O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto com Nísia Trindade, ministra da Saúde, receberam nesta terça-feira (12), a recertificação de país livre do sarampo, reconhecimento concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).
Considerado livre do sarampo pela primeira vez em 2016, o país perdeu o posto três anos depois, quando teve de enfrentar um surto da doença, devido à baixa cobertura vacinal estimulada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre fevereiro de 2018 e 2019, foram registrados 10.74 casos da doença. Apenas em julho de 2018, foram 3.950 casos.
O último caso confirmado de sarampo foi no Amapá, em junho de 2022.
Nos últimos dois anos, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege crianças e adultos contra o sarampo, rubéola e caxumba, passou de 80,7% para 92,3%.
Para atingir tal resultado, em 2023, o governo federal investiu R$ 724 milhões em vigilância em saúde, laboratórios estaduais, imunobiológicos e oficinas sobre microplanejamento e multivacinação nos 5.570 municípios brasileiros.
Liberdade?
Ainda que o movimento antivacina seja importado dos Estados Unidos e Europa, onde ganhou força desde 2011 e influenciou a queda da cobertura vacinal de crianças de até dois anos, foi no governo Bolsonaro que o movimento se disseminou.
Além de boicotar as vacinas como política pública e destruir o Plano Nacional de Imunização, o governo fez diversas declarações do chefe de Estado contra as vacinas, em especial a da Covid-19.
Tanto é que o governo chegou a compartilhar no Twitter da Secretaria de Comunicação da Presidência da República a declaração de Bolsonaro, garantindo que ninguém seria obrigado a tomar a vacina da Covid, pois o governo preza pela liberdade do brasileiro.

LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário