Considerado um dos maiores nomes da televisão brasileira, o empresário e apresentador Silvio Santos morreu, na madrugada deste sábado (17), aos 93 anos. A informação foi confirmada pela emissora da família, o SBT, nas redes sociais.
Silvio estava internado no hospital Albert Einstein, na capital paulista, desde o início do mês. Em 18 de julho, o comunicador foi internado para se recuperar de quadro de H1N1, mas teve alta dois dias depois.
Já no início de agosto, a assessoria de imprensa da emissora afirmou que ele voltou a ser hospitalizado para passar por exames de imagem. A causa da morte não foi divulgada.
Silvio deixa seis filhas e a viúva Íris Abravanel, com quem era casado desde 1978. Por decisão da família, seu corpo não será velado e deve ser enterrado em um cemitério próprio do artista.
“Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros. A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria. Para nós, o Senor Abravanel é ainda mais especial“, diz comunicado da emissora, publicado nas redes sociais.
Mestre dos auditórios, o apresentador esteve à frente do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, que entrou no ar em 1981. O comunicador conquistou milhões de telespectadores, em especial, com o Programa Silvio Santos, que marcou o público com quadros inesquecíveis.
Trajetória
Nascido em 12 de dezembro de 1930, no Rio de Janeiro, Silvio Santos foi batizado como Senor Abravanel. Seus pais, Alberto Abravanel e Rebeca Caro, eram imigrantes de origem judia, e ele foi o mais velho de cinco irmãos.
De camelô nas ruas do Rio de Janeiro a locutor de rádio, o estudante de contabilidade chegou a servir o Exército na Escola de Paraquedistas, mas sua voz marcante o fez brilhar na comunicação brasileira ao longo dos últimos 60 anos, com passagens pelas principais emissoras do país, incluindo a rede Globo.
Como empresário nato, a rádio e a televisão foram vistas por Silvio como uma oportunidade de ampliar os seus negócios e criar sua própria rede de televisão, o SBT, que transformou o cenário da mídia no país.
Linha do tempo
Em um ato que transformou sua trajetória, Silvio assumiu em 1958 a empresa Baú da Felicidade, que era do radialista Manuel de Nóbrega. No ano seguinte, passou a fazer shows para vender os carnês da empresa.
Em 1962, o comunicador estrou nas telas, também por meio de uma parceria com da Nóbrega, no programa “Vamos Brincar de Forca”, na TV Paulista. No ano seguinte, estreou o Programa Silvio Santos, que, desde 1963, está no ar no país – inicialmente exibido na TV Globo, depois nas TVs Tupi e TVs do Rio.
Em 1981, entrou no ar o SBT, uma das várias empresas do Grupo Silvio Santos, que também inclui a Liderança Capitalização (administradora da Tele Sena), a Jequiti e outras empresas do ramo imobiliário e de hotelaria.
Já em 1989, o apresentou foi além e anunciou que seria candidato à Presidência da República, duas semanas antes do primeiro turno da eleição. A candidatura, no entanto, foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Silvio chegou a fundar um banco, o PanAmericano. Em 2010, no entanto, foi revelada uma fraude estimada em R$ 4,3 bilhões na instituição financeira, conhecida popularmente como Banco Pan. À época, o apresentador teria dito que estava prestes a perder tudo e, em meio ao escândalo, vendeu a organização ao BTG Pactual.
Manifestações
Em meio a diversas manifestações de personalidades, o presidente Lula (PT) usou suas redes sociais para lamentar a morte do comunicador e também para destacar seu legado para o Brasil. “Silvio Santos foi a maior personalidade da história da televisão brasileira, e um dos grandes comunicadores do país“, escreveu.
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