4 de junho de 2026

COP29 é chance “única” para ação coletiva eficaz, diz ministro do Azerbaijão

Em artigo, presidente designado da conferência afirma que encontro é oportunidade para provar que multilateralismo pode funcionar
Foto: https://cop29.az/

Os efeitos do aquecimento global são cada vez mais evidentes, e a crise climática está se aprofundando – e é necessário reduzir “urgentemente” as emissões globais de gases de efeito estufa, e não agir vai aumentar o custo humano e econômico.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) em Baku, Azerbaijão, apresenta uma oportunidade única para uma ação coletiva eficaz”, afirma Mukhtar Babayev, ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Azerbaijão e Presidente Designado da COP29.

Em artigo publicado no site Project Syndicate, Babayev afirma que, em meio a um cenário de incerteza global e tensões geopolíticas, “a COP29 servirá como um teste do sistema multilateral do qual depende a capacidade da humanidade de responder a essa ameaça existencial”.

O político explica que a base para a ação coordenada foi lançada no Brasil em 1992, por meio da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que estabeleceu a Conferência das Partes (COP) anual para promover soluções baseadas em consenso.

“A UNFCCC promove a cooperação entre países menores e superpotências, permite que organizações da sociedade civil se envolvam diretamente com governos e facilita transferências de tecnologia transfronteiriças”, pontua Babayev.

Ponto de virada

Segundo o ministro do Azerbaijão, o acordo climático de Paris de 2015 marcou um ponto de virada ao definir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5° Celsius acima dos níveis pré-industriais e garantir que o aumento fique bem abaixo de 2°C.

“Infelizmente, a primeira auditoria global, divulgada antes da COP28 do ano passado em Dubai, mostrou que estamos longe de atingir essas metas climáticas”, pontua o político, ressaltando que a apuração estabeleceu também etapas e cronogramas claros — incluindo a transição para longe dos combustíveis fósseis — que poderiam colocar os objetivos do acordo de Paris ao alcance.

“A COP29 representa o próximo passo para a abordagem multilateral, com os líderes esperados para concordar com um aumento significativo para a meta de financiamento climático de US$ 100 bilhões — a chamada Nova Meta Quantificada Coletiva (NCQG)”, diz o político, ressaltando que cada país precisa enviar suas metas atualizadas até fevereiro de 2025.

“Ficar aquém nos forçaria a enfrentar perguntas difíceis: estamos dispostos a aceitar o fracasso do acordo de Paris? E quais são as alternativas? Uma coisa é clara: sem um plano de backup viável, devemos fazer tudo o que pudermos para atingir a meta de 1,5 °C”, afirma Mukhtar Babayev.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados