20 de junho de 2026

O fim dos modelos fechados de política pública

Ontem, o Ministro da Fazenda Guido Mantega repetiu sua receita única e exclusiva. Confrontado com números ruins do setor automobilístico e do PIB (Produto Interno Bruto) respondeu com duas declarações de praxe:

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  1. A Fazenda vai tomar novas medidas pontuais para melhorar o desempenho do setor e reduzir os estoques.

  2. O PIB está baixo por conta das restrições ao crédito. Se não houvesse restrições, o PIB estaria crescendo a 3% ao ano.

***

Ótimo!

Se não houvesse tanta importação, o PIB estaria crescendo a 3,5% ao ano.

Se as exportações de manufaturados não estivessem tão comprimidas, poderia estar crescendo a 4% ao ano.

Se as concessões públicas tivessem deslanchado mais cedo, quem sabe não estaria crescendo a 4,5%.

***

Trata-se de um recurso habitual de economistas: o uso do “se”.  “Se” não fosse assim, talvez seria assado.

Não se espere de Guido mais do que essas elucubrações e o uso fácil das isenções fiscais sem nenhuma exigência de contrapartida.

A recuperação da confiança na economia se dará quando políticas públicas forem institucionalizadas, quando se incorporar os diversos atores sociais – associações empresariais, movimentos sociais, sindicatos etc. – na preparação da agenda de cada uma dessas políticas, erradicando de vez o modelo atual, que depende da vontade pessoal de governantes, do uso discricionário de medidas em resposta a dados conjunturais do momento.

***

Nenhuma medida que não tenha retorno imediato merece atenção. Há um conjunto de mudanças sistêmicas a serem implementadas para reduzir a burocracia, para dar voz efetiva aos diversos conselhos montados ao longo dos últimos anos – e que tornaram-se meramente simbólicos -, para colocar em prática decisões de conferências nacionais, para ganhar corações e mentes da sociedade.

***

Nas últimas décadas a sociedade civil logrou avanços extraordinários, seja na saúde, educação, nas ONGs, nos movimentos pelas minorias, nos movimentos pela inovação, pela qualidade.

Trata-se de uma construção social valiosíssima, que leva tempo para ganhar musculatura. Depois que ganha consistência, é a ferramenta da qual nenhum gestor moderno abre mão.

Não tem a velocidade das medidas de gabinete, mas são perenes. Mais que isso, tem o condão de transformar políticas de governo em políticas da sociedade, consolidar valores, ganhar corações e mentes.

Todo esse manancial riquíssimo de construção de políticas públicas é substituída pela voz e caneta de governantes, de medidas tomadas de afogadilho para responder às manchetes do momento.

***

Esse anacronismo não é prerrogativa do governo federal. Os maiores estados da federação  – São Paulo à frente – também são conduzidos por esse modo anacrônico de governar, ignorando as forças sociais, empresariais, trabalhistas.

Com o advento das redes sociais, a crítica a esse modelo tornou-se geral. As formas de participação evoluíram dos cliques em sites para os movimentos de rua e para a consciência geral.

Políticas impositivas, de gabinete, déspotas esclarecidos ou com parcos conhecimentos, tudo isso foi varrido do universo de valores contemporâneos sociais.

A demora em reconhecer os novos tempos apenas aguçará conflitos e reduzirá a legitimidade das políticas públicas.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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47 Comentários
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  1. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de abril de 2014 9:31 am

    Objetivo da política econômica é melhorar o padrão de vida

    Mantega diz que Brasil conseguiu reduzir desemprego mesmo com crise internacional

    Para ministro, país conseguiu gerar emprego e reduzir desigualdades
    Ministério da Fazenda—-28/04/2014

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (28/04) que o Brasil foi um dos poucos países que conseguiu reduzir o desemprego em meio à grave crise da economia internacional. “Mesmo durante os cinco anos da crise, conseguimos manter o estado de bem estar social, gerando emprego e reduzindo a desigualdade de renda”, ressaltou ao participar da 4ª edição do Seminário Revista Brasileiros, em São Paulo. 

    Ao avaliar a atual situação da economia brasileira, Guido Mantega frisou que o Brasil se saiu melhor da recente crise financeira, iniciada em 2008, que das anteriores. “Hoje o Brasil está preparado para a retomada do crescimento da economia, que já está ocorrendo. O que tem puxado a economia para baixo são os fatores externos”, justificou.

    O ministro voltou a dizer que o grande objetivo da política econômica é melhorar o padrão de vida da população. “O Brasil é um dos poucos países onde a qualidade de vida vem melhorando para a grande maioria da população. Entre 2003 a 2013, por exemplo, a renda per capta cresceu 29,3%”. 

    Solidez Fiscal

    Durante sua apresentação sobre Rumos da Economia Brasileira, Mantega reafirmou o compromisso do governo em manter a solidez fiscal neste e nos próximos anos. De acordo com ele, o país mantém sólidos os fundamentos fiscal e monetário. “Na parte fiscal, mantivemos os superávits primários para continuar com a trajetória de queda das dívidas bruta e liquida”. 

    Com relação à inflação, o ministro disse que ela permanece sob controle e que isso é fundamental, pois inflação alta “prejudica tanto trabalhadores quanto investidores”. Ele ainda apontou os alimentos e as bebidas como os principais vilões da inflação. “No momento, a inflação sofre o efeito do choque dos alimentos, mas fechará o ano dentro dos limites da meta”, garantiu. 

    Investimentos

    Para Guido Mantega, o aumento dos investimentos, principalmente em infraestrutura, também é prioridade da política econômica. “Os investimentos serão a locomotiva do novo ciclo de expansão. A projeção é que eles cresçam em média 7% ao ano, entre 2014 e 2022”. 

    Entre 2003 e 2013, os investimentos cresceram 6,1%. De acordo com o ministro, essa é uma bela taxa de expansão. “E tem gente que acha que nós descuidamos dos investimentos em favor do consumo. Isso é um equívoco. Em 2013, por exemplo, os investimentos cresceram 6,2%, enquanto o consumo, 2,3%”, comentou.

    Mantega ainda falou sobre a importância do programa de concessões em infraestrutura, que nos próximos cinco vai movimentar cerca de R$ 700 bilhões. “Esse é um programa que vai dinamizar os investimentos do Brasil, reduzir custos e ampliar a oferta”.

    URL:

    http://www.fazenda.gov.br/divulgacao/noticias/2014-1/abril/mantega-diz-que-brasil-conseguiu-reduzir-desemprego-mesmo-com-crise-internacional

     

  2. Francy Lisboa

    29 de abril de 2014 9:44 am

    A recuperação da confiança na

    A recuperação da confiança na economia se dará quando políticas públicas forem institucionalizadas, quando se incorporar os diversos atores sociais – associações empresariais, movimentos sociais, sindicatos etc. – na preparação da agenda de cada uma dessas políticas, erradicando de vez o modelo atual, que depende da vontade pessoal de governantes, do uso discricionário de medidas em resposta a dados conjunturais do momento.

    Eu queria saber do Nassif, primeiro: quem eh esse pessoal para a qual a confianca deve ser recuperada? Segundo: Quem disse que esse pessoal se mostrara confiante tendo movimentos socias e sindicatos como atores? Isso eh um contrasenso, quando se fala em recuperacao da confiaca na economia, ao meu ver, esta subentendido confianca do Mercado, e esse nao tem como pilares de sustentacao de confianca Governos que oferecam maior voz a atores nao dententores do capital, como sindicatos e movimentos sociais.

     

    Vc tem todo o direito e, porque nao, o dever de criticar Mantega, mas as vezes parece que fica sem dar nomes aos bois. Quem sao os que precisam ter a confianca recuperada? Sao os empresarios? Ainda com essa historia que eh preciso melhorar o ambiente para despertar o “espirito animal do empresario”? Mesmo depois do governo com essas atitudes atabalhoadas ter concedido benesses e mais benesses? Mesmo com o Governo rolando dividas de empresas agricolas por anos e anos? Nao ha como recuperar a confianca em um ambiente viciado como no Brasil, onde empresarios se acostumaram a socializar os riscos por meio de chorar ao Governo toda a vez que os lucros recuam.

     

    Sinceramente Nassif, vc que tem muito mais gabarito que eu nesse asunto poderia nos contemplar com uma analise sobre qual seria o verbete utilizado para caracterizar a retorica, analoga a Demoagogia, quando nao tratamos do povo, mas sim para  conduzir os desejos do empresariado brasileiro. Esse sim completamente embebido nesse novo verbete que ainda nao sei o nome. Voce saberia?

     

    Perdao a falta de sinais (teclado terrivel)

    1. Juliano Santos

      29 de abril de 2014 2:10 pm

      Tirou daqui, Francy.

      Tirou daqui, Francy. “Recuperar confiança” num sistema capitalista à brasileira pode muitas vezes significar jogar o jogo do capitalismo sem risco que o empresariado nacional tanto gosta.

      Para romper isso numa economia tão oligopilizada como a nossa, não basta “conquistar corações e mentes” do grande empresário. É preciso imbuir na sociedade como um todo, a vontade de se desenvolver, distribuindo renda. E os empresários terão que responder a essa vontade geral, quer queiram ou não. Se não ficam para trás e que se abram oportunidades para outros

      Isso só se faz com política. O governo tem pecado na política e não na gestão. Essa é a falta que um Lula faz.

      PS: Não desejo o “volta Lula”, apenas que Dilma faça um bom combate político. Do jeito dela, sem se preocupar com comparações. O problema é ficar só de gerente. Faça política, errando aqui e ali, mas faça

    2. Nilo

      29 de abril de 2014 3:28 pm

      A confiança do mercado

      A confiança do mercado perdida quando Dilma Baixou os juros, a conta da energia, espremeu as margens de lucro nas ppp e outros. Pra recuperar essa confiança é só dar um recado claro que ela não vai mais cortar se intrometer nos gordos lucros que sempre tiveram no Brasil. Simples assim. 

  3. Brasileiro aguerrido

    29 de abril de 2014 10:05 am

    Mantega derretendo
    Quando

    Mantega derretendo

    Quando Mantega se refere a recuperar a confiança está se referindo a confiança dos eleitores devido a queda de popularidade de Dilma Roussef, não à confiança dos investidores.

    Movimentos sociais e sindicatos não irão recuperar a queda de valor das ações da petrobrás de 450 bilhões para 150 bilhões; nem tampouco estimular o PIB que cresceu 2,4 % ano passado a crescer 0,1% a mais por causa de políticas sociais; a confiança do empresariado requer outras medidas.

    O cacoete do governo de governar apenas olhando uma fatia da sociedade, o faz esquecer que sem a confiança de toda a sociedade não se pode alavancar o PIB, nem aumentar exportações, nem reduzir realmente a inflação.

    Entre contentar os capitalistas rentistas que nada ou quase nada produzem, e contentar o empresariado produtivo, como o setor sucro alooleiro, por exemplo, o Governo fez as piores escolhas possíveis, e agora tenta justificar-se com  os “se”, como “se” fosse possível manter um país por muito tempo com deficits altos na balança comercial e ainda pedir a confiança geral da sociedade, só porque (ainda) temos desemprego baixo.

    Até quando, Ministro  Mantega?

  4. Assis Ribeiro

    29 de abril de 2014 10:23 am

    Mas, nem tão ruim assim

    Jaques Wagner

    Contrariando os que tentam propagar que estamos enfrentando alguma crise, o crescimento do nosso PIB foi o terceiro maior do mundo em 2013, conforme divulgado recentemente pelo IBGE. Com um crescimento de 2,3% no último ano, a economia brasileira está acima de nomes como Estados Unidos, Reino Unido e África do Sul.
    O resultado do último trimestre também mantém a economia brasileira na terceira posição, mostrando que encerramos 2013 muito bem.(…)

    1. Pachecão

      29 de abril de 2014 11:56 am

      Quem divulga um gráfico

      Quem divulga um gráfico mentiroso como esse, não pode reclamar dos gráficos da Folha, da Veja ou do Jornal Nacional.

       

      1. Assis Ribeiro

        29 de abril de 2014 12:17 pm

        Pachecão, neste você acredita.

        Brasil tem o 3º maior crescimento econômico do … – Blogs

         

        blogs.estadao.com.br/radar-economico/2014/02/‎ 27/02/2014 – Estadão.com.br …. Indústria perde espaço e Serviços já são quase 70% do PIB … Brasil tem o 3º maior crescimento econômico do mundo em 2013 …

         

        1. Pachecão

          29 de abril de 2014 12:31 pm

          Assis, você não entendeu

          Assis, você não entendeu nada. Prá mim não importa muito de onde vem a mentira. 

          Tenho capacidade de julgar informações com independência, não importando muito a fonte. Por isso não ireir servir de papagaio nem para mentiras da mídia e nem para a propaganda oficial, discordem ou concordem eles na mentira.

          Faça um favor a si mesmo, procure os registros oficiais de crescimento da economia mundial em 2013 e tire suas próprias conclusões. Só vou te dar uma dica, comece pelos nossos vizinhos sul-americanos.

          E outra coisa, essa lista, comparando com pesos iguais países que já atingiram uma renda per-capita muito alta com países que precisam crescer muito ainda para atingirem um patamar mínimo de bem-estar e principalmente, que tem potencial para isso, por suas riquezas naturais, como o Brasil, torna o gráfico mentiroso inclusive na sua essência.

           

           

          1. Francy Lisboa

            29 de abril de 2014 3:12 pm

            Pacheco, vc tem a sua

            Pacheco, vc tem a sua verdade. Nao importa quantos dados forem favoraveis, a sua verdade eh a sua verdade. Vc esta certo com certeza, mas mna sua verdade e nada mais.

    2. Francy Lisboa

      29 de abril de 2014 12:12 pm

      Assis, o negocio funciona

      Assis, o negocio funciona assim: Brasil bem? Surfou na onda das commodities na CONJUNTURA MUNDIAL, Lula teve sorte. Brasil mal, Mantega se torna Fraco e a CONJUNTURA MUNDIAL deixa de ser importnate num passe de magica.

    3. Henrique O. M. Reis Jr

      29 de abril de 2014 12:42 pm

      Errado.

      O Brasil cresceu na média em 2013.

       

      Mais em 2011 e 2012 houve forte desaceleração do crescimento e o pais cresceu muito menos do média em qualquer comparação razoável possível. E isso foi provocado pela decisão do governo de cortar investimentos em 2011. Foi a famosa frase da Mirian Belchior: “É possível fazer mais com menos”.

       

      http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/11/e-possivel-fazer-mais-com-menos-afirma-miriam-belchior.html

       

      A verdade é que o governo fez menos com menos, as medidas que deveriam compensar isso foram ou incompletas ou mal implementadas.

      O cambio não foi desvalorizado o suficiente e o aumento salarial comeu parte do ganho de competitividade. As desonerações da tributárias tiveram efeito reverso e aumentaram a carga tributária bruta. As concessões atrasaram. A redução da conta de energia foi corretamente percebido pelos investidores como conjuntural. E etc.

       

      Pode-se sair pela tangente, dizer que o importante não é crescer, que a Dilma é honesta, que se reduziu a desigualdade e etc.

       

      Repetiria o mantra dos opositores do Lula de 2003 à 2010 que ficavam dizendo que não importava que o Brasil estava dando certo, crescendo e distribuindo renda. E falavam de mensalão, republica sindical, e outras besteiras.

       

      O fato é um só: o Brasil é um país desigual, de renda média e com uma inserção internacional subalterna baseada em commodities. Para sair desta condição em um país do nosso tamanho só há um jeito: industrialização. E para isso é preciso crescer sim. Crescer, distribuir renda de forma sustentável (não adianta tentar distribuir pobreza) e defender a indústria nacional sem deixar esta se acomodar.

       

      E o fato é que a Dilma falhou neste processo. Em parte a culpa não foi dela pois herdou um problema que veio de governoS anteriorES. Mas não se pode dizer nem que ela caminhou na direção certa. Pois apesar de ter tomado o rumo correto não soube avançar nele.

       

      Afirmo que por incompetência na arte de liderar.

  5. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de abril de 2014 10:25 am

    As medidas estruturais e conjunturais

    Creio que a redução da tarifa de energia elétrica, a desoneração da folha de pagamento, a correção gradual da taxa de câmbio, o aumento da produção de petróleo e derivados e o aumento do patamar da reservas Cambiais, vão proporcionar um aumento extraordinários da competitividades das empresas instaladas no Brasil, para substituir parte das importações.

    Estas medidas são estruturais de médio e longo prazo,e vão alterar profundamente as relações econômicas no Brasil.

    As incertezas econômicas que são próprias do capitalismo, precisam ser enfrentadas de maneiras pontuais, inclusive para garantir a consolidação das medidas estruturais.

    Hoje estamos enfrentando uma significativa retração da demanda da Argentina e da Venezuela, por fatores conjunturais, que muito provavelmente será revertidos nos próximos meses.

    anexos:

    Balança Comercial Brasileira – Dados Consolidados(pdf)
    é uma publicação do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior – DEPLA, da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.

    URL;

    http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1394635352.pdf

    http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=571
    —————————

    http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1161
    Balança comercial mensal
    Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-Março 2014
    V.2. PAÍSES E BLOCOS ECONÔMICOS: Comparativo 2014/2013
        Principais paísses e produtos: ordem decrescente de valor(.doc)

    URL:

    http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivo/secex/balanca/balcombrasileira/mensal/brasileiro/bci019.doc
    http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1161
    ——————–
    http://www.anfavea.com.br/index.html
    Exportações de autoveículos montados(pdf)
    Carta Anfavea abril 2014-—Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA
    A Carta da Anfavea é uma publicação mensal que reúne informações estatísticas mensais e acumuladas da indústria automobilística brasileira sobre autoveículos e máquinas agrícolas automotrizes.

    http://www.anfavea.com.br/cartas/Carta335.pdf

    http://www.anfavea.com.br/index.html

     

  6. Assis Ribeiro

    29 de abril de 2014 10:38 am

    O Brasil tem crescido em um

    O Brasil tem crescido em um cenário mundial adverso.

    O país que mais tirou a sua população da miséria, o que mais criou emprego e elevou o salário médio.

    Obras gigantescas de infraestrutura estão sendo implantadas desde o governo Lula.

    O Brasil foi desmontado desde o segundo período militar, escolas, infraestrutura, dívida imensa, dependência do FMI, remontar tudo isso em 12 anos não é fácil e nem rápido. 

    Tudo o que foi feito sem criar um imenso endividamento, como aconteceu c om os governos militares, é digno de aplausos e não de críticas.

    Por isso, o sábio povo que se descola do pessimismo da “midiatite” pede mudanças mas com o governo do PT, como indicam todas as pesquisas.

    1. Henrique O. M. Reis Jr

      29 de abril de 2014 12:19 pm

      O Nassif está falando mal do

      O Nassif está falando mal do governo PT ou do PT como partido.

       

      Todo analista sério sabe que o PT é o único partido grande com organicidade e etc. Não está se negando isso.

       

      Mas o fato é que a Dilma tem tomado medidas sem ouvir a sociedade rodeada por ministros da turma do sim senhora. O mais bizarro é que ela acha que ouve a sociedade. De fato, ela ouve as reclamações e as demandas, mas na hora de tomar as decisões faz de gabinete e valorizando políticas de curto prazo.

       

      O que o Nassif está afirmando é que este não é um mal dela mas dos governantes em geral.

       

      O Brasil tem problemas estruturais que não podem ser empurrados pela barriga. O caso do “sistema” tributário brasileiro é clássico.

      1. Henrique O. M. Reis Jr

        29 de abril de 2014 1:53 pm

        Faltou um ponto de

        Faltou um ponto de interrogação.

         

        o correto é : O Nassif está falando mal do governo PT ou do PT como partido? 

         

        Não. Pois todo analista sério sabe que o PT é o único partido grande com organicidade e etc. Não está se negando isso.

      2. MRE

        29 de abril de 2014 2:28 pm

        Henrique,
        Não é de hoje que o

        Henrique,

        Não é de hoje que o Nassif mostra rusgas constantes em relação ao  Guido, dai a sensação de partidarização em seus comentários. E suas respostas são monossilábicas e só confirmam esta má vontade. Anteontem ele comentou que não faz balão de ensaio….

        O Guido está no cargo há oito anos….tem que ter méritos e ser bom !

        Vai governar um paísoinde tudo que se faz é visto pelo lado “não vai dar certo”. Se o dólar aumenta é um blá , blá , bl;á …; se o dólar diminuiu é outro blá , blá , bla…Imagine você coordenando um setor onde todos só sabem reclamar e dizer que não vai dar certo ? Tem algum noticiário ( jornal, TV, r;adio) que não fale mal do governo há dez anos , das 7:00h até meia-noite ? Dê uma pausa e aceite a orientação sugerida – se não for boa, mude!

        Já sugeri algumas vezes o Nassif propor um papo com o Guido ( Dilma , Lula) e promover as suas dúvidas e as dos seus leitores. Quem sabe não se sai com outras visões e ponderações ? Quem sabe o Guido não aceite receber/discutir  sugestões do blog?

        1. Raí

          29 de abril de 2014 9:31 pm

          O Nassif é um provocador !
          Meus amigos, meus inimigos, conheço o dono do blog, há muitos anos, e sei o seu pensamento a respeito da condução da política econômica do 1º governo petista, desde quando ele mantinha uma patrulha ideológica, contra o Palocci, que queiramos ou não, foi um revolucionário condutor desta barca que herdamos “afundando” do governo neoliberal e entreguista da adm.anterior, e que conseguiu em pouco mais de 4 anos(quando foi injustamente sacrificado, em nome da governabilidade) tirar o país do atoleiro, e coloca-lo no rol dos países com perspectivas de crescer sustentadamente, o que ocorreu, até o seu último dia à frente do Ministério da Fazenda, e seus ensinamentos e deliberações, foram seguidas(e aperfeiçoadas) pelo seu discípulo Guido Mantega, que convenhamos, está num cargo, no qual poucos conseguem sequer terminar um mandato federal, e ele, ensaia dois, mesmo debaixo de críticas de todos os setores de direita e da imprensa.
          Por isso, é que acredito que o post do Nassif, seja mais uma “bola” levantada, para que os comentaristas esquentem o debate, pois isso é democrático e saudável.
          Ele, mais do que ninguém, sabe que na atual conjuntura, nenhum outro economista ou técnico em administração macro-economica, conseguiria fazer melhor, e de que outra forma, sairíamos da atual situação pela qual passa o Brasil, sem nenhum “milagre” de vida efêmera, cujo preço, costuma ser caro demais, no futuro. De “salvadores da pátria” como alguns sugerem, estamos de saco cheio.

  7. Assis Ribeiro

    29 de abril de 2014 10:54 am

    Dilma chamou a população ao

    Dilma chamou a população ao seu gabinete.

    Chamou o povo para a Constituinte ou plebiscito da reforma políitca.

    E o que fez a imprensa e o próprio congresso?

  8. Assis Ribeiro

    29 de abril de 2014 10:56 am

    Tarso Genro parece reconhecer

    Tarso Genro parece reconhecer algumas das premissas de Nassif, mas faz uma abordagem diferente.

    “A semeadura da insegurança, que precede as inflexões para direita, está em curso em todos os níveis e para responder a esta sensação manipulada – que vai da economia à segurança pública – é preciso dizer de maneira bem clara quais os próximos passos contra as desigualdades e contra perversão da política e das funções públicas do Estado. Chegamos a um momento de defesa política de um modelo novo combinado com a velha luta ideológica.”

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-capital-esta-vencendo-Como-a-esquerda-pode-barra-lo-/4/30765

    1. IV AVATAR

      29 de abril de 2014 11:08 am

      ate para afastar o pessimismo

      ate mesmo para afastar o pessimismo quanto ao futuro, um pessimismo provocado pela imprensa…lembro que na ditadura militar até na Era FHC a imprensa apontava os próximos passos: O bolo vai ser repartido!  Trabalhem para o bolo crescer e depois ser reparitdo. A tal divisão do bolo, não como gostariamos mas dentro do possivel, só veio com Lula. Hoje a imprensa faz uma campanha de negativiso quanto ao amanha: a inflação vai voltar, os preços vao aumentar….não dizem que a grana do pre-sal está chegando por causa do regime de partilha e que haverá 100 por cento dos rroyalties para saude e educação,,,o governo tem que dizer o que vem por ai isso sim.;;;…a imprensa conseguiu tornar o povo pessimista com relação ao amanha, embora feliz com relação ao hoje, isso o pig não pode tirar, então prega o apocalipse, simples assim

      é preciso dizer de maneira bem clara quais os próximos passos contra as desigualdades e contra perversão da política e das funções públicas do Estado. Chegamos a um momento de defesa política 

  9. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de abril de 2014 11:52 am

    Minha Casa, Minha Vida— 5,75 milhões de unidades habitacionais

    ——O Minha Casa, Minha Vida financia casas e apartamentos para famílias com renda até R$ 5 mil por mês. As condições do financiamento variam de acordo com a renda familiar. O programa foi criado em 2008, quando Dilma era ministra-chefe da Casa Civil no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.——

    Terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida será lançada em junho
    Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

    O governo vai lançar em junho a terceira etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que beneficia famílias de baixa renda. A data foi definida hoje (28) em reunião entre a presidenta Dilma Rousseff, ministros ligados ao programa e representantes da construção civil.

    “Estamos já com a certeza da existência do programa em sua terceira fase. As condições, os números e os volumes de recursos serão objetos de trabalho, tanto na área do governo quanto na área empresarial, com as contribuições dos movimentos sociais, de todos aqueles envolvidos dentro do programa”, disse o ministro das Cidades, Gilberto Occhi.

    Apesar da indefinição sobre os números, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, adiantou que o Minha Casa, Minha Vida 3 deverá prever a construção de 3 milhões de unidades habitacionais. A segunda fase do programa, que está em vigor e tem metas até o fim de 2014, prevê 2,75 milhões de residências.

    Segundo Occhi, mais de 2,4 milhões de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida 2 já foram entregues ou estão contratadas. Até o fim do ano, o governo deve entregar ou contratar cerca de 400 mil.

    Unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida

    Unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida—-Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O anúncio da terceira etapa antes da conclusão da atual fase é importante para o planejamento das construtoras, segundo Simão, representante do setor.

    “O processo de construção de programa como esse não é uma coisa simples, começa na busca do terreno, na compra, na contratação, na elaboração dos projetos, dos licenciamentos, é um prazo muito longo. É importante que tenhamos esse sinal agora em junho para que os empresários possam se movimentar e, ao longo do tempo, estar formando as novas unidades”, avaliou.

    Perguntado sobre o possível caráter eleitoreiro do anúncio a poucos meses da disputa presidencial de outubro, Simão disse o setor considera o Minha Casa, Minha Vida um programa de Estado, que deve ser mantido independentemente dos resultados eleitorais. “Pelo contrário, vejo até com uma obrigação do governo deixar isso implantado.”

    O Minha Casa, Minha Vida financia casas e apartamentos para famílias com renda até R$ 5 mil por mês. As condições do financiamento variam de acordo com a renda familiar. O programa foi criado em 2008, quando Dilma era ministra-chefe da Casa Civil no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    URL:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-04/terceira-etapa-

  10. emerson57

    29 de abril de 2014 12:27 pm

    errado

    ajudar a industria automobilistica em cartel, a vender o carro mais caro do mundo para enviar o lucro para as matrizes?

    muito obrigado. vou continuar usando o meu Kadett 96 !

    Cartel – Ministério da Justiça  portal.mj.gov.br/sde/main.asp?ViewID…913E-4969…‎

    Cartel é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de mercados …” 

     

  11. Douglas-SP

    29 de abril de 2014 12:36 pm

    As montadoras estão

    As montadoras estão reclamando das vendas? Que tal baixar o preço? Os preços dos automóveis so tem subido a 6 meses, todo mes um aumento novo! Estou acompanhando porque estou as vistas de trocar meu auto por um mais novo, mas para pegar um do mesmo padrão e 0 KM não irei gastar menos de 50 mil! Minha solução vai ser dar uma revisada geral no meu atual, porque não vou me enforcar em financiamentos de 3 anos para pagar uma fabula em um bem que daqui a 2 anos não vai valer nem 50% do que ainda estaria pagando. E que tal darem uma olhada nas remessas de lucros que as montadoras fazem para as matrizes?

    1. emerson57

      29 de abril de 2014 1:58 pm

      camaro ou mustang

      “””para pegar um do mesmo padrão e 0 KM não irei gastar menos de 50 mil!”””

      com os seus 50 mil, o sr. compra um camaro ou um mustang v6 com 323 hp!

      sem ajuda do governo!

      http://www.fool.com/investing/general/2014/02/22/will-fords-risky-new-2015-mustang-decimate-chevys.aspx

  12. Mar da Silva

    29 de abril de 2014 12:48 pm

    O texto precisava dizer como

    O texto precisava dizer como acabar com esse sistema sem dar um basta ao sistema de financiamento de campanhas que sabota a vontade das urnas.

  13. Miguel A. E. Corgosinho

    29 de abril de 2014 1:42 pm

    Nassif esqueceu de mencionar

    Nassif esqueceu de mencionar que no crescimento do PIB são apenas as formas ilusorias que âssumem as verdadeiras.

    O PIG está trabalhando duro, as más linguas é o laço existente na divisão do trabalho.

    A midia quer dominar todas as lutas no interior do Estado.

  14. Sta Catarina

    29 de abril de 2014 2:30 pm

    Montadoras

    Vejo as montadoras reclamando da queda nas vendas, alegando prejuízos, etc., etc.

    Entretanto, conhecendo como funcionam as multinacionais, com raras excessões, não vemos um trabalho interno de melhoria dos processos, racionalização dos custos, dentre outras medidas. É fácil criticar o governo e as empresas do governo, mas fazer o dever de casa, nunca.

  15. Alexandre Weber - Santos -SP

    29 de abril de 2014 2:58 pm

    Nassif e o assembleismo

    Penso que não funciona assim o governo de organismos complexos.

    Não importa de onde venha a solução, o que importa é que funcione e melhore as condições do povo e do pais.

    Este negócio de achar que assembleismo é a solução é puro diversionismo, na minha opinião.

    1. Fernando de Jesus Rodrigues

      29 de abril de 2014 5:36 pm

      Discordo,
      A origem das

      Discordo,

      A origem das soluções traz uma forma de resolver os conflitos dos grupos onde essas soluções surgiram. A de algumas elites, sabemos, deu no que deu. E uma parte dela é brutal e truculenta. E muitas delas diziam a mesma coisa. Não importa a origem o que importa é que resolva. Aliás, a ditadura legitimou-se nisso. Veja o depoimento de Lula a respeito do governo Médici. O desenvolvimentismo e o neoliberalismo, no Brasil, são as bandeiras mais visíveis de práticas governamentais de grupos que atuaram com limitado potencial de integração dos diferentes brasileiros. É porque a maioria aqui pensa que só existe o Sudeste como centro de articulação do que seja o Brasil. E o Nordeste é um lugar de coronéis e proprietários de terra. E os pobres são os que são ajudados. Essa é a visão de quando o Brasil era moderno. Lula, nesse sentido, já demonstrou mais compreensão da situação do que muitos da esquerda. Essa luta não é só a das próximas eleições. É a das próximas gerações. A luta dos segmentos que abertamente lutam por democracia é renhida, mas também não pode se pautar pelo medo. A polarização levará a um acirramento dos extremistas; sempre foi assim na humanidade. Eu tomo como referência a dinamarca, a holanda, a inglaterra na maneira de resolver os nossos conflitos; não os estados unidos, venezuela, rússia, ou argentina. Se a solução sair de práticas democraticas o potencial de distribuição do poder é maior. É nisto que aposto e me parece o mais sensato.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        29 de abril de 2014 7:23 pm

        KKKKK!!!!!!

        Mais um no blog com um gerador de lero-lero instalado no computador rsrsrsrsrs….

        1. Fernando de Jesus Rodrigues

          29 de abril de 2014 8:21 pm

          É verdade, esqueci que um bom

          É verdade, esqueci que um bom pensamento pra o hábito de pensar jornalístico só cabe em três linhas e termina com “e ponto final”….  KKKKKK

          Precisamos combater é a aversão intelectual das elites anti-educacionais.

    2. Fernando de Jesus Rodrigues

      29 de abril de 2014 5:36 pm

      Discordo,
      A origem das

      Discordo,

      A origem das soluções traz uma forma de resolver os conflitos dos grupos onde essas soluções surgiram. A de algumas elites, sabemos, deu no que deu. E uma parte dela é brutal e truculenta. E muitas delas diziam a mesma coisa. Não importa a origem o que importa é que resolva. Aliás, a ditadura legitimou-se nisso. Veja o depoimento de Lula a respeito do governo Médici. O desenvolvimentismo e o neoliberalismo, no Brasil, são as bandeiras mais visíveis de práticas governamentais de grupos que atuaram com limitado potencial de integração dos diferentes brasileiros. É porque a maioria aqui pensa que só existe o Sudeste como centro de articulação do que seja o Brasil. E o Nordeste é um lugar de coronéis e proprietários de terra. E os pobres são os que são ajudados. Essa é a visão de quando o Brasil era moderno. Lula, nesse sentido, já demonstrou mais compreensão da situação do que muitos da esquerda. Essa luta não é só a das próximas eleições. É a das próximas gerações. A luta dos segmentos que abertamente lutam por democracia é renhida, mas também não pode se pautar pelo medo. A polarização levará a um acirramento dos extremistas; sempre foi assim na humanidade. Eu tomo como referência a dinamarca, a holanda, a inglaterra na maneira de resolver os nossos conflitos; não os estados unidos, venezuela, rússia, ou argentina. Se a solução sair de práticas democraticas o potencial de distribuição do poder é maior. É nisto que aposto e me parece o mais sensato.

    3. josé nogueira

      29 de abril de 2014 7:31 pm

      abaixo a autocracia

         Precisamos acompanhar os novos tempos. A constituição diz que todo poder emana do povo, mas nossos governos não o ouvem. Se levarmos em conta que a internet fornece novas formas de mobilização, a exemplo do que aconteceu na Primavera Árabe, no Occupy Wall Street e nos protestos de maio de 2013, me parece que criar canais de participação para receber o feedback, ṕonderar as decisões e demais formas de consulta popular já é uma necessidade para a qual os governos ainda não se prepararam e correm o risco de pagar um preço alto por isto.

  16. Francy Lisboa

    29 de abril de 2014 3:20 pm

    Para os lunaticos que

    Para os lunaticos que acreditam em plano comunista em qualquer acao do Governo, ficar pedidno que o Governo “veja” a margem de lucros das empresas eh uma mao cheio para alimentar a paranoia de alguns por aqui, que nao dormem sem antes olhar debaixo da cama para ver se nao ha um comunista ou mpetista para ser mais atualizado. Esse eh o mesmo raciocinio de uns que ficam com o Reaje! Vamos cortar verbas, briga Dilma, etc. Isso eh tudo que eles querem: o PT nao mais moderado. Com o PT nao pragmatico ficara mais facil tira-lo, essa sim a vedadeira bala de prata nesses 11 anos de governo.

  17. vera lucia venturini

    29 de abril de 2014 3:35 pm

    Mas fica uma pergunta: será
    Mas fica uma pergunta: será que os empresários brasileiros e suas associações (conservadores até a medula e que financiaram o golpe de 64) tem interesse em conversar sobre economia com o governo? Será que empresários da mídia estão sozinhos quando criam esse clima de pessimismo na economia brasileira (que é a terceira economia que mais cresce no mundo)? Ou será que já pressentiram que está na hora de se apoderar via privatização de toda a organização e desenvolvimento que os governos do PT implementaram no país?
    Vou repetir a frase que o Kennedy copiou não sei de quem: “não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país”.
    Sabe porque a economia brasileira patina sem a ação determinante do governo? Porque os empresários brasileiros são todos descendentes do “convênio de Taubaté”.

  18. Maria Luisa

    29 de abril de 2014 4:21 pm

    Querem sempre mais fazendo o minimo

    Entre istou ou aquilo, a verdade é que a economia mundial não vai bem e que o governo vai ter muitas dificuldades este ano porque, sim, é ano eleitoral. Ano eleitoral e com Copa do Mundo. Do que se conclui que os empresarios, através da imprensa amiga, vão ficar no chororô e no mimimi, mas não darão o passo importante que é querer melhorar a situação, sentando com o governo e atores sociais para melhorar o crescimento. O que pode ser bom para todos, se o bolo crescer e for melhor dividido. 

  19. Fernando de Jesus Rodrigues

    29 de abril de 2014 4:21 pm

    A ponderação deve ser crítica e quem faz deve ser prestigiado.

    Minha questão não é se Mantega ou o PT se saíram bem ou mal. É sobre qual direção e amplitude da discussão sobre economia como legitimidade dos poderes partidários que governam o Brasil. À direita ou à esquerda, o economicismo linear impera. O problema da democracia e da representação dos diferentes setores nas questões econômicas implica o reconhecimento de que a economia se tornou uma porta de entrada para a diversidade de necessidades (simbólicas) do homem comum, e não é mais o seu ponto de chegada. Essa questão mostra sinais de limitação e esgotamento porque as condições de vida do homem comum e do mercado de informações que nutre a maneira como os indivíduos desejam já é muito complexa para que nomes como pobres, classe média e ricos sejam totalizadores das questões de representação do poder e das demandas.

    Nesse sentido, concordo e apoio o levantamento da questão posta por Nassif. E adiciono. Há um desenvolvimento e complexificação desse movimento desde a redemocratização. O governo petista abriu mais portas sim que o governo tucano nesse terreno, e as bases de apoio de um e outro governo mostram as limitações mais amplas ou mais fechadas para um e outro governo. Mas o governo Dilma, em diferentes setores, fechou a porta para diálogos integradores, de pessoas que compartilham, inclusive, de alguns de seus ideais.

    A falta de percepção para isso nos coloca na situação em que estamos. A ala PSDbista não mostra nada novo nesse sentido, e não tem condições de apresentar, pois seus laços constrangem eles enormemente. Marina, que traria novos agentes para a cena representativa, encontrou barreiras e está limitada pelo próprio líder de Chapa, de um lado, e pela falta de base sociais amplas, de outro.

    A mudança precisa de reavaliações agudas de quem está hoje no poder, especialmente nas maneiras de fazer os diferentes setores se sentirem participantes (o Nordeste não é apenas ajudado minha gente, é parte do jogo intricado de interesses de agentes nacionais e transnacionais), e efetivamente participarem. Tem de ser integradora não apenas na Economia no sentido dos economistas e administradores, mas tem de ser na Economia, no sentido de incorporar mais tipos de demandas simbólicas por participação no poder. Isso ajudaria a consolidar as mudanças econômicas mas, tão importante quanto, as mudanças na legitimidade econômica do poder partidário que impede uma vida de bem-estar democrática e civilizada para todos (essa tem de ser a meta), que é o que acredito pelo que devemos lutar. Lutar por uma parte agora e depois amanhã não dá. Não, a história desse país já mostrou que nos leva a pressões para a manutenção da desigualdade.

  20. Miguel A. E. Corgosinho

    29 de abril de 2014 4:26 pm

    Quebra-gelo com o novo.

    Considerando que cada opinião agrega valor com os interesses de quem Lê, acredito que:

    Todo comentário tem um parcialismo embutido.

    Quem fizer um comentário, se não tem vergonha de mostrar a forma da ideia, escreva uma das três opções no final:

    Sou PT de Dilma,

    Sou PSDB de FHC, ou

    Sou do PIG para serem conhecidos. 

    1. Henrique O. M. Reis Jr

      29 de abril de 2014 6:11 pm

      Não sou nenhum dos 3!
       
      Aliás

      Não sou nenhum dos 3!

       

      Aliás votei no Ciro Gomes em 2002 pela proposta de reforma tributária, no Lula em 2006 por rejeição a Heloísa Helena e sua retórica Udenista e no Plínio em 2010 pois era o único comprometido com uma agenda de reformas.

       

      E sempre votei PT no segundo turno por rejeição ao neoliberalismo representado pelo PSDB.

       

      Vocês Petistas tem que parar com essa visão Preto e Branco da sociedade.

      1. Miguel A. E. Corgosinho

        29 de abril de 2014 7:48 pm

        Que o PSDB de FHC tem muita

        Que o PSDB de FHC tem muita inveja da Dilma do PT, isso tem. 

        Dilma superou os gananciosos mercadistas da inflação (taxa real é na SELIC); mesmo assim consegue manter o crescimento econômico só com o processo do individuo na produção.

        Dima diria o velho bordão de Lula: nunca na história desse país houve desenvolvimento e pleno emprego. 

        É de fazer história.

  21. Diogo Costa

    29 de abril de 2014 4:46 pm

    Chega de “se”. Vamos aos fatos!

    A incompetência brutal do PSDB em matéria fiscal, macroeconômica, monetária, social e política ainda será objeto de inúmeros estudos no futuro. A desgraça do PSDB foi debelada graças a Lula e Dilma. O neoliberalismo farsesco foi debelado e agora estes mesmos cidadãos que destruiram o país pretendem voltar, como se nada tivesse acontecido…

     

    A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) cresceu 85,23% nos últimos 11 anos (2003-2013). Isto dá uma média de 5,7% ao ano de crescimento nos investimentos aqui no Brasil. O consumo das famílias, no mesmo período, cresceu 55,7%.

    Em sete anos de PSDB-FHC (1996-2002)¹, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu pífios e ridículos 0,91%. O consumo das famílias, neste período, cresceu 13,0%.

    Quem é mesmo que estimulou o “consumismo” em detrimento dos investimentos, o PT ou o PSDB?

    ¹ A série histórica do IBGE não trás os dados de 1995. A série começa no ano de 1996.

    ———————————–

    O que me deixa deveras admirado é a incapacidade de alguns experimentados jornalistas e economistas em constatar o óbvio. Óbvio este que está disponível e acessível para qualquer cidadão brasileiro que pretenda investir alguns poucos minutos pesquisando a realidade concreta e objetiva dos fatos, por exemplo, no site do IBGE.

    1. Henrique O. M. Reis Jr

      29 de abril de 2014 6:05 pm

      Quebra esta sua série

      Quebra esta sua série meu querido amigo.

       

      Não existe governo Lula-Dilma como vários petista acriticos pretentendem vender.

       

      No goveno DILMA a FBKF cresceu PÍFIOS 3,1% entre 2011 e 2013, sendo que na verdade esse crescimento se deu em 2013. Pois entre 2011 e 2012 ela CAI 2,3%.

       

      A Dilma foi incompetente. Ponto final

      1. Diogo Costa

        29 de abril de 2014 7:06 pm

        Absoluta e rigorosamente nada a ver

        A oposição fracassada e a mídia venal querem separar Dilma e Lula. Jamais conseguirão! O projeto é o mesmo e apenas o que muda é o fato de Dilma estar governando no meio da maior crise econômica que a humanidade já viu desde o Crash de 1929, que é o Crash de 15 de setembro de 2008. 

         

        No mais, vamos decompor a Formação Bruta de Capital Fixo:

         

        -Três primeiros anos de Dilma Rousseff: crescimento de 6,84% (4,7%; _4%; 6,3%)

        -Três primeiros anos de Lula: crescimento de 7,82% (_4,6%; 9,1%; 3,6%)

         

        É impossível avaliar o governo Dilma com base nos três primeiros anos de mandato. Mas certamente ela será avaliada, ao final de 2018, e o saldo será amplamente positivo, sem dúvidas algumas.

         

        E agora repito:

         

        -Nos sete anos da desgraça chamada FHC-PSDB, a Formação Bruta de Capital Fixo ficou em irrisórios, pífios, vexaminosos e absolutamente vergonhosos 0,91%.

         

        Em apenas 03 anos de mandato a FBCF no governo Dilma já cresceu SETE VEZES mais do que nos desgovernos neoliberais do PSDB.

         

        Dilma é Lula e Lula é Dilma. E este sim é o ponto final.

  22. Calvin

    29 de abril de 2014 6:27 pm

    “Se as concessões públicas

    “Se as concessões públicas tivessem deslanchado mais cedo…”

    Bem, a ficha do PAC demorou a cair (inclusive aqui) e se partiu para o uso privado tardiamente.

    “..diversos conselhos montados ao longo dos últimos anos – e que tornaram-se meramente simbólicos…”

    Ao que parece, caiu a ficha do Conselhão…

    “Nas últimas décadas a sociedade civil logrou avanços…”

    Enfim alguém aqui que sabe que o Brasil não foi descoberto em 2003…

    Mas a verdade é que a crítica do post em si, só é efetiva porque o que se implementou a portas fechadas não funcionou. Tivesse funcionado, todos estariam comemorando. O Plano Real não foi resultado de plebiscito ou assembleísmo…

  23. Filipe Rodrigues

    29 de abril de 2014 6:42 pm

    Márcio Pochmann para ministro da Fazenda urgente…

    As medidas administrativas do Mantega não funcionam mais, o ministro tem que parar de ser chantageado pela indústria automobilística, alto estoque é bom para reduzir os preços dos carros e a inflação, essas multinacionais tem lucros astronômicos e ainda querem dilapidar a legislação trabalhista para poderem demitir mais. 

    A Dilma precisa encontrar alguém que conduza a economia do país igual o Haddad na prefeitura de São Paulo, Pochmann é esse cara, precisamos voltar a pensar o país.

    Pra quê tanto incentivo a veículos se o país não tem montadoras 100% brasileira?

  24. Bandiz G.

    30 de abril de 2014 1:23 am

    Eu não consigo entender do

    Eu não consigo entender do grande empresariado nacional que tem dinheiro não consegue encarar de frente e abrir uma montadora. Alguem me explique por favor.
     

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