Da Folha
Política econômica de Dilma está quebrando o etanol
Presidente de entidade que representa setor afirma que indústria da cana-de-açúcar vive a maior crise de sua história
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
DE SÃO PAULO
A indústria do etanol vive a maior crise de sua história e a responsável é a política econômica do governo Dilma Rousseff. Esse é o alerta de Elizabeth Farina, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
Ao longo das cinco safras recentes, 44 usinas fecharam (de um total de 384). Das usinas atuantes, há 33 em recuperação judicial e 12 não vão moer cana este ano. “As políticas de controle de preço da gasolina e de redução da Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] foram mortais para o setor”, afirma Farina.
A Folha apurou que alguns empresários do setor, que foi grande doador em eleições passadas, ameaçam não contribuir para a campanha à reeleição de Dilma, de tão descontentes com as medidas.
“Lula falava que os usineiros eram heróis, que o Brasil ia ser a Opep do etanol. Era uma sinalização do papel central que o etanol tinha na economia do país”, diz Farina.
Já a presidente Dilma “parece que ficou com uma mágoa” do setor, que fatura US$ 48 bilhões por ano.
Folha – Qual é a situação do setor sucroalcooleiro hoje?
Elizabeth Farina – O setor vive a maior crise de sua história. Só nas últimas cinco safras, 44 usinas fecharam as portas, sendo 25 no Estado de São Paulo. Há ainda 33 usinas em recuperação judicial. O endividamento é altíssimo.
Em 20% das usinas, 30% da receita estão comprometidos com serviço da dívida (juros e amortizações). Perdemos associados, que pararam de pagar a associação porque estão em dificuldades. Oitenta mil pessoas foram demitidas.
Como o setor chegou a uma crise dessas proporções?
De 2003 a 2009, tivemos um ciclo virtuoso de investimento. O preço do petróleo estava subindo e era refletido nos preços domésticos. Havia Cide de R$ 0,28 por litro de gasolina, que dava competitividade ao etanol, e uma sinalização governamental positiva pela pressão que foi feita sobre a indústria automobilística para gerar o carro flex, com redução de IPI. Isso tudo estimulou investimento e trouxe para a indústria cem novas usinas no período. Aí veio a crise de 2008, que pegou o setor em um momento de endividamento. Isso teve impacto muito negativo.
A reação do governo foi tentar amenizar a crise no Brasil incentivando a demanda. Reduziram o IPI sobre os veículos e expandiram o crédito para compra de automóveis. O setor, pressionado do ponto de vista financeiro, parou de investir em renovação de canavial. Com o canavial mais velho, cai a produtividade. Além disso, tivemos três safras seguidas com problemas climáticos. Foi a tempestade perfeita –menor capacidade de investimento por restrições financeiras e mau tempo.
Isso fez com que a produção do etanol caísse, o preço subisse, e nós perdêssemos competitividade. Em 2010, começou a pressão inflacionária, que fez o governo adotar uma política de controle do preço da gasolina na refinaria e reduzir a Cide sobre a gasolina. Essas políticas foram a morte para o setor.
O etanol concorre com a gasolina na bomba. Ao segurar o preço da gasolina, impõe-se também o controle de preço para o etanol.
Se não houver nenhuma mudança de política econômica para o setor este ano, o que vai acontecer?
Hoje o preço da gasolina está defasado em cerca de 20%. A perspectiva é que um número maior de usinas encerre atividades ou entre em recuperação judicial.
Onde o setor errou? Houve excesso de investimento?
Houve um investimento cavalar, e a crise pegou todo mundo de surpresa. Mas excesso de investimento precisa ser examinado no prazo mais longo. As oportunidades que se desenhavam no cenário nacional e internacional eram imensas –lá fora, os EUA estavam implantando seu plano de metas de uso de combustíveis renováveis e a União Europeia, as metas para redução de emissões. Muito disso não se materializou, a UE manteve tarifas altas para importação de etanol, os EUA estão revendo seus planos. A visão de um mercado internacional de etanol enorme não se concretizou.
Lula falava que os usineiros eram heróis, que o Brasil ia abastecer o mundo com combustível renovável, sinalizando o papel central que tinha o etanol. Como as perspectivas foram frustradas, esse investimento se mostrou excessivo. O interesse pelo pré-sal tirou o foco do etanol. E o combate à inflação, feito por meio de controle de preços e redução da Cide, foi mortal. Eliminou o diferencial tributário que garantia competitividade ao etanol –que, para valer a pena para o consumidor, precisa ser 30% mais barato que a gasolina.
Quais são as reivindicações do setor?
Queremos programas específicos para aumentar a eficiência dos motores no uso do etanol. E também incentivo para um carro híbrido flex (eletricidade e etanol). Queremos a volta da Cide sobre a gasolina, hoje zerada. O governo desonerou o combustível fóssil e poluente e reduziu a competitividade do combustível limpo.
O ministro da Agricultura, Neri Geller, anunciou que negocia um aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 25% para 27,5%. Resolveria o problema?
É uma medida emergencial, mas aliviaria o setor.
As montadoras afirmam que isso prejudica o desempenho do motor e aumenta as emissões de poluentes…
Eu não conheço os testes, porque eles não levaram para o governo, mas acho muito improvável. Nos EUA, as montadoras diziam que não podiam subir de 10% para 15% a mistura do etanol na gasolina, e aqui no Brasil o mesmo motor usa 25% e não dá problema. Qualquer aumento na mistura de etanol, que é mais barato, permitiria recuo no preço final da gasolina na bomba.
O governo tem dito que fez tudo o que vocês pediram, só não vai dar subsídio nem aumentar o preço da gasolina…
Não pedimos subsídio, só não queremos competir contra ele. A desoneração que foi dada é incompleta, e não está toda implementada. Até agora, o que o governo fez pelo setor foi elevar de 20% para 25% a mistura e oferecer financiamentos do BNDES para renovação de canavial.
Vocês sentem falta de uma melhor interlocução com a presidente Dilma?
Poucas vezes tive oportunidade de conversar com a presidente. Já o governo como um todo tem interlocução com o setor, toda semana eu vou para Brasília. Mas entre ter interlocução e ter a concretização de ações é uma distância grande.
Lula foi melhor para o setor?
Foi, porque ele era um entusiasta –apesar de o entusiasmo com o pré-sal também ter começado com ele. Hoje, ninguém duvida que a política econômica está quebrando o setor de etanol. É o maior consenso que eu já vi entre economistas. Essa política tem gerado sequelas na Petrobras, no etanol e em toda a área de energia. A gente corre o risco de perder a maior experiência ambiental de substituição de combustível fóssil por renovável.
Existe um mal-estar da presidente Dilma com o setor?
Todo mundo diz que sim porque houve um pico de preços logo que ela foi eleita. Mas foi aquele momento pós-crise e quebra de safra. Parece que a presidente ficou com uma mágoa.
O empresário Maurílio Biaggi, que desistiu de concorrer a vice na chapa de Alexandre Padilha, afirmou recentemente que o setor criou problemas para a Petrobras ao não cumprir a promessa de aumento de produção…
Não sei com quem ele está magoado para falar uma barbaridade dessas. O argumento é que a Petrobras não investiu em refinarias de gasolina porque esperava que o etanol fosse cumprir um papel dentro do abastecimento. Mas uma coisa é fazer estimativas de demanda, outra é agir para cumprir a meta.
E o açúcar?
Quando o preço do etanol estava ruim, mas o do açúcar estava alto, as usinas ainda sobreviviam. O açúcar subsidiou o etanol. Mas há dois anos o preço do açúcar está ruim, há excesso de oferta no mercado internacional.
Assis Ribeiro
14 de abril de 2014 12:40 pmUm dia os usineiros se
Um dia os usineiros se vangloriaram.
Eram chamados de coroneis.
E eram respeitados pelas suas armas e chantagens.
Zeus
14 de abril de 2014 12:45 pmJabá com etanol.
Tolices, apenas tolices.
Qualquer estudante calouro de história, economia ou geografia saberá dizer que não podemos girar a roda da História ao contrário.
Combustível feito de biomassa, com uso de água potável, terra e envenenamento de grandes parcelas desta terra para produção de “alimento” para indústria automobilística é suicídio coletivo.
E vem esta senhora falar em combustível “limpo”.
Limpo como? Tragando e concentrando terras em latifúndios, fuligem, herbicidas aos montes, e água em proporções bíblicas para irrigação?
Primeiro: o setor padece de esquizofrenia, ou seja, quer o bônus de fabricar combustível (etanol) e alimento (açúcar). São questões estratégicas incompatíveis. Todo mundo que observa o setor sabe que basta um boom nos preços do açúcar para que as plantas esqueçam seus contratos de produção de combustível.
Segundo: o setor é um dos maiores focos de conflitos trabalhistas, onde há incidência brutal de trabalho análogo a escravidão, ou seja, não merece crédito algum, muito menos oficial.
Terceiro: o custo de produção de energia para cada litro de etanol é muitas vezes menor que a eficiência do petróleo, e não cabe ao governo dar conta deste hiato, a não ser quando interesse (não estamos em um mercado capitalista?).
Enfim, a mentira: estamos trocando energia fóssil por renovável.
A idiota da UNICA deveria nos explicar como renovar terras infinitamente, tendo o Brasil 200 milhões de habitantes para dar de comer, se ela mesmo disse que com o temor do setor, causado pelas oscilações do mercado, os usineiros pararam de investir em novas terras (canaviais) o que baixou a produtividade.
Semana passada o blogueiro colocou esta questão em um post sobre a Petrobras.
Hoje vem este texto dando destaque ao jornalixo da folha de embrulhar peixe podre.
Sabemos da predileção do blogueiro pelas artes etílicas do interior de Minas e do Brasil, mas aí já tá dando na vista.
Francy Lisboa
14 de abril de 2014 1:22 pmPor partes:
Tolices, apenas
Por partes:
Tolices, apenas tolices.
Qualquer estudante calouro de história, economia ou geografia saberá dizer que não podemos girar a roda da História ao contrário.
Combustível feito de biomassa, com uso de água potável, terra e envenenamento de grandes parcelas desta terra para produção de “alimento” para indústria automobilística é suicídio coletivo.
concordo
E vem esta senhora falar em combustível “limpo”.
Discordo. Etanol eh sim em termos absoluto menos poluidor do que o petroleo. Vc tem azao em afirmar que ha o despejo exagerado de pesticidades em algumas propriedades. Mas, eh preciso ser realista: Eh possivel deter certas infermidades com metodos chamdos tradicionais? e digo deter em escala macro, nao com as experiencias usando metodos tradiconais como ocorrem em SAFs e pequenas propriedades, que apesar de interessantes ainda nao encontraram resposta para atender a demanda, a nao ser tentar me convencer que todo basileiro deve ser um pequeno agricultor. Jah ouvi muito disso.
Limpo como? Tragando e concentrando terras em latifúndios, fuligem, herbicidas aos montes, e água em proporções bíblicas para irrigação?
Concordo que todos os itens que vc marcou estao corretos, mas o ultimo me parece um pouco de dose de nonsene. O consumo de agua por canaviais, eh comparativamente menor do que em outras culturas, os metodos de irrigacao de canavias sao em sua maioria por gotejamento, forma mais comum no Estado de Israel, considerado o mais eficiente pais em termos de uso da agua na agricultura por razoes obvias. E mais uma coisa, a agricultura esta inerente a disponibilidade hidrica, esse negocia de demonizar a atividade porque ela consume agua eh coisa esquizofenica, afinal, as plantas consomem parte e a outra evapora ou eh transpirada ou vai para o lenco, em suma, o ciclo continua.
Primeiro: o setor padece de esquizofrenia, ou seja, quer o bônus de fabricar combustível (etanol) e alimento (açúcar). São questões estratégicas incompatíveis. Todo mundo que observa o setor sabe que basta um boom nos preços do açúcar para que as plantas esqueçam seus contratos de produção de combustível.
Perfeito.
Segundo: o setor é um dos maiores focos de conflitos trabalhistas, onde há incidência brutal de trabalho análogo a escravidão, ou seja, não merece crédito algum, muito menos oficial.
Perfeito 2x. O setor agropecuario brasileiro nao tem credibilidade para muita coisa se formos considerar a parte social, mas, como o PIB depende em grande parte desse setor, vemos que sua faceta conservadora continuara a ser ignorada por todos os partidas, incluindo o PT. Eh o tal do mal toleravel.
Terceiro: o custo de produção de energia para cada litro de etanol é muitas vezes menor que a eficiência do petróleo, e não cabe ao governo dar conta deste hiato, a não ser quando interesse (não estamos em um mercado capitalista?).
Enfim, a mentira: estamos trocando energia fóssil por renovável.
A cana nao eh renovavel? vc consegue produzir petroleo artificial? Sob o ponto de vista tecnico a energia eh renovavel, o que se pode discutir eh que esse termo renovavel estah vinculado a capacidade de suportar a demanda. Ainda, considero de hipocrisia do setor usar o termo para se vistir de sustentavel, afinal, como vc frisou, existem outras variaveis de poluicao que nao sao compatibiizadas
A idiota da UNICA deveria nos explicar como renovar terras infinitamente, tendo o Brasil 200 milhões de habitantes para dar de comer, se ela mesmo disse que com o temor do setor, causado pelas oscilações do mercado, os usineiros pararam de investir em novas terras (canaviais) o que baixou a produtividade.
Semana passada o blogueiro colocou esta questão em um post sobre a Petrobras.
Hoje vem este texto dando destaque ao jornalixo da folha de embrulhar peixe podre.
Sabemos da predileção do blogueiro pelas artes etílicas do interior de Minas e do Brasil, mas aí já tá dando na vista.
Hum? Nassif gosta de uns pileques?
Zeus
14 de abril de 2014 8:22 pmDebate embriagante.
Francy, meus pitacos sobre os seus pitacos.
A eficiência menor do etanol, sua queima é menos eficiente porque gasta mais unidades de massa para gerar o mesmo HP(por isto é preciso mais combustível, cerca de 1/3 a mais para chegar a mesma autonomia) quase zera esta conta.
Quanto a água,o método de gotejamento só é usado para lavouras pequenas. O método para grandes extensões de cana, soja, dentre outras, é o de aspersão aérea, com aquelas “árvores de natal” que vemos na TV.
A cana não é renovável, aliás, nenhuma produção em larga escala em regime de monocultura é. Olhe para o café do Vale do Paraíba no século 18 e 19 e o esgotamento das terras. Os desertos que ficam depois da “renovação florestal” dos eucaliptos.
A cana, ao contrário do que disse o Quireza, diminui sua produtividade (qualquer que seja a variedade) em 10 a 15% por ano, o que implica novas áreas de cultivo, e mesmo que se faça cultivo rotativo e mistura de culturas, o solo se esgota em 5 a 10 anos, chegando a níveis de produtividade que inviabilizam seu potencial comercial-energético.
O petróleo não é um produto eterno, mas até agora não existiu outra fonte de energia que fosse mais barata, mesmo incorporando o preço da pesquisa e tecnologia das águas profundíssimas, as guerras necessárias para acessar reservas (Golfo, etc), e outras implicações.
Repito: procurar a terra como alternativa energética é idiotice…hic!
Um abraço.
DanielQuireza
14 de abril de 2014 8:02 pmNâo precisa renovar terras, é
Nâo precisa renovar terras, é só renovar a cana, que é plantada na terra. Cada plantio dá de 4 a 6 cortes, um corte por ano. Depois, planta-se de novo. Dai o conceito de renovável.
A crise no setor é real. A politica do Governo está limitando, por tabela, o preço do Etanol nos postos. Os custos de produção aumentam todo ano, mas a receita não tem aumentado, esse é o problema. Já passa da hora de o Governo apresentar um plano de médio prazo para a questão do reajuste da gasolina, sob pena de penalizar ainda mais a Petrobrás e o sotor alcooleiro.
Zeus
14 de abril de 2014 8:31 pmRenovável até certo ponto.
Daniel, me permita: Sua informação é parcialmente correta. Um lote dedicado a cultura canavieira, em regime consorciado com outras culturas (a do feijão é uma das melhores, junto com o milho) e de rotação (revezamento de solo) permite o uso do solo (terra roxa) por 7 a 10 anos.
O problema é que mesmo com as melhores variedades colocadas pela Embrapa, e todos os avanços, a produtividade cai a cada ano de plantio (cerca de 10 a 15%), e aumenta o custo que inviabiliza o uso da cana como combustível, além de todos os outros problemas estratégicos de se usar a terra como fonte de biomassa.
Em certas regiões do país as áreas dedicadas ao cultivo detém índices de produtividade de 30 a 40% dos índices de 1980.
Se o setor tivesse competência e fosse viável, não seria a Cide ou o tabelamento do governo que o levaria a bancarrota. Se produzr etanol a partir de beterraba (França) milho (EEUU) fosse um aposta irreversível o petróleo já teria seu preço em queda pelo aumento brutal da oferta de etanol.
Petróleo ainda é, por léguas e léguas de distância, muito mais barato que qualquer outra fonte de energia. Daí porque ainda se mata e se morre por ele, e porque devastamos geografias inteiras para implantar a indústria do petróleo.
carlos afonso quintela da silva
14 de abril de 2014 12:49 pmQual a razão para não falarem
Qual a razão para não falarem do abandono do mercado interno de etanol, quando o preço do açucar disparou no mercado internacional e houve desabastecimento. Esta gente é assim, quando estão lucrando vivem à larga e não lembram do povo e do governo, quando a coisa aperta precisam de política específica para compensar suas perdas. É o capitalismo socialista, ou seja capitalismo quando há lucro e socialismo quando o prejuízo entra nas contas.
alfredo machado
14 de abril de 2014 12:59 pmO de sempre
Nassif,
Usineiro de cana de açucar é isto desde sempre, uma classe muito competente na hora de saquear o $$$ país.
Com o advento do Pró Álccol a patifaria aumentou, com a venda de açucar e álcool para quem pagasse mais, mercado interno ou externo, e uma banana para os compromissos assumidos para dar suporte ao programa do novo combustível.
Com o etanol é a mesma coisa, e quando o preço internacional se acomoda depois de subir e subir, lá vem a choradeira de hábito.
Reconheço que só resta à “quadrilha” chantagear, pois a maioria deles não tem qualquer competência para trabalhar, haja vista a forte entrada de estrangeiros no setor. Muitos dos usineiros que se meteram a empreenderm, explodiram.
Francy Lisboa
14 de abril de 2014 1:02 pm“A gente corre o risco de
“A gente corre o risco de perder a maior experiência ambiental de substituição de combustível fóssil por renovável”. Eh esse tipo de declaracao que mostra como ser politcamente correto gera antipatia. Eu preferiria algo mais direto como nao vamos lucrar ou vamos perder dinheiro. Empresario brasileiro tem o “espirito animal”…de nao correr riscos.
Motta Araujo
14 de abril de 2014 4:20 pmNão se trata de não querer
Não se trata de não querer correr riscos. ESSE NÃO É UM RISCO NATURAL DE MERCADO, o problema do etanol é decorrencia de uma POLITICA DELIBERADA do Governo, que é querer operar com artificios de preços, é uma POLITICA CONTRA O PAIS, não é contra o usineiro que apanha por tabela.
Rick Grimes
14 de abril de 2014 1:10 pmMaior desvalorização da
Maior desvalorização da Petrobrás feita pela administração atual é ver nos postos, controlados tb pela própria estatal, o preço do álcool igual ao da gasolina. Tanto se investiu no desenvolvimento do motor a álcool, dinheiro nosso porque ninguém queria investir nisso, fora ainda o investimento de milhares de brasileiros que apostaram na compra do carro flex que abriu os olhos do mundo para o consumo do etanol e agora este absurdo.
E não me venhas a falar de pré-sal e de respeito a empresa, a Petrobrás hoje não tem condições de bancar sozinha tal investida, vão acabar terceirizando o pré-sal, assim como fizeram com os aeroportos e estádios superfaturados, por incompetência deste governo.
Gersier
14 de abril de 2014 1:12 pmGanância
É a ganância. Um dos exemplos: quando o açucar estava em alta no mercado externo,os usineiros deixaram os consumidores de etanol na berlinda.Taí o “trôco”,os proprietários de carros além de não estarem dispostos a pagar um preço elevado em relação à gasolina,não confiam nos usineiros que sempre tem na ponta da língua,uma desculpa para aumentarem o preço do etanol.
Motta Araujo
14 de abril de 2014 11:45 pmQuem acha que “”ganancia”” é
Quem acha que “”ganancia”” é um defeito na ação de um empreaario ou é comunista de nascença ou desconhece a historia do capitalismo. Achar que um usineiro vai vender etanol com prejuizo quando pode vender açucar com lucro
e que fizer isso é porque é “”ganacioso” é demais. Metade das usinas de açucar estão em má situação financeira, com toda a “”ganancia”” dos usineiros.
peregrino
14 de abril de 2014 2:12 pmquerem ganhar sempre…
chegando ao cúmulo de acharem que o que dá preço ao que produzem são suas dívidas
mas na verdade só queria dizer o seguinte:
“A indústria do etanol vive a maior crise de sua história e a responsável é a política econômica do governo Dilma Rousseff.”
peregrino
14 de abril de 2014 2:39 pmfrase dita por empresário após perder tudo que criou…
“eu jamais imaginei que seria capaz de viver moderamente”
simplesmente deu fim a tudo que criou, incluindo os 3 filhos que por terem crescido num ambiente de luxo e descontrole de gastos, não se preocuparam com estudo superior ou de formação profissional, trocando todas estas bobagens, segundo eles, inclusive o pai, por noitadas, carrões e pó e bebidas para todos nas noites de ensaio da escola de samba União da Ilha e de embalos da zona sul
hoje vivem, modestamente, na casa que conseguiram preservar, assim mesmo só porque passaram a pagar todas as dívidas acumuladas, que nunca foram motivo de preocupação.
Motta Araujo
14 de abril de 2014 4:16 pmÉ uma crise real de um setor
É uma crise real de um setor fundamental da economia brasileira e a esquerdolandia ESTÁ BATENDO PALMAS porque os empresarios estão se ferrando, é uma coisa inacreditavel AONDE CHEGA A ESTUPIDEZ HUMANA.
É uma crise artificial porque causada por uma politica suicida do Governo, que liquida tambem a Petrobras.
Durvaldisko
14 de abril de 2014 2:37 pmPré-2008, compraram-se
Pré-2008, compraram-se usinas em todo o país.Injetaram bilhões de dólares.Investidores,principalmente norte -americanos,formaram fundos e grupos prontos para embarcar no melhor negócio do momento:etanol e suas variáveis.
Um ano depois,viraram fumaça os bilhões aqui aportados. Difícil dizer,sabendo-se que eram os principais investidores daquela época, se foi encenação para esquentar / esfriar dinheiro ou fraudar investidores de fundos
na esteira da quebra da economia comandada pelos EUA.
De resto, usineiro como ruralistas,sobrevivem de lágrimas.Às vezes, as próprias…
Motta Araujo
14 de abril de 2014 4:13 pmComo é possivel escrever
Como é possivel escrever tanta bobagem? Nada virou fumaça, o setor está sem nenhuma rentabilidade por causa da politica artificial de vender gasolina abaixo do custo, ninguem esquenta dinheiro perdendo dinheiro, é impressionante.
Fundos americanos compraram meia duzia de usinas, o setor tem 450 usinas, é um problema MACRO, não é um problema de fundos americanos.
Pachecão
14 de abril de 2014 2:45 pmNA ONU, LULA LANÇA CÚPULA
NA ONU, LULA LANÇA CÚPULA SOBRE BIOCOMBUSTÍVEL E DEFENDE ETANOL
26/09/2007
Fonte:
O Estado de S. Paulo/Tânia Monteiro
Depois de ter usado encontros bilaterais pelo mundo para falar no varejo do programa brasileiro de biocombustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou ontem a platéia especial da abertura da 62ª Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) para fazer uma pregação no atacado: diante de representantes de 192 países, vinculou a produção de etanol e biodiesel à preservação ambiental. “É plenamente possível combinar biocombustíveis, preservação ambiental e produção de alimentos”, defendeu. E anunciou que o Brasil pretende organizar em 2008 uma conferência internacional sobre biocombustíveis.
carlosc
14 de abril de 2014 2:55 pmO Brasil é repleto
O Brasil é repleto de empresários chantagistas. Desde sempre.
Tudo aqui é planejado e montado de forma ganhar muito dinheiro rapidamente e com total pressão sobre os governos.
Falta seriedade!!! E todos são “éticos”!!!
Motta Araujo
14 de abril de 2014 4:09 pmNada a ver. O setor sucro
Nada a ver. O setor sucro alcooleiro do Brasil é o maior do mundo graças à capacidade de nossos empresarios, hoje grande parte endividados porque expandiram a pedido do governo e hoje estão atolados em dividas. Ninguem está chantageando, estão apontando para o desatino que é manter o preço da gasolina artificalmente baixo, quebrando a PETROBRAS e qubrando o etanol brasileiro, isso é uma REALIDADE, não é chantagem.
carlosc
14 de abril de 2014 5:39 pmTUDO A VER!
O setor sucro
TUDO A VER!
O setor sucro alcoleiro foi formado por grupos produtores prativamente amadores que foram, incentivados pelo governo para a fabricação em grande escala de etanol, A PARTIR DA DECADA DE 80 , quando haveria uma GARANTIA DE MERCADO de pelo menos 20% de adição à gasolina, além do uso incentivado do governo para fabricação de carros a alcool, quando ninguém no mundo fazia isto.
Mas, a ganância os leva a “agradecer” pela reserva de mercado do governo paralisando a fabtricação de alcool sempre que o preço de açucar aumenta no mercado internacional. Quando volta a cair, retornam com pires na mão para forçar novamente o governo a aumentar o preço da gasolina ou para acrescentar mais ainda a quantidade de alcool na gasolina.
Já tive carro a alcool e nunca mais quero. Mesmo sendo Flex, só uso gasolina por não mais acreditar mais nesses “empresários tupiniquins”….
Motta Araujo
14 de abril de 2014 11:01 pmAh, ah, ah, o setor economico
Ah, ah, ah, o setor economico MAIS ANTIGO DO BRASIL, tem 400 anos é constituido por AMADORES?? Voce tem noção do que fala? Não tem amadores na industria do açucar, são ultra professionais, alguma familias do setor estão na 10ª geração de empresarios (os Pessoa de Queiroz, por exemplo), outras na 5ª geração, especialmente nas familias italo-paulistas, Ometto, Zillo Lorenzetti, Quagliato, Colombo, Corona, Biagi, outras quatrocentões paulistas Reis de Magalhães, Coutinho Nogueira, Cicero Franco, Rezende, é o setor que menos tem novatos da industria brasileira.
carlosc
15 de abril de 2014 1:19 pmVc está falando de
Vc está falando de plantadores de cana que eram o que faziam até a década de 70.
Hoje, após os incentivos e reserva de mercado de governos (GOVERNOS, NÃO SOMENTE DO PT) é que eles se tornaram grandes. Mas não atingiram a maioridade. Ainda são dependentes do governo para tudo!
São chantagistas sim e tem apoio de vários setores da mídia para que o governo os ajude nem que tenha que prejudicar o povo, o consumidor…
Quase todos os empresários brasileiros ainda mamam nas tetas dos governos. Sem governos não sobreviveriam….
Nenhum governo tem que aumentar preços de outros produtos para eles praticarem preços extorsivos quando assim for conveniente. Se não estão mais vendendo, baixem seus preços, revejam seus custos, conquistem novamente os clientes que um dia neles acreditaram. E parem de enganar e culpar a população por seus erros.
Motta Araujo
14 de abril de 2014 5:05 pmÉ realmente impressionante a
É realmente impressionante a animosidade absurda dos esquerdopatas contra a EMPRESA PRIVADA. Eles consideram empresarios BANDIDOS. Querem só economia estatal, como na Venezuela.
1.O setor sucro alcooleiro brasileiro é hoje um dos maior modernos do Pais, é o maior setor de açucar e alcool do mundo,
as usinas são salvo exceções modernas e produtivas, grandes empregadoras, com relações trabalhistas pacificas nos Estados de São Paulo, Minas e Goias (não falo nada sobre o Nordeste).
2.O desajuste dos preços do etanol em ralação aos custos para produzi-lo é REAL, ninguem está inventando nada, a maioria das usinas integradas pode poruduzir açucar no lugar do etanol mas as autonomas só produzem etanol e estão fechando.
O etanol foi uma invenção brasileira, apresentada ao mundo como um sucesso economico e ambiental, está se inviabilizando por erros de politica economica, como pessoas com alguma inteligencia podem negar isso e culpar os empresarios chamando-os de chantagistas e incompetentes?
eu
15 de abril de 2014 1:44 amCaro Motta,
Não é só
Caro Motta,
Não é só “esquerdopatas”, vivi a minha vida inteira em Usinas, portanto conheço por dentro.
E o setor erro sim e tem que reconher, lula andou pelo mundo defendendo o setor, bastou o preço do açucar aumentar e todos esqueceram o etanol.
Como querem que algum Presidente, confie em um setor que não tem compromisso.
eu
15 de abril de 2014 1:44 amCaro Motta,
Não é só
Caro Motta,
Não é só “esquerdopatas”, vivi a minha vida inteira em Usinas, portanto conheço por dentro.
E o setor erro sim e tem que reconher, lula andou pelo mundo defendendo o setor, bastou o preço do açucar aumentar e todos esqueceram o etanol.
Como querem que algum Presidente, confie em um setor que não tem compromisso.
Bruce Guimaraes
14 de abril de 2014 6:25 pmO Governo destrói a PeTrobras e as empresas do etanol
É incrível o que faz o governo Dilma no setor de energia. Isso está em desacordo com qualquer manual de economia. A Presidente congela o preço da gasolina, sendo assim ela sangra a PeTrobras(não vamos nem falar da corrupção dentro da empresa e dos negócios mal feitos), e além do mais ela limita os preços do etanol. Ela está acabando com dois setores de uma vez só. É muita incompetência
alfredo machado
14 de abril de 2014 10:34 pmCorrupção
Bruce não cadastrado,
Parece que você se sente no InfoMoney, onde a isenção de comentaistas e jornalistas é zero, uma pena, já que é um bom site de mercado de capitais.
“…PeTrobras(não vamos nem falar da corrupção dentro da empresa e dos negócios mal feitos)…”,
1-Já que você escreveu, então esclareça qual foi o negócio mal feito pela petroleira,
2- Sem querer passar a mão por cima de erros $$$$, desde sempre prática usual dos tucanos, tanto em SP quanto nas privatarias do lesa-pátria FHC., vosmecê conhece, ouviu falar de alguma megaempresa em qualquer lugar deste planeta, que NUNCA tenha tido um caso de suspeita de malversação de recursos? Nem o Vaticano escapa, meu bom tucano que detesta pensar.
Sílvio Torres
14 de abril de 2014 6:28 pmCarro bicombustível pegou no
Carro bicombustível pegou no Brasil por causa das várias rasteiras que o consumidor e o governo, desde muito antes do PT, levaram dessa “pobre” classe de usineiros.