Do blog Fatos e Dados
Câmara: Graça Foster destaca nosso desempenho positivo
Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (30/04), Graça Foster destacou que, de 17 de março a 29 de abril deste ano, nossas ações tiveram um crescimento de 41%. “Quinze bancos acompanham a Petrobras, sendo que cinco desses 15 bancos dizem aos acionistas para comprar ações da Petrobras. Dez bancos dizem para manter as ações da Petrobras porque estão vendo a produção crescer”, disse.
De acordo com a presidente, realizamos 46 descobertas de janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, 14 delas no pré-sal. Segundo informou, nossas reservas provadas cresceram 27% nos últimos anos, alcançando 16 bilhões de barris de óleo equivalente. A relação reserva/produção é de 20 anos. O índice de reposição de nossas reservas hoje é de 131%, superior a 100% pelo 22º ano consecutivo.
Ao final da apresentação, Graça comparou nosso desempenho econômico com o das demais grandes empresas do setor, as “majors”. Segundo ela, nossa produção cresceu 7% de 2006 a 2013, enquanto a produção das “majors” caiu em média 16% no mesmo período. “Elevar a produção é o desafio atual de todas as gigantes do petróleo”, disse.
Segundo a executiva, somos a empresa de petróleo de capital aberto que mais investiu nos últimos dois anos, com aportes de US$91 bilhões. No mesmo período, a Shell investiu US$ 83 bilhões; a Exxon Mobil, US$ 82 bilhões; a Chevron, US$ 76 bilhões; e a BP investiu US$ 62 bilhões. Em relação ao lucro líquido, tivemos aumento de 1% entre 2012 e 2013, enquanto Exxon, Chevron e Shell tiveram resultados negativos. Na venda de derivados, tivemos acréscimo de 3% e as demais companhias apresentaram queda nas vendas.
Do G1
Em novo depoimento no Congresso Nacional, a presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira (30) que o prejuízo de US$ 530 milhões com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), poderá ser revertido “total ou parcialmente”. No entanto, a dirigente da estatal do petróleo ressaltou, durante audiência na Câmara, que a eventual recuperação dos prejuízos dependerá de fatores externos, como a realização de investimentos na planta de refino norte-americana.
“As perdas da Petrobras podem ser revertidas total ou parcialmente. Mas, para isso, é preciso melhorar o potencial de refino, haver aumento do consumo de derivados e fazer novos projetos de investimentos”, ponderou a presidente da estatal ao prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.
A aquisição da refinaria do Texas é alvo de investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU). O negócio polêmico também deverá ser investigado por uma comissão parlamentar de inquérito no Senado.
Ao todo, a Petrobras desembolsou US$ 1,25 bilhão pela planta de refino. Em 2005, segundo informações da própria estatal, a empresa belga Astra Oil havia pago US$ 360 milhões para comprar a refinaria.
Graça Foster disse aos deputados federais que a Petrobras tem tentado melhorar o potencial de refino e os projetos de investimentos em Pasadena, porém, explicou a dirigente, o consumo norte-americano ainda está em baixa. Ela repetiu argumento já sustentado no Senado de que a aquisição da usina, em 2006, seguia o planejamento estratégico da Petrobras de aumentar a capacidade de refino no exterior.
Mau negócio
Durante a audiência pública, a presidente da Petrobras voltou a afirmar que a aquisição da refinaria “não foi um bom negócio”. Ela, entretanto, defendeu que, na época da compra da planta de refino, o negócio “era pontencialmente bom”.
“No conjunto, se a gente soma [os dados] o negócio era potencialmente bom, e se olha agora a situação que aconteceu em Pasadena, definitivamente, não foi um bom negócio, no conjunto das análises. Qualquer perda que se tem no início é muito ruim”, destacou Graça Foster.
Durante a audiência, a dirigente da Petrobras também foi questionada sobre o motivo de o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró não ter sido demitido em 2008, ano em que o Conselho de Administração tomou conhecimento de que ele havia omitido duas cláusulas importantes ao apresentar a proposta de compra de metade da refinaria dos Estados Unidos.
Cerveró é o autor do relatório considerado “falho” pela presidente Dilma Rousseff por não ter detalhado as regras aos conselheiros da Petrobras. Ele foi destituído do comando da área internacional após o Conselho de Administração ter sido informado sobre o teor das cláusulas Marlim e Put Option, que causaram o prejuízo de US$ 530 milhões à companhia brasileira.
A primeira cláusula exigia um lucro mínimo anual à Astra Oil, sócia da Petrobras na refinaria, independentemente do mercado. A segunda obrigava uma das sócias a comprar a parte da outra em caso de litígio. Foi essa regra que obrigou a Petrobras a desembolsar US$ 1,25 bilhão pela refinaria.
Depois de deixar a diretoria da Petrobras, Cerveró foi nomeado diretor financeiro da BR Distribuidora, uma subsidiária da estatal. Ele deixou o cargo somente após Dilma criticar publicamente seu relatório.
“Não fazia parte do Conselho naquela época e não posso responder a essa pergunta”, respondeu Graça Foster ao ser indagada sobre a permanência de Cerveró na empresa.
Graça Foster explicou ainda que, em 2008, se posicionou a favor da compra da segunda metade da refinaria de Pasadena, transação que elevaria o custo com o negócio nos anos seguintes, numa disputa arbitral e judicial. Ela explicou que a cláusula Put Option impunha somente à Petrobras comprar a parte da sócia Astra Oil em caso de desentendimento.
“A minha posição foi a favor dos outros 50% porque era um fato consumado. Seria feita a aprovação. Nós deveríamos fazer a aquisição”, afirmou.
Ela disse que, naquele momento, as margens de produtividade ainda eram “excepcionalmente altas”, passando de 100 mil para 200 mil barris por dia.
Paulo Roberto Costa
Questionada sobre se conhecia o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Graça Foster confirmou que sim. Costa foi preso pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a suspeita de fazer tráfico de influência na estatal.
“O Paulo Roberto eu conheço de longa data, há longos anos. No mais, só o tempo, só as apurações vão colocar toda a verdade sobre a mesa. É preciso apurar”, declarou.
Ao comentar a operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de US$ 10 bilhões, Graça Foster disse que o suposto envolvimento de Paulo Roberto Costa é algo que “constrange profundamente” a empresa.
Resumo executivo
Ainda durante a audiência, Graça Foster explicou aos deputados o motivo de o Conselho de Administração ter decidido autorizar a compra da refinaria de Pasadena somente com base no resumo executivo de Cerveró. Segundo ela, desde 1999, os conselheiros recebem esse documento para orientar as decisões.
“Todas as nossas pautas são encaminhadas via resumo executivo. Essa prática foi decisão tomada em 1999. Isso valia também para a diretoria. Para o conselho, vai o resumo, mas para a diretoria vai todos os documentos internos e todos os anexos”, explicou a executiva.
Graça Foster disse que cabe à diretoria verificar a exatidão dos números e balanços referentes a cada operação.
Maíra
30 de abril de 2014 6:50 pmê vagareza.
Em algum artigo daqueles quando Graça Foster saiu à luz para falar do assunto, você já tinha dito que ela peerdeu a oportunidade de ressaltar a ainformação que deveria, que poderia recuperar o tal prejuizo, ao invés de responder o lead para os jornais. Que falta de jogo articulado e bem pensado.Fico sem saber os motivos disso.
Flics
30 de abril de 2014 8:45 pmEu não …
… vou ver.. mas hoje à noite vai dar nos jornais nacionais da máquina de fazer idiotas:
“Presidenta da Petrobras confirma que Passadena foi mau negocio”.
Eta gente burra!… as gerentas da Dilma, digo.
JB Costa
30 de abril de 2014 9:44 pmPois foi isso que ouvi no
Pois foi isso que ouvi no rádio hoje ao meio-dia pela CBN, “a rádio que TROCA a notícia”, via Roseame Kennedy de Brasília. Tudo o mais foi ignorado pela “diligente” repórter.
Dulce (Madame X)
30 de abril de 2014 9:04 pmuRGENTE!
sAIU AGORA NO
uRGENTE!
sAIU AGORA NO g1
JOTA DE JAGUNÇO mandou PRENDER Genoino, na Papuda.
Imagina, um homem cardiaco, sujeito a hemorragias em decorrencia do medicamento que é obrigado a tomar… Barbosa ENDOIDOU!!!
Angela Liuti
30 de abril de 2014 9:46 pmSobre a transmissão do depoimento de Graça Foster
Só consegui ver partes do depoimento através A globonews, nenhuma tv estatal (TV Senado ou Câmara televisionou, e qdo Graça Foster pediu 5 minutos para falar sobre a empresa Petrobrás, a globonws que estava dividindo a tela entre o depoimento e a manifestaçãoda moradia em SãoPaulo, tirou aGraça para dar destaque à passeata. E tb havia uma denotada força do camera do globo em destacar uma faixa da passeta que continha o nome do HADDAD.
Frederico69
30 de abril de 2014 10:52 pmcomo diz a gurisada hoje em dia
DEMOROU!!!
josé adailton
30 de abril de 2014 10:58 pmDemissões
Durante a audiência, a dirigente da Petrobras também foi questionada sobre o motivo de o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró não ter sido demitido em 2008, ano em que o Conselho de Administração tomou conhecimento de que ele havia omitido duas cláusulas importantes ao apresentar a proposta de compra de metade da refinaria dos Estados Unidos
Resposta politicamente incorreta da Presidente Graça Foster:
“Quem demite e quem aprova diretores da Petrobras e da BR Distribuidora é o Conselho de Administração. Tem o presidente do Conselho. Cabe a esse presidente do conselho justificar a aprovação ou não desse diretor.”
Provocação Tucanóide:
“O líder do PSDB, Antonio Imbassahy, sacudiu diante das câmeras da TV Câmara o “relatório executivo” de Cerveró. Duas míseras folhas. Que levaram a estatal a enterrar no Texas, por ora, US$ 1,9 bilhão. É assim que trabalha o Conselho da Petrobras?”
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/04/30/no-caso-de-pasadena-faltou-ensaiar-os-detalhes/
Alexandre Weber - Santos -SP
30 de abril de 2014 11:10 pmAssisti boa parte das explicações na Câmara
Me chamou atenção o fato de que a compra da Astra foi em 2004 e de lá para cá o negócio ficou cada vêz mais nebuloso e complicado. Mas uma coisa ficou claro das divergências entre as declarações da Dilma, da Graça e do Gabrielli, se sabiam que existiam pontos duvidosos nos contratos e procedimentos temerários as providências teriam de ser imediatas. A espera de diversos anos para se tomarem as medidas necessárias na apuração pode ser caracterizado como omissão ou prevaricação por parte da Presidenta, como salientou um dos deputados na audiência.
Dilma, cobre esclarecimentos o mais rápido possível de todo este imbróglio.
Luiz freire
30 de abril de 2014 11:25 pmPetrobras
A ausência dos assíduos frequentadores diz o suficiênte a respeito do assunto.
A senhora Foster é burra e sem graça
Derli
30 de abril de 2014 11:43 pmAnta
Por que esta ANTA insiste na palavra prejuízo?
drigoeira
1 de maio de 2014 1:45 amQuem está assessorando esta mulher?
Dois burros no mesmo lugar, só dá merda!
Já estou a favor desta aí sair logo.
Não se faz este tipo de comentário sobre empresas com ações na bolsa. O presidente não deve falar isto nunca.
FVX
1 de maio de 2014 2:08 amUm perfil de G. Foster
Meus caros colegas comentaristas, quando Dra. Foster (sim ela é Dra. pela UFRJ em engenharia nuclear) entrou na Presidencia da Petrobras a midia festejou, agora é um funcionário de carreira, aquele que veio de baixo e chegou no pico do himalaia…
Mas eu conheço gente que trabalha com ela e ela é um SACO!!!
E aquela pessoa que sabe bater pra baixo, mas pelo jeito nunca aprendeu a apanhar do alto e nem de baixo clero da Camara dos Deputados.
Taí Dona Graça, aquele que a Sra. humilhou se sente vingado, mas triste pq pelo menos poderia nos defender melhor se aparecesse a Graça das favelas do Rio (onde a Sra. cresceu) e tivesse um pouco de malicia e menos erudição.
Antonio C.
2 de maio de 2014 3:03 amComentário.
É curioso como são as coisas.
Por causa de cláusulas mal lidas e/ou omitidas, diz-se que a compra da refinaria foi um problema, um prejuízo. A Graça disse algo importante, mas parece que não esmiuçou muito. A produção da refinaria não daria retorno financeiro que tirasse a noção de prejuízo por causa do consumo de derivados de petróleo ainda não ter aumentado nos EUA. Parece-me bem razoável que se deva olhar os períodos de desaquecimento da demanda. Se vermos, por exemplo, que as empresas petrolíferas nos EUA abrem alguns poços de petróleo, por exemplo, somente quando o valor do petróleo chega ao nível em que o benefício de se extrair é maior que o da importação, dá pra se sentir o quão complicado é esse mercado. Mas aí vai pra cima com aquela vontade de trucidar.
Por outro lado, mesmo com as recomendações desde 2006 (se não me falha a memória a data), não houve gestão das águas no estado de São Paulo. CPI, Ministério Público, imprensa buzinando? Que nada.