13 de junho de 2026

Disputa EUA-China é considerada “ameaça significativa” para setor de semicondutores

Pesquisa diz que líderes do setor de semicondutores projetam divisão da cadeia de suprimentos por conta de disputa, com vantagem para EUA
Foto de Christian Wiediger na Unsplash

Os Estados Unidos e seus aliados provavelmente vão garantir uma “posição de comando” sobre a China no futuro segmento de chips, onde duas cadeias de suprimentos deverão tomar forma, ao mesmo tempo em que a briga EUA-China em termos tecnológicos é a “ameaça mais significativa para a indústria de semicondutores”.

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A afirmação é de pesquisa elaborada pela Integrated Insights, uma empresa de consultoria para empresas de tecnologia, em parceria com a Global Semiconductor Alliance, uma organização do setor.

Em linhas gerais, a pesquisa coloca a China “contra o mundo”, enquanto os Estados Unidos e seus aliados possuem “uma posição de comando”.

De acordo com a pesquisa, mais de 70% dos entrevistados previram que Washington e Pequim seguiriam erguendo barreiras à colaboração tecnológica, e quase 80% dos entrevistados esperavam que a indústria global fosse dividida em “duas cadeias de suprimentos separadas para atender aos respectivos mercados dos EUA e da China continental”.

Ao mesmo tempo, quase 40% dos executivos pesquisados ​​disseram que planejavam concentrar seus recursos na cadeia de suprimentos alinhada aos EUA, enquanto 15% dos entrevistados disseram que priorizariam a alinhada à China.

A pesquisa destaca que até mesmo os entrevistados na China continental mostravam mais otimismo sobre as perspectivas para o ecossistema tecnológico dos Estados Unidos nas regiões do chamado Sul Global (como América Latina, Índia, Sudeste Asiático e Oriente Médio), com 84% apontando os EUA como o local mais atraente para os talentos do setor.

O estudo destacou ainda que 28% das empresas do setor de chips planejavam dividir seus negócios em cadeias de suprimentos separadas para atender aos mercados dos EUA e da China continental, enquanto 20% das empresas não estavam tomando nenhuma medida para “reduzir o risco” de suas cadeias de suprimentos.

O levantamento foi elaborado com base na pesquisa de mais de 130 líderes empresariais de semicondutores dos Estados Unidos, Europa, China continental, Taiwan e outras regiões.

As informações são do site South China Morning Post

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    17 de agosto de 2024 11:15 am

    Os EUA iam investir uma baba para criar um planta no Arizona.

    A vantagem dos EUA é que eles tem a tecnologia de como fazer.

  2. Sergio Luiz Guedes Costa

    18 de agosto de 2024 4:47 pm

    Eo campo de batalha,só interessa a vitória é vençer,vençer e vençer eu venço sergioguedes.

  3. Luis Silva

    18 de agosto de 2024 9:58 pm

    A guerra hoje é tecnológica, nem os EUA vão invadir a China ou ao contrário. No máximo uma briguinha por Taiwan ou Irã.
    Eles brigam mesmo é por dinheiro

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