
Jornal GGN – Com exceção das rolhas e tampas, as garrafas de vidro usadas para o vinho permaneceram imunes à inovação durante séculos. Isso basicamente porque não há nada de errado com elas. Será? Um designer gráfico britânico resolveu desafiar o senso comum e criou um modelo de garrafa para vinhos feita de papelão. A nova marca, chamada Paperboy, tem embalagem feita de resíduos de papel industrial, que é 80% mais leve que o vidro, o que torna o produto mais barato de transportar e ainda biodegradável.
A ideia foi de Kevin Shaw, designer gráfico de uma empresa baseada em Londres. Ele criou o modelo para um cliente específico dos Estados Unidos. A embalagem é moldada a partir de pasta de papel e forrada com uma bexiga de plástico. De acordo com a empresa, as garrafas de papel oferecem outros benefícios para os bebedores de vinho, além de seu peso mais leve. O isolamento mantém o vinho mais refrigerado, não há risco de quebrar, e o papelão é mais fácil e mais eficiente para a reciclagem que o vidro.
A estimativa é que uma carga completa do vinho Paperboy em caminhões economiza aproximadamente 61 litros de diesel e impede 1.365 libras de CO2 de entrar na atmosfera, reduzindo o impacto do gás do efeito estufa. As garrafas de papel precisam de menos energia durante a fabricação, reduzindo 67% das emissões de carbono que a fabricação das garrafas de vidro. A garrafa do Paperboy vai ser comercializada por US$ 15, sendo a safra de 2012.
Com informações do Mashable.
Leonardo M. G.
28 de abril de 2014 9:38 pmUma única utilidade:
Só vai servir pra vinhos de guarda. Explico: para vinhos jovens e de mesa, o Bag-in-Box é muito mais útil, pois é mais facilmente armazenável…
Obs.: Mas quem gosta de tintos de guarda, facilmente vai optar pelo vidro, menos sensível à ação do tempo…
Anarquista Lúcida
28 de abril de 2014 10:29 pmSó resta saber se o contato com o plástico nao estraga o vinho
Nao acrescenta toxinas ou nao interfere no gosto…
Jorge Nogueira Rebolla
28 de abril de 2014 11:29 pmSe até a coca-cola em garrafa de vidro… é melhor!
Façam o teste. Imaginem o vinho!
Designer britânico e cliente americano… fyb
Véio Zuza
29 de abril de 2014 2:06 pmEm bom português:
Em bom português: chinelagem!!!
jc.pompeu
29 de abril de 2014 12:55 amque papelão…mudar do vinho
que papelão…mudar do vinho pra água.
Roberto Takata
29 de abril de 2014 6:12 amClaro que garrafa de papel
Claro que garrafa de papel quebra. E fura. E molha.
A garrafa de vidro, mais do que ser reciclada sem limites (coisa que papel não pode), pode ser reutiizada – lavou, tá nova (coisa que papel não pode).
Façamos as contas. A redução da massa é de 1,365 libras ou 619,154g de CO2 por carga. O mundo produz anualmente 26.216.967.000 kg de vinho. Digamos que a carga seja de 1.000 kg por caminhão. Isso significa uma redução na emissão de 16.232.340 kg de CO2.
Por garrafa reciclada, diminui 67% de emissão. Só que o vidro pode ser reutilizado um sem número de vezes. Só precisam ser substituídas as quebradas. Digamos que 30% das garrafas de vidro sejam recicladas: estão seria uma redução de 67%*30%=20,1%. Mas, os 70% das garrafas reutilizadas, significa que as de papel aumentam as emissões em: (100-67)%*70%=23,1%. No global, as garrafas de papel emitem 3% a mais de CO2 em sua produção.
550g de CO2 são produzidas na fabricação de uma garrafa de vidro. 3% são 16,5 g por garrafa. Sendo necessárias 26.216.967.000 de garrafas, isso dá um montante de 43.257.995 kg de CO2 a mais emitidos.
Deduzindo o valor economizado no tranporte: 27.025.655 kg *a mais* de CO2 são liberados com a adoção da garrafa de papel.
[]s,
Roberto Takata
Roberto Takata
29 de abril de 2014 6:36 amPrecisarei recalcular. São
Precisarei recalcular. São 632 kg mm, não g. (Não são 21 litros, mas 230 litros.)
[]s,
Roberto Takata
Gerson Pompeu
29 de abril de 2014 11:42 amOrdinário, marche!
Já se vende vinho ordinário em Tetrapak há muito tempo. Novidade só o formato.
Quanto a ser reciclável, tenho grandes dúvidas se é possível separar o papel do plástico para reaproveitá-los.