5 de junho de 2026

Vazamento contra Moraes busca derrubar investigações bolsonaristas, indica PGR

Vazamento teve "o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações"
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Fotos: Divulgação-PR/Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Fotos: Divulgação-PR/Agência Brasil

O vazamento das mensagens de assessores de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e consecutivos ataques ao ministro tiveram “o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações” no STF. A conclusão é da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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A PGR emitiu a manifestação no STF, em meio ao pedido de apreensão do celular do ex-servidor do gabinete de Moraes, Mauro Tagliaferro, e a investigação de que os vazamentos são tentativa de obstrução de investigações na Corte.

Na peça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, expôs os riscos do vazamento de informações seletivas ao jornal Folha de S.Paulo, que divulgou as informações como se Moraes tivesse cometido irregularidades e/ou crimes.

Apesar da manifestação de diversos juristas e ministros da Suprema Corte, de que são protocolares e dentro dos termos legais os atos de Moraes ao fazer pedidos a assessores diretos do TSE e do STF, Alexandre de Moraes está sendo alvo de ataques e acusado de supostas irregularidades.

“O vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo constitucional, recentemente publicizado por meio de veículos de comunicação, teve o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações que seguem em curso no Supremo Tribunal Federal”, escreveu Gonet.

Segundo o PGR, ainda, o vazamento tem como objetivo “incitar a prática de atos antidemocráticos e tentar desestabilizar as instituições republicanas”.

Desde que as informações foram divulgadas, bolsonaristas têm se organizado para realizar atos contra o ministro e por seu impeachment, ao mesmo tempo que buscam engavetar os processos contra Jair Bolsonaro e aliados.

O procurador manifestou-se pela necessidade de “identificar os autores dos vazamentos criminosos praticados e cessar as práticas delitivas”, defendendo a apreensão do celular de Tagliaferro.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. Paulo Cesar Moreno de Menezes

    24 de agosto de 2024 7:47 am

    Não precisa de vazamentos para proteger bolsonaro o próprio PGR já está fazendo isso, não só ele como todos aqueles que se elegerem com o apoio dele, tornando a nossa política mais imunda que já está.

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