21 de maio de 2026

Juiz adia sentença de Trump para após as eleições

Decisão é vista como vitória do republicano, que tenta anular sua condenação e ser reeleito presidente dos Estados Unidos
Foto: RS via Fotos Públicas

O juiz responsável pelo caso criminal do ex-presidente Donald Trump em Nova York adiou a divulgação da sentença até depois das eleições presidenciais, uma medida vista como uma vitória considerável para o republicano que busca anular sua condenação e ser reeleito.

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“Esta não é uma decisão tomada levianamente por este tribunal, mas é a decisão que, na visão deste tribunal, melhor promove os interesses da justiça”, disse o juiz responsável pelo caso, Juan M. Merchan, em decisão de quatro páginas divulgada nesta sexta-feira (06/09).

De acordo com o magistrado, o atraso na decisão também deve “dissipar qualquer sugestão de que o tribunal tenha emitido qualquer decisão ou imposto uma sentença para dar vantagem ou criar desvantagem para qualquer partido político”.

A decisão do juiz foi tomada a pedido de Trump, que pediu o adiamento da sentença – em parte para obter mais tempo e contestar sua condenação por ter falsificado registros para encobrir um escândalo sexual.

Como explica o jornal The New York Times, a decisão judicial apresentou um tom defensivo e não abordou alguns dos argumentos adotados pela defesa de Trump, que Merchan descreveu como “uma ladainha de queixas infundadas”.

Desta forma, a sentença contra Trump será divulgada em 26 de novembro. A punição tinha sido inicialmente planejada para 18 de setembro, sete semanas antes da eleição presidencial, quando o republicano disputa o cargo com a vice-presidente democrata Kamala Harris.

Donald Trump é o primeiro ex-presidente norte-americano a se tornar criminoso, com possibilidade de pegar quatro anos de prisão – contudo, Merchan pode impor uma sentença mais curta ou liberdade condicional.

O republicano enfrentou 34 acusações criminais de falsificação de registros comerciais ligados ao pagamento feito à estrela pornô Stormy Daniels para encobrir um escândalo sexual em torno da eleição presidencial de 2016.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Jicxjo

    7 de setembro de 2024 7:48 am

    Quando o judiciário se deixa pautar por discussões sobre (in)conveniências políticas, o Direito já se foi há tempo. Juízos utilitaristas, consequencialistas, são o domínio da Política: se Trump perder, o juiz vai posar de machão e mandá-lo em cana pela pena máxima, mas se ganhar, vai absolvê-lo ou aplicar-lhe uma pena ridícula e jogar para a torcida republicana, provavelmente argumentando que a atriz em questão é uma prostituta que seduziu esse pobre Founding Father de família… Duvido que tenha peito de condenar um presidente eleito, logo o que ele fez foi apenas facilitar sua própria vida, agindo politicamente mas fingindo que não. Banana Republic.

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