22 de junho de 2026

Tarcísio deve explicar ao STF violência das PMs em seu governo

A letalidade policial em São Paulo, consequência da ausência das câmeras corporais dos PMs, foi questionada no STF
Tarcísio de Freitas (Republicanos) cumprimenta o comandante-geral da PM, coronel Cássio de Freitas - Foto: Fernando Nascimento/Governo de São Paulo

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá que explicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o aumento da violência policial em seu governo. O episódio do PM de São Paulo que atirou uma pessoa da ponte, nesta semana, foi mais um dos casos recentes de letalidade policial que devem ser judicializados.

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Conforme o GGN revelou, a Polícia Militar de São Paulo matou 120% mais pessoas no governo de Tarcísio do que há dois anos, rompendo com que o que vinha sendo um início de avanço do controle da violência das polícias no estado.

A diferença do governo Tarcísio para gestões anteriores é que o atual governador acabou com a política pública Olho Vivo, de obrigatoriedade do uso das câmeras corporais, acopladas nos uniformes dos agentes.

E é sobre isso que o governante deverá se explicar ao Supremo.

O pedido integra uma ação judicial que antecede o episódio desta semana. Trata-se de uma ação da Defensoria Pública de São Paulo, após um PM atirar, a queima-roupa, em um estudante de medicina, na zona sul de São Paulo, em novembro.

A Defensoria pediu para reverter a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu o uso obrigatório das câmeras corporais.

Já se manifestando contrário ao uso dos equipamentos pelos policiais ainda antes de assumir o mandato, Tarcísio de Freitas não comprou nenhuma câmera corporal para PMs em 2023 e, neste ano de 2024, aquiriu equipamentos que não gravam de maneira ininterrupta, ou seja, os policiais decidem quando querem ou não gravar uma operação.

O governador, contudo, tinha assumido o compromisso de uso das câmeras e, assim, o ministro Luís Roberto Barroso, que é relator da ação no STF, rejeitou o pedido da Defensoria.

Mas exigiu esclarecimentos de Tarcísio até sexta-feira (06), com base na morte do estudante de medicina Marco Aurélio, afirmando que as informações dadas até agora são insuficientes para verificar se os compromissos do governador estão sendo cumpridos.

Entre os pedidos, Barroso exigiu o contrato de compra das câmeras corporais e relatórios sobre os testes e implementação destes aparelhos.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    4 de dezembro de 2024 4:16 pm

    “Deveriam ter jogado do penhasco”, diz senador Jorge Seif sobre homem jogado de ponte em SP

    Isso se diz senador. Isso é a razão de tanta merda (desculpem) de polícias e afins. Isso, é a razão dos assassinatos de tantos inocentes.

    É certamente outro “valente” tal e qual o cabeça deles que está aí, chorando por anistia como se seus únicos crimes fossem sua burrice e sua escrotidao. Não seu genocida, tem centena de milhares de mortos na sua conta.

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