10 de junho de 2026

EUA vão proibir investimentos direcionados em chips e IA da China

A partir de 02 de janeiro, envolvimento em “determinados conjuntos de tecnologias e produtos” é proibido por questão de segurança nacional
Foto de Bermix Studio na Unsplash

Os Estados Unidos vão proibir investimentos direcionados em semicondutores, tecnologias quânticas e inteligência artificial da China a partir de 02 de janeiro de 2025, caso tais movimentos sejam considerados uma ameaça à segurança nacional norte-americana.

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Segundo o site South China Morning Post, o Tesouro norte-americano divulgou regras para proibir o envolvimento norte-americano em determinadas transações com a China continental, Hong Kong e Macau.

O foco de tais regras envolve “um conjunto definido de tecnologias e produtos” que representam um risco à segurança nacional, e o Tesouro exige que tais transações sejam notificadas.

De acordo com o Tesouro norte-americano, as transações cobririam tecnologias em semicondutores e microeletrônica e tecnologias de informação quântica, bem como IA, que descreveu como “fundamentais para o desenvolvimento da próxima geração de aplicações militares, de vigilância, inteligência e certas aplicações de segurança cibernética”, como jatos de combate de próxima geração.

Em linhas gerais,a proibição engloba investimentos diretos ou indiretos, como aqueles que usam modelos de IA para melhorar a inteligência de mira ou sistemas de armas autônomos por meio de uma empresa-mãe chinesa, bem como o desenvolvimento de um sistema de IA projetado exclusivamente ou destinado a um local militar.

Transações como a aquisição de participação acionária, certos financiamentos de dívida e investimentos greenfield ou investimentos que poderiam resultar em expansão corporativa e joint ventures também seriam alvos.

Para altos funcionários do governo Joe Biden, tais regras garantiriam que os investimentos dos Estados Unidos não fossem “explorados” para o desenvolvimentode tecnologias avançadas que poderiam acelerar a modernização das forças armadas chinesas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de outubro de 2024 7:19 pm

    O desespero dos gringos é evidente, ridículo, inútil e só terá uma conseqüência: provocar risos. O declínio e queda do White Ass Apes Empire já começou e se tornará mais e mais proeminente até o fim dessa década. Ao transformar sua moeda em arma, os EUA forjou o último prego do caixão do Uncle Sam.

  2. ed.

    29 de outubro de 2024 10:20 pm

    Nossas zelites continuam abrindo as pern, digo portas do braZil ao “glamuroso livre mercado” que só os fortes praticam e nós magrelos e fracotes “precisamos concorrer de igual pra igual”. Questã dionrra!
    Enquanto não fazemos nada para mudar e poder competir (leva tempo), nossas tetas ficam inchadas de tanto mamarem e ordenharem.
    Enquanto a China arregaçava as mangas, com menor PIB que nós nos anos 90, nós nos afundávamos no pântano neoliberal a partir dos Fernandos…
    O resultado é esse: até os EUA estão sapateando de chinelos.
    E a China com todo esse shlep, shlep do “free competition” (prozôutro!), já empatou nos chips de 3 nanos.
    Agora é observar quando vai passar…
    E nós aqui discutindo o tratamento precoce dos juros e do déficit fiscal!

  3. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    1 de novembro de 2024 8:07 am

    É mais um cipó no já gigantesco cipoal de sanções que os incompetentes gestores do império aplicam e que vão redundar na aceleração do desenvolvimento da China e consequente declínio dos EUA e seus paises vassalos. Eles ainda não entenderam, que aplicar sanções em países pequenos e desprotegidos tem efeitos astronomicamente diferente do desejado quando se trata de grandes nações, como China e Russia.

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