21 de maio de 2026

Extrema-direita tem importantes derrotas nas Prefeituras eleitas

Quase 60% dos candidatos apoiados por figuras de destaque da extrema-direita do Congresso perderam as eleições
Foto: Reprodução/Youtube @institutoconservador

Apesar de resultados significativos na eleição do PL ao comando de diversas cidades brasileiras de peso, o desempenho da extrema-direita em Prefeituras do país não foi tão positivo como previam algumas expectativas.

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Levantamento do The Intercept Brasil mostrou que quase 60% dos candidatos apoiados por figuras de destaque da extrema-direita do Congresso perderam as eleições.

São 117 candidatos a prefeitos apoiados pelos deputados do PL, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer e Nikolas Ferreira, e pela senadora Damares Alves, do Republicanos – figuras que o veículo denominou “tropa de choque da extrema direita no Congresso”.

Destas centenas de candidatos a Prefeituras, 69 foram derrotados e somente 36 venceram as eleições. Outros 12 ainda têm chances em disputas ao segundo turno. Deste grupo, ainda, 102 candidatos eram a primeira vez que disputavam eleições.

É o caso do candidato Fred Rodrigues (PL), em Goiânia, que recebeu o apoio direto de Eduardo Bolsonaro, Nikolas, Zambelli e Gayer. Ele conseguiu levar a disputa ao segundo turno, com 31% dos votos, com Sandro Mabel (União), que obteve 27%.

Minas Gerais e São Paulo

Em Minas Gerais, 50 candidatos a prefeito foram apoiados pelo deputado Nikoas Ferreira (PL). No total, ele declarou apoio e ajudou a alavancar 68 candidaturas: mas só 20 foram eleitas, 7 foram ao segundo turno e 41 foram derrotados.

Em São Paulo, foi Carla Zambelli que mobilizou as maiores candidaturas no estado, com o apoio a 30 candidatos: 23 deles foram derrotados, e somente 4 eleitos e 3 ao segundo turno.

Eduardo Bolsonaro e Damares emplacam mais prefeitos

Já os candidatos de Eduardo Bolsonaro e Damares Alves obtiveram os resultados mais significativos. O filho do ex-mandatário teve 8 dos 17 candidatos apoiados eleitos e 5 garantindo a disputa para o segundo turno: 4 destes em importantes capitais – São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Goiânia.

No caso de Damares, a ex-ministra de Bolsonaro conseguiu emplacar 8 de 12 candidatos, que saíram vitoriosos, e 1 irá ao segundo turno. Somente 3 foram derrotados.

Caso Curitiba: dois bolsonaristas, Rosângela Moro fora

Ainda nos candidatos bolsonaristas que obtiveram resultados positivos nestas eleições, Curitiba foi a capital que teve os maiores destaques da extrema-direita, conseguindo levar ao segundo turno dois candidatos apoiados pelo clã: o atual prefeito Eduardo Pimentel (PSD) e a mais recente bolsonarista Cristina Graeml (PMB), apresentadora de afiliada da rede Globo no Paraná.

Mas uma terceira opção promissora ficou de fora da disputa: a candidata da extrema-direita Rosângela Moro (União), esposa do ex-juiz da Lava Jato. Ela era candidata a vice-prefeita do deputado estadual Ney Leprovost, e a dupla recebeu apenas 6,49% dos votos, relegados a quarto lugar na disputa.

O impacto destas eleições para as disputas nacionais de 2026

Em declaração recente, o deputado Gustavo Gayer (PL) afirmou que os prefeitos apoiados pelo PL e pela extrema-direita estariam comprometidos em usar “toda a máquina e estrutura em 2026 para eleger senadores”. “Há muito mais em jogo nessas eleições do que apenas fazer prefeitos”, escreveu, na publicação.

Segundo ele, o aumento dessa base de prefeitos e vereadores posicionam pautas e apoios para as campanhas de 2026, na Câmara e Senado, além da eleição presidencial.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
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  1. EDUARDO PEREIRA

    7 de outubro de 2024 12:39 pm

    O sonho do curitibamo é virar paulista. Inclusive na politica. Mas hoje e Curitiba quem “ensina” a estar juntro da retaguarda do atrazo. Quase SP ia virando Curitiba, E isso e motivo de vergonha.

  2. Gabriel

    7 de outubro de 2024 1:38 pm

    A Cristina não é mais apresentadora da RPC há algum tempo já.

  3. evandro condé

    7 de outubro de 2024 3:48 pm

    E quantos da esquerda? Que leitura é esta?

    1. Angelo Salvador

      8 de outubro de 2024 11:10 am

      Como ex-paranaense, atualmente cearense, julgava que o Paraná sempre foi província de São Paulo. Agora será Sub província.

      1. Moacir Rodrigues de Pontesss

        8 de outubro de 2024 4:11 pm

        E eu que sonhava conhecer Curitiba!… Não sonho mais! E viva o Ceará!

  4. Rui Ribeiro

    8 de outubro de 2024 11:52 am

    Che Guevara presente na do seu covarde assassinato. Precisamos de Guevaras para derrotarmos esses Ratos da direita e principalmente da extrema-direita.

    “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”. (Che Guevara)

  5. +almeida

    8 de outubro de 2024 2:12 pm

    O Centrão deitou, rolou e abocanhou votos da extrema-direita e da esquerda. Vale dizer que a 0 do PT, na verdade, traduz-se em uma derrota não esperada. Foi uma melhora foi pífia e que talvez será trágica em 2026. Pelos bons resultados do governo internamente e no exterior, eu acredito que a expectativa nessas eleições eram muito mais animadoras, do que se realizou. Desculpa repetir o mesmo assunto, Nassif. Porém, a cada dia de agonia que assistimos a retirada abusiva dos nossos direitos de escolher a melhor opção de modulação e o pouco caso que o presidente do STF e outros ministros fazem com a insegurança jurídica, só nos resta combater. Então, usaremos nossos votos como resistência e como castigo. Quem com ferro fere, com ferro sairá muito mais ferido. Quem tira nossos direitos de forma abusiva, também receberá a sua retirada, mas não abusivamente e sim pelo caminho legal do voto, em 2026. Não nos calaremos e não recuaremos e as pesquisas eleitorais e o resultado do 1º turno provam o potencial da nossa insatisfação com a traição federal, com a indiferença que nos tratam e com manobras vergonhosas que causam o descrédito no Poder Judiciário, a nível nacional e

    1. Moacir Rodrigues de Pontesss

      8 de outubro de 2024 4:25 pm

      O verdadeiro Poder é o Poder Econômico; é o Poder que Corrompe: o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o assim chamado, 4º Poder. Daí, corrompe até nossa própria Consciência! “(…)são as Instituições Sociais que determinam nossa Consciência”.

  6. +almeida

    8 de outubro de 2024 3:56 pm

    Substituindo texto trocado.

    O Centrão deitou, rolou e abocanhou votos da extrema-direita e da esquerda. Vale dizer que na verdade, a vitória do PT traduz-se em uma derrota não esperada. Foi uma melhora pífia que talvez poderá desabar e tornar-se trágica, em 2026. Pelos bons resultados do governo internamente e no exterior, eu acredito que a expectativa nessas eleições eram muito mais animadoras do que se realizou. Desculpa, Nassif, ter que repetir o mesmo assunto sobre a Revisão da Vida Toda. Porém, a esperança é que ainda nos mantém fortalecidos(as) nessa sobrevida. A cada dia de agonia que passa, nós assistimos a abusiva insistência do STF em retirar os nossos direitos de escolher a melhor opção de modulação e o pouco caso que o presidente do STF e outros ministros fazem, com a importante tarefa de se promover e manter a segurança jurídica em alta avaliação e credibilidade.
    Então, ao percebermos a suspeita avidez do STF em querer permitir que o INSS se aproprie ilegalmente das contribuições, que pelas regras vigentes no inicio de cada relação entre contribuinte X INSS, chegam a períodos que perduraram por mais de 20 anos até a data da revisão de 1999. O mais inacreditável é o próprio STF se desacreditar e contradizer a segurança jurídica e desaprovar o que foi revisto, aprovado e até consolidado por 2 (duas) vezes por ele, o próprio STF.
    Assim, Nassif, só nos resta recorrer a espaços democráticos, como o iluminado Jornal GGN. Portanto, em caso de confirmada a traição e a indevida apropriação, pela decisão definitiva, usaremos nossos votos como armas, como resistência e como castigo.
    Quem com ferro fere, com ferro sairá muito mais ferido. Quem tira nossos direitos de forma abusiva, também será retirado por direito nosso, mas não abusivamente e sim pelo caminho legal do voto, em 2026. Não nos calaremos e não recuaremos e as pesquisas eleitorais e o resultado do 1º turno já prova uma pequena mostra da nossa insatisfação com a traição federal, com a indiferença que nos tratam e com as manobras vergonhosas que causam o descrédito no Poder Judiciário, a nível nacional e a nível internacional.

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