10 de julho de 2026

A influência do salário mínimo na redução da desigualdade

Sugerido por Assis Ribeiro

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Da Agência Brasil

Salário mínimo é responsável por 70% da redução da desigualdade, diz professor

A valorização do salário mínimo na última década foi responsável por 70% da redução no coeficiente de Gini, que passou de 0,594, em 2001, para 0,527, em 2011. O índice mede a desigualdade de renda no mercado de trabalho e, quanto mais próximo de 0, menor a diferença entre os maiores e os menores salários.

De acordo com o professor Naercio Menezes Filho, do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, a redução da desigualdade promovida pela valorização do salário mínimo é ainda mais evidente entre as mulheres. “Da redução do [coeficiente de] Gini no mercado de trabalho, o salário mínimo é responsável por cerca de 70%. O efeito é mais importante para as mulheres do que para os homens, já que há muitas mulheres ganhando salário mínimo, principalmente empregadas domésticas”, disse.

O professor participou ontem (7) do seminário Política de Salário Mínimo para 2015–2018: Avaliações de Impacto Econômico e Social, organizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e pela Escola de Economia de São Paulo (Eesp-FGV).
Na mesa que discutiu a distribuição de renda promovida pelo salário mínimo, o professor André Portela, da Eesp, avaliou que, nos últimos anos, a valorização tem beneficiado a população com renda intermediária e não os mais carentes. Portanto, de acordo com ele, a política econômica deveria investir em outros mecanismos de redução da desigualdade, como a ampliação de programas como o abono salarial e o Bolsa Família.

Para o professor Marcio Pochmann, da Universidade de Campinas (Unicamp), a valorização do mínimo precisa retomar o objetivo de quando o benefício foi criado, de ser um parâmetro para as necessidades de sobrevivência do trabalhador.

“O salário mínimo foi estabelecido na década de 1940 como a média do salário urbano e era acima do PIB [Produto Interno Bruto] per capita. Representava um componente de garantir o mínimo para a força de trabalho. Com a política de arrocho da década de 1960, o mínimo não acompanhou a inflação. Somente a partir do Plano Real, o mínimo se deslocou de elemento de combate à inflação para instrumento de combate à pobreza”, relembrou.

O seminário do Ibre/FGV termina hoje (8), quando serão debatidos os temas finanças públicas, inflação e macroeconomia do salário mínimo. O objetivo do evento é debater a política econômica, com a proximidade do fim da vigência, a partir de 2015, da atual regra para a correção do salário mínimo, que considera a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores e a inflação do ano corrente.

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5 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    9 de maio de 2014 10:45 am

    Mas, a oposição acha que o

    Mas, a oposição acha que o salário mínimo está muito alto.

    Essa é uma das grandes diferenças entre Dilma e do outro lado os candidatos Campos e Aécio.

    É a velha bandeira de se provocar a desigualdade para controlar a inflação e favorecer a formação de riqueza em apenas uma das pontas e com isso a pretensa e ilusória capacidade de fazer crescer a partir dela.

    O tal do fazer o bolo crescer, só que ele nunca é dividido depois que cresce, vide os exemplos dos EUA e UE.

    E olhe que o nosso salário mínimo, não obstante o aumento real nos governos do PT, ainda está longe do mínimo estabelecido por estudos do DIEESE que seria de R$ 3.019,07 para satisfazer apenas as necessidades básicas.

  2. Francy Lisboa

    9 de maio de 2014 10:50 am

    Bem..O Aecio jah disse para o

    Bem..O Aecio jah disse para o que vei: derrubar isso.

    1. aliancaliberal

      9 de maio de 2014 1:33 pm

      Quando Serra disse que

      Quando Serra disse que aumentaria para 600 reais , o acusaram de demagogo.

      Agora a nova é terrorismo contra o salário.

      Não vão usar aquela do fim do bolsa familia de novo?

  3. aliancaliberal

    9 de maio de 2014 2:11 pm

    A questão é quem não tem

    A questão é quem não tem produtividade para justificar o salário minimo , vai viver do que?, de assistência estatal de bico. Salário minimo se torna salário máxima para muitos.

    O que realmente reduz a desigualdade é o aumento da produtividade da mão de obra, e não nego que os governos tentam melhorar a qualificação da mão de obra.

    A critica é a falta de eficiência e de resultados práticos.

    A crescente melhora da produtividade que tivemos na década passada estagnou no atual periodo, mostrando que o modelo adotado se esgotou.

  4. André LB

    10 de maio de 2014 12:54 am

      Falou em combate à

      Falou em combate à desigualdade social, o Aliança aparece correndo pra defender.

     

      Defender a desigualdade.

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