Pesquisadores do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), desenvolveram técnicas de bioimpressão 3D, capazes de obter proteínas de células-tronco mesenquimais para acelerar a cicatrização de feridas na pele.
De acordo com Simone Nunes de Carvalho, professora associada e sub-chefe do Departamento de Histologia e Embriologia da UERJ, as novas técnicas melhoram a qualidade de vida de pacientes de osteoartrite, diabetes tipo 1, cirrose hepática, lesão renal, fibrose cística, lesão espinhal, doença enxerto-hospedeiro, Covid-19 e outras comorbidades.
Isso porque o uso de células-tronco mesenquimais na terapia regenerativa é uma das grandes apostas da medicina atual, tanto que apenas nos Estados Unidos há 1.728 estudos clínicos sobre a temática.
Na UERJ, os estudos utilizando a bioimpressão e células mesenquimais tiveram início em 2021, com o objetivo de desenvolver tratamentos para fibrose hepática e lesão pulmonar aguda.
Isso porque doenças hepáticas podem evoluir para cirrose e falência, o que demanda transplante de fígado. Doenças hepáticas acompanham, ainda, outras patologias, entre elas cardiovasculares, trombóticas, pulmonares e renais.
Todo este cenário foi agravado com a pandemia de Covid-19, que elevava a chance dos pacientes de evoluírem para um quadro de falência respiratória e, consequentemente, óbito.
Resultados
Simone acrescenta que a pesquisa da UERJ foi aplicada em 48 camundongos em que foram induzidas a fibrose hepática e lesão pulmonar aguda.
A aplicação das células-tronco mesenquimais diminuiu inflamações e acelerou a recuperação de células do fígado e pulmão.
Os pesquisadores concluem, então, que a aplicação das células produzidas a partir da bioimpressão podem representar uma estratégia de tratamento de doenças pulmonares e hepáticas crônicas, além de reduzir a mortalidade de pacientes.
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