10 de junho de 2026

Total de mortos por inundações na Espanha ultrapassa 150

Trabalho de busca segue em andamento, enquanto população é incentivada a ficar em casa por conta das previsões de mau tempo
Foto: RS/Fotos Públicas

Mais de 150 pessoas morreram no pior desastre natural a atingir a Espanha nas últimas décadas, enquanto as equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes em meio às notícias de mau tempo para os próximos dias.

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Como explica o site Euronews, a região de Valencia foi a mais atingida dentre as áreas afetadas por chuvas torrenciais e tempestades de granizo ocorridas na última terça-feira.

Milhares de moradores de Valencia ficaram sem água e eletricidade, e outras centenas ficaram presas depois que as estradas foram bloqueadas, linhas de trem foram interrompidas e automóveis arrastados pelas águas.

A busca por corpos e sobreviventes tem sido feita pelos trabalhadores de emergência regionais e locais, que ganharam o reforço de mais de 1000 soldados das unidades de resgate de emergência da Espanha.

As autoridades regionais de Valência divulgaram um total de 155 mortos como número preliminar atualizado, mas dezenas de outras pessoas seguem desaparecidas.

O atual número de vítimas das inundações é o pior registrado na Europa desde as enchentes de 2021, quando pelo menos 243 pessoas morreram na Alemanha, Bélgica, Romênia, Itália e Áustria. Na Espanha, acredita-se que seja a pior inundação desde 1973, quando mais de 150 pessoas morreram na região sudeste do país.

Ao visitar Valencia nesta quinta-feira, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez prometeu total apoio do governo às áreas afetadas pelas enchentes, como também pediu para as pessoas continuassem em casa uma vez que a situação continuava instável.

Dados do serviço meteorológico da Espanha (AEMET) indicam que choveu mais em oito horas na região de Valencia do que nos 20 meses anteriores, e cientistas destacam que a piora dos eventos climáticos extremos é provavelmente causada pelas mudanças climáticas.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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