Sugerido por Klaus BF
Do PNUD
Professor da FGV defende o acesso à informação como caminho para transformação social
O coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mario Monzoni, é o sexto entrevistado da série “Atlas Brasil 2013 – Desenvolvimento Humano em debate”. Monzoni, que também é professor da FGV, aborda a importância do uso de indicadores para monitorar o desenvolvimento local e critica a confusão entre crescimento econômico e desenvolvimento.
Segundo ele, utilizar o Produto Interno Bruto (PIB) para medir desenvolvimento é um erro comum. “Somos incentivados a fazer isso”, diz. “Toda primeira página de qualquer jornal mostra a preocupação do governo e das empresas com o crescimento do PIB.”
O especialista em administração pública acredita que é preciso repensar o discurso sobre o crescimento do PIB. “O fim não pode ser aumentar o PIB em 10%”, exemplifica. “Crescimento é uma condição importante, mas é um meio para se atingir desenvolvimento e não é um fim em si mesmo.”
Monzoni ainda explica como usa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em projetos, mencionando o trabalho realizado com a comunidade do município de Juruti (PA), criando indicadores para monitorar o desenvolvimento local. “Por meio da informação, as comunidades são empoderadas e podem cobrar políticas públicas de forma mais capacitada e mais bem informada.”
Assista abaixo a entrevista na íntegra:
http://www.youtube.com/watch?v=HgyTuA4RrD0&list=PLGOYdSTNrz1lshrRoYs2Gj-inUe_i8Em_
Série de vídeos “Atlas Brasil 2013 – Desenvolvimento Humano em debate”
As entrevistas para a série “Atlas Brasil 2013 – Desenvolvimento Humano em debate” foram gravadas com representantes de governos estaduais e municipais, ONGs, setor privado, academia, entre outros.
Cidadania, transparência, gestão pública e indicadores municipais são os temas centrais das entrevistas, que procuram demonstrar como indicadores de desenvolvimento humano podem colaborar para o empoderamento da sociedade, orientando caminhos e provocando a reflexão sobre os rumos do desenvolvimento humano no país.
Acompanhe a série também pelo canal do PNUD Brasil no YouTube.
Assis Ribeiro
30 de abril de 2014 11:47 amTaí a explicação para a minha
Taí a explicação para a minha brincadeira (séria) que repito constantemente aqui no blog
“O mundo grita chega de crescer”
DanielQuireza
30 de abril de 2014 12:14 pmComo que não vai crescer
Como que não vai crescer Assis ?
O mundo tem bilhoes de miseráveis, como eles vão melhorar sem crescimento ? Vai ter que tirar da classe média pra distribuir para eles ? Tirar do Bill Gates ? Operacionalmente impossível fazer isso.
O que tem que haver é um crescimento com também distribuição e não meramente um crescimento apenas de mercado. Mas sem crescimento o mundo regride e a probreza o subdesenvolvimento só aumentaria.
Crescimento não é suficiente mas é necessário.
Assis Ribeiro
30 de abril de 2014 12:54 pmO Brasil cresceu menos que
O Brasil cresceu menos que China e Índia e promoveu mais bem estar e trabalho para a sua população.
A critica que faço está na mesma linha do que o texto aborda.
Trata-se da crítica ao modelo que se preocupa em crescer por crescer (o tal do 1%) contra o modelo que mesmo crescendo menos promove a divisão (o tal do 99%).
No Brasil, conhecemos o que foi a ladainha de “fazer o bolo crescer”, cresceu, cresceu muito, e ainda assim houve aumento de desemprego, dos indices de miséria e pobreza, destruição das escolas e hospitais públicos, sucateamento do transporte público. Lembra-se?
DanielQuireza
30 de abril de 2014 1:33 pmSe é assim então estamos de
Se é assim então estamos de acordo. Crescer é necessário mas não suficiente.
Flavio Martins e Nascimento
30 de abril de 2014 2:08 pmAmigos,
Concordo com os dois.
Amigos,
Concordo com os dois. Crescimento é importante, mas não é o objetivo que deve fundamentar o desenvolvimento humano que acreditamos. Abraços!!
iron
30 de abril de 2014 1:37 pmE se voce me permite – basta
E se voce me permite – basta de consumismo. Assustador é o grau de esbanjamento na dita sociedade moderna.