Por Jéssica Moreira, do Centro de Referências em Educação Integral
Apoiar o professor e fazer da escola um ambiente democrático são ações essenciais para o sucesso da educação. É o que defende Pilar Lacerda, na coluna Falando com o Gestor, publicado originalmente na Revista Escola Pública.
Mensal, a coluna traz textos escritos por Pilar em primeira pessoa e apresenta aos diretores de escolas e gestores públicos um pouco da vivência da educadora, que atuou muitos anos como professora de história e foi também secretária de educação de Belo Horizonte (MG) e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
No artigo A direção não é para amadores, destinado aos diretores escolares, é possível conferir a experiência de Pilar em uma escola situada em área vulnerável de Belo Horizonte e os desafios que ela encontrou como vice-diretora. “Aprendemos muito – a prática é formadora […] Descobri, na primeira manhã como gestora de uma escola pública, que só conhecia as salas de aula, sala dos professores, secretaria (para levar notas) e portaria principal”, aponta ela, que acredita que a formação do diretor e de sua equipe deve ser priorizada.
“Um estudo da realizado pela Fundação Lemann e Itaú BBA – ‘Excelência com equidade: as lições das escolas brasileiras que oferecem educação de qualidade a alunos de baixo nível econômico’- demonstra que boas escolas não têm fórmulas mirabolantes. Elas têm uma equipe coesa, conseguem implementar um ambiente agradável, que tem a aprendizagem para todos como norte, contam com a participação da comunidade, sabem enfrentar democraticamente a resistência interna e respeitam e apoiam os professores”, complementa.
Já o artigo Para começar uma nova gestão discursa diretamente com o gestor, secretário de educação que iniciou o seu trabalho há pouco tempo. Ela aponta que o servidor pública, seja da escola ou de uma secretaria, nunca está completamente pronto para exercer sua função, e por isso a vivência prática se faz muito importante. No texto, Pilar discorre que é importante pensar em uma equipe que traga diversidade de ideias, para que o debate em torno das questões educacionais leve à reflexão de como a gestão pode alcançar bons resultados. “Ao formar a equipe, o gestor educacional tem de pensar nas diferentes áreas que terá de administrar: pedagógica, financeira, materiais, recursos humanos, infraestrutura, e nos melhores perfis para assumir cada uma delas”.
Os artigos podem ser conferidos integralmente na seção de Materiais do Centro de Referências em Educação Integral.
Assis Ribeiro
13 de maio de 2014 7:58 pmDa mesma forma que o mote
Da mesma forma que o mote “gestão” destruiu a política, está destruindo a educação.
Na política a “gestão” afastou os políticos do povo seus eleitores, na educação afasta a escola dos alunos.
“boas escolas não têm fórmulas mirabolantes. Elas têm uma equipe coesa, conseguem implementar um ambiente agradável, que tem a aprendizagem para todos como norte, contam com a participação da comunidade, sabem enfrentar democraticamente a resistência interna e respeitam e apoiam os professores”
Isso não é “gestão” é responsabilidade educacional.
Simples assim.