A principal diplomata dos Estados Unidos para o Oriente Médio afirmou nesta quinta-feira (26) que o país aguardava uma resposta de Israel e Líbano para a proposta de cessar-fogo franco-americana.
“Há uma urgência crítica em obter um cessar-fogo agora”, disse a Secretária de Estado Assistente para Assuntos do Oriente Próximo, Barbara Leaf, à Al Arabiya English.
A proposta em questão pede cessar-fogo imediato de 21 dias na fronteira Líbano-Israel para que se tenha espaço de negociação em torno de um acordo diplomático a partir da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim à guerra de julho de 2006 entre Israel e o Hezbollah.
Os termos também colocam um período para discussão da implementação da Resolução 2735 do Conselho de Segurança sobre um cessar-fogo em Gaza, que foi baseado no acordo de três fases proposto pelos EUA no início deste ano.
Austrália, Canadá, Reino Unido, União Europeia, Alemanha, Itália, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar endossaram a proposta.
Contudo, os israelenses deixaram claro que não haveria cessar-fogo. “Continuaremos a lutar contra a organização terrorista Hezbollah com todas as nossas forças até a vitória e o retorno seguro dos moradores do norte para suas casas”, disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu também disse que Israel não pararia de atacar o Hezbollah até que os moradores retornassem para suas casas no norte.
Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional e considerado um dos ministros mais extremistas, ameaçou renunciar ao governo de Netanyahu se um acordo de cessar-fogo fosse fechado.
Questionada a respeito, Leaf disse que os EUA não receberam nenhuma resposta formal e que “é uma questão de urgência para dar um fim a essa luta”.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
27 de setembro de 2024 7:57 amNo trágico conflito na Palestina, dois aspectos me deixam atônito; Um é o exagerado cinismo das autoridade americanas, em relação a sua culpabilidade. O outro é na relação dos EUA submetidos às sua ordens, Israel é o único que ao invés de ser mandado, é quem manda nos EUA. Mas para entender esta relação invertida, acredito que precisamos investigar a composição da plutocracia americana, pois efetivamente é ela que comanda o império.