O programa TVGGN 20H da última segunda-feira (11) contou com a presença de Nelson Barbosa, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para comentar a estruturação das Parcerias Público-Privadas (PPPs).
A PPP mais recente ficou conhecido como leilão das escolas públicas de São Paulo, modelo que não conta com o financiamento do banco estatal, mas cujo projeto foi estruturado não apenas para a gestão paulista, mas também para outros estados e municípios, a exemplo das prefeituras do Rio de Janeiro, Recife (PE) e Caxias do Sul (RS).
“O que que é uma PPP? Você vai unificar o contrato que normalmente é feito com várias empresas, vai unificar dentro de um contrato só. Então, essa PPP, ela basicamente, você faz uma licitação e você diz, o Estado está disposto a pagar 15 milhões por mês durante 25 anos e quem ganhar vai ter que construir a escola e vai fazer a manutenção da escola, serviço predial, serviço de segurança, serviço de internet e preparação de merenda, porque essas escolas aí são ensino médio ou ensino fundamental 2, são os alunos um pouco mais velhos, né? Então, a preparação de merenda não é considerada um serviço pedagógico”, explica o convidado.
Barbosa ressalta que, no caso da PPP das escolas, toda a parte pedagógica continua sob a responsabilidade de servidores do Estado e que esta é uma das exigências do BNDES para estruturar o projeto.
“Agora, é importante também separar, porque as pessoas estão com algum receio porque teve uma PPP no Paraná, é uma PPP que foi feita pelo, acho, governo do Paraná, ela é diferente da PPP que o BNDES fez, porque lá o serviço pedagógico entraram na PPP. Então, a firma que vai assumir, ela pode demitir os professores, obviamente que eles são servidores públicos, mas ela pode relocar os professores para outras escolas e contratar professores temporários. Esse modelo a gente não concorda e não está fazendo.”
Indústria
Nelson Barbosa destaca os investimentos do banco em setores estratégicos, a fim de impulsionar a atividade industrial. Para tanto, o BNDES está estimulando setores vinculados a combustíveis renováveis e transição energética.
Um dos projetos recentes foi um edital para financiar propostas que envolvam a produção de combustível sustentável para a aviação e para a navegação.
“Uma das metas da transição energética é trocar esses combustíveis que geram muitas emissões de gás carbônico. A gente fez uma chamada de R$ 6 bilhões e recebeu um projeto de mais de 160 bilhões. Então, isso diz o potencial que o Brasil tem de produzir esse tipo de combustível, que vai ter uma demanda enorme e isso é basicamente indústria, que envolve a construção dessas fábricas, também envolve os equipamentos para processar esse combustível”, garante o diretor.
Ao longo da entrevista com o jornalista Luís Nassif, Barbosa falou ainda sobre a produção de baterias no Brasil, além da oportunidade de aplicação da inteligência artificial nos negócios brasileiros, investimento na produção de fármacos e na frota de ônibus elétricos.
Acompanhe a entrevista completa na TVGGN ou no link abaixo:
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Igor Grabois
12 de novembro de 2024 4:49 pmDe onde tiraram que se pode separar administração e projeto pedagógico na gestão escolar? Isso é o supra sumindo pensamento tecnocrático de quem não vive a realidade do dia-a-dia na escola.
evandro condé
12 de novembro de 2024 5:44 pmSerá que as universidades estaduais entrarão na cesta?
Douglas da Mata
12 de novembro de 2024 5:52 pmDe certa forma, os contratos temporários, que precarizan o magistério, e as terceirizações de serviços, como, limpeza, merenda, vigilância e etc já privatizaram boa parte das gestores escolares há anos.
Agora se tornou oficial.
Só isso.
grevista
12 de novembro de 2024 7:19 pmTucano. Como Haddad. Estaria bem posto no governo Tarcísio. Quem sabe procura vaga? Essa sua declaração, considerando que se trata de um professor titular da Fundação Getúlio Vargas, demonstra uma ignorância sem par. Paulo Freire deu mais algumas voltas em seu túmulo. Ele deveria ser obrigado a ouvir todas as aulas de Maria da Conceição. E, pior, é a cara de pau de assumir que assessora Tarcísio na execução de seu saco de maldades.
Ignacio C Bulhões
13 de novembro de 2024 10:56 amVale publicar a opinião para ela ser conhecida e debatida. Diria que ela nâo só é ruim, porque basicamente repete o ímpeto privatista e “apropriador do indivíduo” (cnpj=cpf) estranho à lógica da educaçâo gratuita, universal, de qualidade, garantida a todo cidadão. As regras dessa escola passam pelo debate com professores , cidadãos interessados em articulaçâo com instâncias do estado. É erro, se não engodo, supor que a regulaçâo (nesta fase, de sistema digital a indivìduo/professor) não vá “adorcer” (termo usado por professores das escolas privatizadas pelo Paraná e São Paulo sob a modelagem do mesmo Feder, ex e atual secretário) professores obrigados a obedecer ao ritual digital de preenchimento de tarefas realizadas em conformidade com o que foi estabelecido pelos proprietariis… segue