1 de julho de 2026

7 de setembro na Paulista será palco decisivo para candidatos bolsonaristas

São Paulo receberá o ato de Jair Bolsonaro, com participação de Ricardo Nunes, aliados de Marçal e Maria Helena
Bolsonaro reunindo apoiadores na Avenida Paulista em fevereiro de 2024 - Foto: Agência Brasil

As movimentações para o ato esperado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o 7 de Setembro na Avenida Paulista neste sábado, foram intensificadas e contarão com a presença de candidatos bolsonaristas das eleições municipais no estado, incluindo o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) que enfrenta o risco de migração do eleitorado para o influenciador Pablo Marçal (PRTB).

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A cidade é o maior reduto eleitoral do país e receberá o ato organizado pelo pastor Silas Malafaia, com o protagonismo de Jair Bolsonaro nos discursos. Até o momento, são dois os candidatos na disputa da capital paulista que confirmaram presença: Nunes e candidata do Novo, Marina Helena, que guarda a preferência explícita, por exemplo, do filho do ex-mandatário, o vereador Carlos Bolsonaro (PL).

Ainda, havia a expectativa da participação de Pablo Marçal, o candidato que mais avançou nas pesquisas de intenções de voto, atualmente empatando tecnicamente com os dois líderes da disputa – Guilherme Boulos (PSOL) e Nunes, segundo o último levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta (06).

Sobre a sua participação, ainda não há a confirmação, mas nomes ligados ao ex-coach e aliados diretos estarão presentes para marcar a imagem do candidato. É o caso do candidato a vereador Daniel José (Podemos), com a sua assessoria de imprensa disparando a notícia de que ele deve subir no trio elétrico para falar em nome de Marçal, caso o candidato não compareça.

Entre os motes do ato na avenida Paulista, estarão as bandeiras bolsonaristas de ataques ao ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Elon Musk, alvo de processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por não atender às legislações brasileiras de transparência e cumprimento de determinações.

Apesar da expectativa de que Jair Bolsonaro não cite diretamente Alexandre de Moraes, diante do receio dos processos que detém contra ele na Suprema Corte, o ex-mandatário promete criticar “o sistema”, em referência às instituições democráticas.

“Vamos desafiar o sistema que eu comecei a abrir suas vísceras exatamente há seis anos”, disse, nesta sexta (06), em ato em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Com a participação de Nunes, Maria Helena e de aliados de Marçal, ou do próprio candidato, a Avenida Paulista deverá se tornar, neste sábado o palco para os candidatos da prefeitura da capital tentarem definir a disputa pelo eleitorado bolsonarista.

Na semana passada, Bolsonaro deu o aceno de apoio a Marçal, mesmo que oficialmente a declaração se mantém para Nunes: “É um movimento suprapartidário”, afirmou. ” E como um candidato a prefeito da capital queria comparecer, nós autorizamos. Assim como qualquer outro candidato a prefeito da capital está autorizado a subir no carro de som também”, disse.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    6 de setembro de 2024 10:19 pm

    “A cidade é o maior reduto eleitoral do país e receberá o ato organizado pelo pastor Silas Malafaia”… Kkkkkkkkkkkkkkkk É a última cartada dos burocratas do deep state que elegeram Tarcisio. Depois… misere nobis! A desgraça ainda tem muito a progredir. Nós somos a Argentina, amanhã!

  2. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    6 de setembro de 2024 11:10 pm

    Essa comédia de 7 de setembro poderia estar totalmente esvaziada se o genocida estivesse preso ou respondendo pelos seus crimes.

  3. José de Almeida Bispo

    7 de setembro de 2024 10:47 am

    E o AIATOLÁ Malafaia, hein? Vai mesmo demitir Alexandre de Moraes?

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de setembro de 2024 10:54 am

    Ideologicamente planejada por José Bonifácio de Andrada e Silva, custeada e estimulada com o dote de Maria Leopoldina da Áustria e proclamada por um príncipe que estava com caganeira, a Independência do Brasil ocorreu exatamente 10 anos depois da Batalha de Borodino. O significado da escolha da data é geralmente desprezado.
    O significado dos atos organizados pelos bolsonaristas para 07/09/2024 são evidentes. Eles visam tanto aumentar a visibilidade dos candidatos da extrema direita quanto garantir a impunidade do capitão genocida e de sua quadrilha de generais e coronéis golpistas.No dia da independência a direita vai às ruas para instrumentalizar a submissão vergonhosa do Brasil ao White Ass Apes Empire gringo e ao regime genocida sionista de Israel. Hoje é dia de ver os chefes de organizações criminosas, pastores estelionatários e patriotas posers vomitarem discursos nacionalistas para impedir o Brasil se avançar moendo as estruturas de poder paralelas criadas pelos golpistas de 2014.

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