani Cavalcanti

Luciano Trindade Alves

Maria Auxiliadora Vaz De Arruda

Maria Parra

Maria Valdete Bartnik

Mariana Belim

Mauro Bedin

Mauro Sguarizi

Miguel Arcanjo Rodrigues Junior

Nelvio José Hubner

Paulo Alves

Pedro Gusson do Nascimento

Rafael Alves

Rafael Fernando dos Santos

Raphael Bohne

Raquel Ribeiro Moreira

Regiclaudio Freitas

Renato Bartnik

Renato Lima

Ronaldo Cavaliere

Rosana Santos Xavier

Rosangela Maria De Oliveira

Rosangela Souza

Sarah Sella Langer

Silvia Cristina Osaki

Simone Mirian Rizental

Thiago Almeida Paula

Tiago Azevedo

Wlisses Oliveira

Lista de tripulantes

Danilo Santos Romano, 35 anos.

Debora Soper Avila, 28 anos

Humberto de Campos Alencar e Silva, 61 anos

Rubia Silva de Lima, 41 anos

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. ed.

    13 de agosto de 2024 12:48 am

    Gostaria de perguntar aos especialistas por que estão desprezando que a principal anormalidade observada pelos presentes na área (há até vídeo com som) foi o enorme e diferenciado BARULHO dos motores e também por que, mesmo sem uma provável perda de sustentação por gelo, o avião parou no ar como uma “folha” e não caiu “ladeira abaixo”, uma vez que, se os motores estivessem dando EMPUXO, ele se moveria em descenso angulado (rampa) para a FRENTE e não em queda VERTICAL.

Recomendados para você

Recomendados