5 de junho de 2026

Bolsa não sustenta alta, e termina o dia em queda de 0,27%

Jornal GGN – A bolsa acabou perdendo o fôlego visto ao longo do dia e fechou o pregão em queda, em um dia caracterizado pela alta volatilidade e a fraca incidência de notícias no mercado doméstico.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou as operações de terça-feira em queda de 0,27%, aos 53.907 pontos e um volume negociado de R$ 5,699 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular ganhos de 4,42% no mês,  e de 4,66% no ano.

“O Ibovespa iniciou oscilante e permaneceu operando em baixa até pouco depois das 12h30min. Depois, subiu e sinalizou que poderia firmar-se acima dos 54 mil pts. Todavia, pouco antes das duas horas finais de negócios tornou a arrefecer e ficar volátil, com a pressão vendedora se acentuando na meia hora final do pregão”, dizem os analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves, do BB Investimentos, em relatório. “Em verdade, as trajetórias das blue chips, Bancos, Petrobras e Vale foram determinantes para a trajetória do índice doméstico, em dia de agenda doméstica esvaziada, com as bolsas de Nova York não distantes da estabilidade”.

Nos Estados Unidos, os dados das vendas a varejo foram considerados aquém das expectativas e os estoques de empresas em linha com o esperado. As vendas no varejo (com ajuste sazonal) cresceram 0,1% em abril, versus +1,5% em março (dado revisto de +1,1%), para US$434,57 bilhões. O indicador, excluindo automóveis, permaneceu estável, ante a alta de 1,0% em março (dado revisto de +0,7%), menor do que o +0,6% previsto. Já os estoques das empresas cresceram 0,4% em março, mesmo percentual de fevereiro.

No câmbio, a cotação encerrou o dia em queda de 0,18%, com a moeda sendo negociada a R$ 2,2150 no mercado à vista no balcão. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a queda foi decorrente de um certo apetite generalizado do mercado por ativos de risco, o que acaba por impulsionar as negociações de moedas emergentes e de países exportadores de commodities.

Ao mesmo tempo, circulou a informação de que o Banco Central da Alemanha vai apoiar as medidas de estímulos que o Banco Central Europeu (BCE) deve anunciar em sua próxima reunião, programada para o mês de junho. A divulgação de alguns indicadores em nível abaixo do esperado nos Estados Unidos também afetou o ritmo das operações.

O setor externo continua sendo destaque na agenda macroeconômica: nos Estados Unidos, serão divulgados dados de empréstimos hipotecários e o índice de preços ao produtor (demanda final); na Europa, serão divulgados os números da produção industrial da zona do euro, a taxa de desemprego na Inglaterra, e o índice de preços ao consumidor na França. Na Ásia, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do Japão.

Quanto à temporada de balanços, os agentes acompanham a publicação dos dados trimestrais de empresas como Copel, CPFL Energia, Even, Gol, JBS, MMX, Prum e Rossi, entre outras.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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