O presidente Lula (PT) reafirmou, neste domingo (17), a luta da vereadora Marielle Franco por uma cidade mais justa e inclusiva em discurso para prefeitos e delegações de mais de 100 cidades do mundo.
Na Plenária dos Prefeitos do Urban 20 (U20), no Armazém da Utopia, centro do Rio de Janeiro, o petista rendeu homenagens à parlamentar assassinada em 2018.
“Estamos, também, a apenas dez quilômetros da favela da Maré, berço da vereadora Marielle Franco, barbaramente assassinada por sua luta pelo direito à cidade e pelos direitos humanos – a quem rendo a minha homenagem. Um quarto dos habitantes do planeta vive em assentamentos precários. No Brasil, as mulheres negras são maioria nesses territórios. Seus filhos são as maiores vítimas da desigualdade e da violência urbana, que todos os anos cobra um número de vidas semelhante aos das guerras mais violentas”, declarou.
“A luta de Marielle por uma cidade mais inclusiva, uma educação pública transformadora, e pelo acesso a todos a um serviço publico de qualidade é imperativa para criar cidades sustentáveis e que atendam às necessidades de todos”, prosseguiu Lula.
O papel das cidades na crise climática
Na reunião com as cidades, parte de países que integram o G20 – cuja reunião da Cúpula ocorre nesta semana – , Lula ainda destacou que as cidades devem ser as protagonistas sobre medidas para conter a crise climática e cobrou financiamento para pôr em prática essas ações.
Segundo ele, o “planejamento urbano terá papel crucial na transição ecológica e no enfrentamento às mudanças climáticas“, uma vez que “as cidades são responsáveis por 70% das emissões de gases de efeito de estufa e 75% do consumo global de energia”, disse.
“Esses mesmos centros urbanos estão desproporcionalmente expostos às consequências das mudanças climáticas, à subida do nível dos oceanos, às ondas de calor, à insegurança hídrica e a enchentes avassaladoras, como as que vimos recentemente no Sul do Brasil, na Colômbia e na Espanha“, pontou o presidente brasileiro.
“A ação climática pode servir como ferramenta para uma agenda urbana mais ampla de inclusão e justiça social. A transição ecológica é uma oportunidade valiosa de gerar emprego e renda para a juventude nos grandes centros urbanos. As cidades não podem custear sozinhas a transformação urbana. Elas não podem ser negligenciadas nos novos mecanismos de financiamento da transição climática”, alertou.
Neste sentindo, Lula explicou que a terceira prioridade da presidência brasileira do G20 é a reforma da governança global, “inclusive de sua arquitetura financeira e dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento“. Na avaliação do governo brasileiro “não será possível construir uma Nova Agenda Urbana sem investimento e sem governança multilateral adequada“.
Faixa de Gaza
Durante o discurso, Lula também citou a Faixa de Gaza, dizimada pela guerra de Israel contra o Hamas. “A Faixa de Gaza, um dos mais antigos assentamentos urbanos da humanidade, teve dois terços de seu território destruídos por bombardeios indiscriminados. 80% de suas instalações de saúde já não existem mais. Sob seus escombros jazem mais de 40 mil vidas ceifadas. Não haverá paz nas cidades se não houver paz no mundo“, afirmou.
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Douglas da Mata
17 de novembro de 2024 12:40 pmHehehehe…
O atual governo tem liberado Agro venenos em ritmo muito maior que o anterior..
Comida?
Não, glifosato.
Desmonte do IBAMA…
Exploração de petróleo no delta do Amazonas, mas pode chamar de delta do Níger em breve.
Bem, como se não bastasse, em breve um tipo de mamífero específico dessa parte do mundo, o humano pobre, vai ter que enfrentar o calabouço fiscal.
Mariele?
Ah, sim, irmã daquela ministra que foi assediada por meses no governo, e ninguém explicou direito qual a razão da demora na apuração…
Mas nada temam, a primeira-dama já mandou um “fuck off” ao homem que controla as comunicações das forças armadas…
Hehehe, senso de oportunidade e classe é isso aí…